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SES realiza capacitação para profissionais da saúde sobre a Poliomielite

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) realizará, nesta terça-feira (28.06), a transmissão do 1º Webinário de Vigilância Epidemiológica das Paralisias Flácidas Agudas/Poliomielite. A capacitação ocorrerá das 13h às 17h pelo YouTube.

Para participar da capacitação, os interessados podem acessar, gratuitamente, o link https://youtu.be/4SL6oDHrlwI

A transmissão é voltada para os técnicos responsáveis por esse agravo nos 16 Escritórios Regionais de Saúde, para a equipe multiprofissional das Unidades Básicas de Saúde, das Unidades de Pronto Atendimento e Policlínicas dos 141 municípios, das unidades hospitalares das redes estadual e federal, além de profissionais da saúde de outros estados, bem como, de representantes da Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (RENAVEH) e de acadêmicos de cursos das Ciências Biológicas.

Apesar de a Poliomielite estar erradicada no Brasil desde 1994, os especialistas estão preocupados com a reintrodução da doença por causa do baixo índice de cobertura vacinal.

De acordo com dados do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), em Mato Grosso, neste ano, até nesta segunda-feira (27.06), a cobertura vacinal é de 41,86%. Em 2021, a cobertura da vacinação no Estado foi de 75%. A meta nacional é de 95% de cobertura.

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No Brasil, a queda na cobertura vacinal contra a Poliomielite vem sendo registrada desde 2016. A Poliomielite é uma doença altamente infecciosa aguda, podendo infectar crianças e adultos, causando a paralisia das pernas (paralisia flácida).

“Atualmente estamos com um alto risco de reintrodução da doença devido a não alcançarmos as metas dos indicadores, em especial a cobertura vacinal que está abaixo dos níveis mínimos esperados”, alerta a técnica da SES-MT, Kellen Luzia da Silva Anunciação, idealizadora e coordenadora do evento.

A programação do 1º Webinário de Vigilância Epidemiológica das Paralisias Flácidas Agudas/Poliomielite contém palestras sobre definição de caso suspeito e confirmado, diagnóstico, tratamento, investigação da doença, medidas de prevenção e controle, encerramento de caso com revisita aos pacientes e vacinação, entre outros temas.

Palestrarão no evento os especialistas: Carlos Otto Heise, chefe do Setor de Eletroneuromiografia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Fernanda Burlandy, bióloga do Laboratório de Referência Nacional para PFA/Poliomielite do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz); Zirlei Matos, representante da Vigilância PFA/Poliomielite do Ministério da Saúde e Ana Carolina, técnica do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

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Fonte: GOV MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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