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Campanha do MPMT ocupa ponto estratégico em shopping de Cuiabá

Com o objetivo de dar visibilidade à temática da violência contra a mulher, a partir de quarta-feira (06) a campanha “#JuntosPorElas”, idealizada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, estará no Shopping Pantanal, em Cuiabá. A iniciativa foi viabilizada por meio de parcerias com instituições privadas. A mobilização se estenderá até o dia 27 de março.

Para chamar a atenção das pessoas que circulam pelo local, uma estrutura, que lembra a “casa de vidro do BBB”, mas em formato esférico, será montada em ponto estratégico do shopping. No espaço funcionará um estúdio de rádio, onde serão realizadas entrevistas com representantes das instituições que integram a rede de proteção às mulheres vítimas de violência.

O conteúdo, de caráter informativo e educativo, será transmitido ao vivo pela Rádio CBN Cuiabá, de segunda a sexta-feira, das 14h às 15h. O material também será disponibilizado nos canais da emissora de rádio e do Ministério Público no Youtube. A Ouvidoria do Ministério Público também realizará atendimento no local.

O procurador-geral de Justiça em Mato Grosso, Deosdete Cruz Junior, ressalta que, além de proporcionar maior visibilidade ao enfrentamento à violência contra a mulher, a campanha busca aproximar ainda mais o Ministério Público da população. “Para cumprirmos com êxito a nossa missão institucional, precisamos fortalecer os laços com a sociedade. Temos buscado, em todo o estado, realizar projetos que aproximem o Ministério Público cada vez mais do cidadão e da cidadã, seja por meio de ações simples e corriqueiras do dia a dia ou em atividades de maior repercussão, como é o caso desta campanha”, disse.

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A subprocuradora-geral de Justiça Administrativa, promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, explica que a realização da campanha foi possível graças à parceria com a iniciativa privada. “Formatamos a proposta e saímos em busca de parceiros que, prontamente, se dispuseram a ajudar o Ministério Público a dar visibilidade a este problema social que afeta a todos, independentemente de condições financeiras ou raça”, afirmou.

A campanha #JuntosPorElas” tem apoio da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Shopping Pantanal, Ginco, Rádio CBN e Associação Mato-grossense dos Membros do Ministério Público (AMMP). A Televisão Centro América também participa da iniciativa com a veiculação gratuita de Vts da campanha. (Assista aqui )

Programação: Empregabilidade das mulheres vítimas de violência, machismo estrutural, formas de violência, canais de atendimento às vítimas, importância das medidas protetivas, políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher existentes em Mato Grosso e em Cuiabá e a atuação do Ministério Público e dos poderes Judiciário e Legislativo nesta área serão alguns dos assuntos que serão abordados nas entrevistas.

Além de integrantes do Ministério Público, a programação inclui a participação de representantes do Poder Judiciário, Ministério Público do Trabalho, Polícia Judiciária Civil, Politec, Assembleia Legislativa, Câmara Municipal de Cuiabá, Polícia Militar, Ordem dos Advogados do Brasil (Seccional MT), Universidade Federal de Mato Grosso, Defensoria Pública, Município de Cuiabá e Governo do Estado.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Quando Estado atua só na repressão, age nas consequências, diz juíza

“Quando o Estado entra apenas para reprimir, já estamos trabalhando com as consequências.” A afirmação da juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, Anna Paula Gomes de Freitas, feita durante o 1º Encontro dos Direitos e Garantias Fundamentais de Crianças e Adolescentes na Perspectiva Nacional e Internacional e o 5º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso, realizados nos dias 18 e 19 de maio, em Cuiabá, aponta para a necessidade das instituições públicas atuarem mais preventivamente para melhor proteger os direitos fundamentais desses segmentos da população, hoje expostos às mais diversas formas de violência.Coordenadora do evento, a magistrada defendeu o fortalecimento das ações preventivas e da rede de proteção diante do avanço de problemas que atingem diretamente crianças e adolescentes, como violência digital, vulnerabilidade social e recrutamento por facções criminosas.A juíza ponderou que a programação foi construída a partir das situações que mais têm impactado a vida de crianças e adolescentes na atualidade.“Nós selecionamos esses temas pensando no que vem atingindo mais a vida das crianças e adolescentes atualmente. Nós temos fases, ora são as facções criminosas, ora o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital. Estamos vivendo um tempo em que as crianças estão sendo altamente prejudicadas pelo uso indiscriminado da internet”, afirmou.Anna Paula Gomes de Freitas alertou para os efeitos emocionais provocados pela exposição excessiva às redes sociais e pelo ambiente virtual sem acompanhamento adequado.“O uso excessivo das redes por parte das crianças e adolescentes vem deixando-os ansiosos, talvez até tendentes ao suicídio. Nós estamos preocupados com esses temas e, com base nisso, fizemos a seleção daquilo que deve ser tratado aqui e do que vem apresentando os maiores problemas atualmente na proteção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes”, destacou.Realizado em 18 de maio, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o encontro também trouxe para o centro das discussões a necessidade de fortalecer a atuação preventiva do Estado e da rede de proteção.“Essa é a principal preocupação da rede de proteção: estar fortalecida. Falta o Estado estar mais presente, dar mais respostas, não só no sentido de punição, mas principalmente no sentido de apoio”, ressaltou a juíza.De acordo com a coordenadora do evento, muitas famílias em situação de vulnerabilidade precisam de suporte para evitar que crianças e adolescentes sejam expostos a riscos e à criminalidade.“A maioria dessas famílias é vulnerável. Elas precisam de uma estrutura, de apoio do Estado, para tirar os filhos de situações em que eles se colocam à mercê do risco”, pontuou.Ao defender políticas públicas mais efetivas e integradas, Anna Paula Gomes de Freitas reforçou que o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes deve priorizar a prevenção.“Nós precisamos adiantar um passo nesse sentido para atuar mais preventivamente. Precisamos estar mais presentes, não só na educação, mas também na preparação dessas crianças, adolescentes e famílias, para que eles não cheguem a entrar em situação de risco”, concluiu.Além do Poder Judiciário de Mato Grosso, do Ministério Público Estadual e da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), participam da organização dos encontros a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis), Escola dos Servidores, Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf). O evento conta ainda com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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