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Cuiabá anuncia novos espaços de apoio a mulheres vítimas de violência

A Prefeitura de Cuiabá anunciou a ampliação dos espaços de acolhimento psicossocial para mulheres vítimas de violência doméstica. A medida foi comunicada à promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo das Promotorias de Violência Doméstica da Capital, durante reunião realizada, na quinta-feira (22) na sede das Promotorias de Justiça Criminal do Ministério Público de Mato Grosso.A reunião contou com a presença da secretária da Mulher, tenente-coronel, Hadassa Suzannah; da primeira-dama e vereadora Samantha Iris Belarmino Cristovão; da secretária de Saúde, Lúcia Helena Barboza de Sampaio; e da equipe do Espaço Caliandra do Ministério Público.A promotora avaliou de forma positiva o encontro com as pastas da Mulher e da Saúde do município, ressaltando a importância do diálogo para encontrar soluções à demanda de atendimento às mulheres. “O município está se organizando e trazendo novas opções de espaços. A ideia é que, por meio do diálogo, consigamos restabelecer esses atendimentos, inclusive tratando da mobilidade urbana, no sentido de facilitar o acesso das mulheres aos espaços de acolhimento”, afirmou.Atualmente, Cuiabá conta apenas com o Espaço de Acolhimento do Hospital Municipal (HMC), no bairro Ribeirão do Lipa. Esse local tem recebido críticas por parte das usuárias, devido à ausência de atendimento 24 horas e à interrupção dos tratamentos terapêuticos iniciados anteriormente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros Verdão e Jardim Leblon, que foram desativadas.Os novos espaços serão instalados no Centro de Referência da Mulher, conhecido como Casa Cuiabana, localizado no bairro Consil, cuja obra está em fase final e com previsão de inauguração no segundo semestre; na sede da Secretaria da Mulher, situada na avenida Getúlio Vargas; e na nova sede da Secretaria Municipal de Saúde, que funcionará na avenida Barão de Melgaço, no prédio da antiga Unic Barão. Essas unidades se somarão ao atendimento já existente no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e têm como objetivo ampliar e melhorar o acolhimento às mulheres vítimas de violência doméstica, garantindo maior acesso e continuidade nos tratamentos terapêuticos.A sala da Secretaria de Saúde foi anunciada diretamente pelo prefeito Abilio Brunini, durante ligação feita à promotora no decorrer da reunião. A ampliação visa restabelecer e fortalecer a rede de apoio às mulheres em situação de violência, oferecendo atendimento psicológico contínuo e especializado.A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra questionou a localização das novas salas de atendimento, todas situadas na região central de Cuiabá, o que pode dificultar o acesso das mulheres que residem em bairros mais afastados. Em resposta, o prefeito Abilio Brunini afirmou que a Prefeitura poderá avaliar a possibilidade de oferecer transporte gratuito às vítimas, com o objetivo de garantir que os tratamentos terapêuticos não sejam interrompidos por falta de acessibilidade.A secretária da Mulher, Hadassa Suzannah, destacou que está sendo realizada uma triagem da lista de cerca de 310 mulheres que estavam em atendimento nas UPAs, com o objetivo de verificar quantas ainda permanecem em tratamento. A partir disso, será feito o remanejamento dos horários daquelas que finalizarem ou optarem por não continuar as sessões de terapia. “É uma triagem necessária, considerando as particularidades de cada caso, para que a Prefeitura possa melhorar esse atendimento emergencial, de forma efetiva e continuada”, afirmou.

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Fotos: Emanoele Daiane | Prefeitura Municipal.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Réu é condenado a quase 32 anos por matar criança de cinco anos

O réu Alaor da Silva foi condenado, nesta terça-feira (12), a 31 anos e 10 meses de reclusão pelo homicídio de uma criança de cinco anos, ocorrido no município de Paranatinga (a 373 km de Cuiabá). Ele também foi condenado pelos crimes de posse irregular, porte ilegal e disparo de arma de fogo. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri da comarca.O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT). A sentença determinou ainda o pagamento de indenização no valor de R$ 50 mil aos familiares da vítima. O réu deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado e não poderá recorrer da decisão em liberdade.Conforme a denúncia do MPMT, o crime ocorreu em fevereiro de 2024 após uma discussão entre o acusado e sua então companheira. Durante o desentendimento, Alaor efetuou um disparo de arma de fogo em direção à mulher, porém o projétil atingiu o neto dela, que estava no local. A criança chegou a ser socorrida por familiares, mas não resistiu aos ferimentos. Após o crime, o réu fugiu e foi preso dias depois.A promotora de Justiça Fernanda Luiza Mendonça Siscar, que atuou no plenário do Júri, destacou que a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça à sociedade. “Tenho plena consciência de que nenhuma pena, ainda que tenha sido fixada em 31 anos e 10 meses de reclusão, será capaz de retirar a dor sentida por essa família ou de trazer essa criança de volta. No entanto, a condenação pode representar uma forma de amenizar esse sofrimento e de trazer algum conforto, a partir do sentimento de que a Justiça foi efetivamente prestada”, ressaltou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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