MATO GROSSO
Voluntários que atuaram em Brumadinho reforçam equipe de fauna da Sema no Pantanal
Quatro profissionais especialistas em animais silvestres reforçarão, em setembro, a equipe de Fauna da Secretaria de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema) como voluntários no Pantanal. Os dois médicos veterinários e duas biólogas se cadastraram na secretaria para atuar nas ações de resgate e manejo da fauna silvestre.
O grupo atuou no resgate de animais na tragédia de Brumadinho (MG), em 2019, além de outras situações de emergência em mineradoras e petrolíferas. Eles já chegaram ao Estado e ficarão na Base Jaguar do Exército Brasileiro, localizada na Transpantaneira.
O objetivo da Sema é agir preventivamente, fortalecendo as equipes da secretaria durante os meses de emergência ambiental. A medida visa reduzir os impactos causados pelas queimadas em relação à fauna nativa do pantanal mato-grossense com ações integradas de resgate, manejo e atendimento de primeiros-socorros para animais silvestres vitimados pelo fogo.
O médico veterinário Pablo Pezoa, que trabalha há mais de 20 anos com animais silvestres, ressaltou a importância do desafio e de fazer a diferença nesse período tão crítico para o meio ambiente.
“Atuamos com uma clínica especializada em atendimento a animais silvestres em Belo Horizonte (MG) e logo que soubemos do cadastramento de voluntários nos inscrevemos e fomos selecionados”, conta.
O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema, Eder Toledo, destaca que os profissionais irão compor a equipe liderada por profissionais da secretaria em um revezamento, sendo que a previsão é que cada equipe ficará no Estado por até 30 dias, sendo convocados de acordo com a necessidade.
“São especialistas em animais silvestres, com habilidade para resgate, manejo e tratamento clínico emergencial. Já atuaram nessa atividade em momentos anteriores e conhecem o ambiente, e desta forma, trarão grande reforço para nossa equipe de fauna durante esse período emergencial”, avalia Eder.
O cadastro
Podem se cadastrar pessoas físicas. Os selecionados serão convocados, conforme a necessidade, até 31 de dezembro de 2024. Apenas as equipes convocadas pela Gerência de Fauna Silvestre da Sema, e que possuam autorização emitida pela Pasta, poderão atuar no resgate e manejo dos animais silvestres.
A Sema orienta que os voluntários estejam cientes dos riscos e responsabilidades envolvidos nas ações de resgate e manejo de fauna silvestre, comprometendo-se a seguir as diretrizes estabelecidas pela Secretaria.
A normativa esclarece que o trabalho desenvolvido pelas equipes de voluntários não configura vínculo empregatício com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Este trabalho é considerado de relevante interesse público e não oferece qualquer tipo de remuneração.
Durante o período de atuação, poderão ser convidados servidores e pesquisadores de outras Secretarias de Estado, instituições oficiais de pesquisa do Mato Grosso e Organizações Não Governamentais para contribuir com o trabalho.
Para se cadastrar, acesse AQUI o formulário digital.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Edital da Secel viabiliza inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
(Com informações da Assessoria)
Fonte: Governo MT – MT
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