MATO GROSSO
Santa Casa e Metropolitano realizam mutirão de cirurgias ortopédicas para correção de pé torto
A ação integra o projeto Pé na Estrada, realizado em parceria com a Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé), idealizadora da iniciativa, e o Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), unidade apoiadora.
“Essas e outras iniciativas vêm para somar ao objetivo da gestão, que é agilizar as cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso. As equipes da Santa Casa e do Metropolitano, como dos demais hospitais estaduais, estão empenhadas nesse objetivo”, disse o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
A secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Caroline Dobes, destacou a necessidade de atender os pacientes ortopédicos com agilidade e eficiência. “Quando realizamos um mutirão, auxiliamos no fim da angústia pela espera da cirurgia e contribuímos para melhor qualidade de vida dos nossos pacientes”, ressaltou a gestora.
Foram convocados para a cirurgia os pacientes que passaram pela triagem no Cridac. Na unidade especializada, eles foram avaliados por médicos ortopedistas. Os casos cirúrgicos foram encaminhados para os hospitais. “Os demais casos que não tinham necessidade de cirurgia seguem em tratamento de reabilitação com os fisioterapeutas e ortopedistas do Cridac”, explicou a diretora da unidade de saúde, Suely Curvo.
Para a diretora do Hospital Estadual Santa Casa, Patrícia Neves, a ação transforma a vida dos pacientes que têm dificuldade de locomoção em razão do pé torto. “Vemos no rosto dos pacientes a felicidade de poder andar com mais firmeza e segurança. Isso pode parecer simples, mas para quem tem o pé torto cada passo significa uma vitória”, pontuou Patrícia.
A diretora do Hospital Metropolitano, Cristiane de Oliveira, destacou a importância das parcerias para a realização de mutirões. “Esta é uma gestão que se preocupa em atender de forma eficiente o usuário do SUS e para isso é imprescindível as parcerias. Estamos empenhados e diminuir a fila de espera por cirurgia ortopédica e toda ação conjunta é sempre bem-vinda”, enfatizou Cristiane.
Além dos médicos da Santa Casa e Metropolitano, integram a ação um grupo de 17 médicos da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius
Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.
De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.
A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.
Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.
Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.
Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.
A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos.
Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.
Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.
A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.
“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.
Relatos sobre outras mulheres
Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.
Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.
A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.
Medo e pedido de Justiça
A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.
Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.
Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!
Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0
Fonte: Denuncia
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