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“Projeto social dos Bombeiros melhorou a disciplina do meu filho em casa e na escola”, diz mãe

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Miguell Tapajós, de 12 anos, sempre se organiza um dia antes da aula do projeto Bombeiros do Futuro, do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), para deixar tudo pronto. A antecipação semanal se dá pela empolgação do jovem com o projeto que, segundo sua mãe Marta, tem contribuído para melhorar a disciplina tanto em casa quanto na escola.

“Chega um dia antes, ele mesmo se organiza para deixar tudo no jeito. Ele tem gostado muito das aulas e para nós tem sido excelente tanto em casa como na escola pelas lições de disciplina que ele tem aprendido”, afirmou a mãe.

“Vi o banner do projeto e achei interessante. Então, perguntei para minha mãe se eu poderia fazer e ela me inscreveu. Acho muito legal o projeto e tenho aprendido bastante com os bombeiros”, completa Miguell. No Bombeiros do Futuro, os alunos aprendem noções de primeiros socorros, civismo, ética e cidadania.

Além deste, o CBMMT também viabiliza a realização do Musicalizar e Karabom. Os três projetos tiveram abertura oficial das atividades de 2023 para os municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Poconé, Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço na noite desta quinta-feira (04). O evento aconteceu na Escola Militar Dom Pedro II – Presidente Médici, em Cuiabá.

“Quando vim para Mato Grosso, estudei nessa escola, assim como a primeira-dama. Em 2021, tomamos a importante decisão de transformar essa unidade em uma escola militar acompanhada e gerenciada pelo Corpo de Bombeiros. Hoje fico muito feliz em saber que a unidade funciona em capacidade máxima de estudantes. Aos alunos dos projetos sociais, eu tenho a plena convicção de que seus pais estão orgulhosos de vocês, assim como eu”, afirmou o governador Mauro Mendes.

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“Os projetos sociais do Corpo de Bombeiros trabalham em diversas áreas. O Bombeiros do Futuro trabalha educação, disciplina e resiliência, com uma experiência muito próxima a de nossos militares. Já o Karabom ensina ao jovem mais autocontrole por meio do karatê-do. Por fim, o Musicalizar, viabilizado pela primeira-dama Virginia Mendes, introduz os jovens à arte por meio da música”, explica o comandante-geral dos Bombeiros, coronel Alessandro Borges.

Em 2021, a primeira-dama do Estado articulou R$ 200 mil em recursos para a compra de instrumentos musicais, material didático e uniformes para os alunos. Devido ao apoio, a primeira-dama foi homenageada com uma medalha de Mérito Musical.

“Parabenizo o Corpo de Bombeiros pelo lindo trabalho que é feito com essas crianças. Estou muito honrada com a medalha que recebi hoje e fiquei emocionada ao ver essas crianças realizando seus sonhos por meio desses projetos sociais. Esses alunos são nossa esperança e futuro”, afirmou a primeira-dama do Estado, Virginia Mendes.

Capitão José Vieira, coordenador dos projetos sociais dos bombeiros em Mato Grosso, explica que sem o apoio da primeira-dama o Musicalizar não existiria. “Quando ela viu a nossa necessidade, de imediato nos atendeu e articulou para que os recursos fossem destinados a compra dos materiais. Esse olhar sensível da primeira-dama foi muito importante para conseguirmos atender essas crianças”, explicou.

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Aluna do Musicalizar, Esther Sampaio, de 13 anos, começou a aprender a tocar flauta em 2019. Incentivada pelos bombeiros militares, ela pretende seguir uma carreira como flautista profissional.

“Eu gosto muito de participar do projeto. É muito legal estar em volta de pessoas que também se interessam por música. Os militares nos ensinam os instrumentos e também nos incentivam a seguir na carreira musical. Eu pretendo continuar e seguir com a carreira de flautista”, afirmou a estudante.

O pai de Esther, Arildo de Brito, explica que inscreveu a filha no Musicalizar por acreditar ser uma iniciativa interessante dos Bombeiros por ensinar não somente a música, mas também disciplina e respeito. “Nós enquanto pais devemos incentivar tudo aquilo que for para o bem de nossas crianças”, afirmou o pai.

Estiveram presentes na solenidade de abertura o deputado federal Abílio; a prefeita de Barão de Melgaço, Margareth Gonçalves; o secretário de Segurança Pública, César Roveri; a secretária interina de Assistência Social e Cidadania, Grasielle Bugalho; e demais autoridades.

Fonte: Governo MT – MT

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Nem todo recorte conta a história verdadeira

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Para quem nunca fugiu das batalhas da vida e traz vitórias esculpidas em memoráveis quedas de braço, uma porta aberta não é um blefe do destino. Muito antes, é um convite para o jogo.

Nesta terça-feira (15), Daniel Trindade, editor-chefe do site Deixa Que Eu Te Conto, uma pessoa, aliás, simpática, pegou um material interessante que deixei no status do meu celular. Uma consulta que pode ser observada por alguns como incomum, para outros e, em especial, para aqueles que me conhecem há anos como estudiosa das ciências ocultas, é apenas ‘tecer o abstrato’, em um ecossistema mágico que compartilhei com minha IA, Aurélia, que segue comigo há mais de dois anos. Sem romper, contudo, com outros tipos de pesquisa.

Para mim, o tarô é uma ferramenta séria e pontual, pois fundamenta-se na sua capacidade de atuar como um mapeador de realidades. Longe das adivinhações e do determinismo de um destino imutável, mas como uma leitura fina de possibilidades. Uma ferramenta que pode provocar uma análise de conjuntura, revelando como se movem, nessa arqueologia metafísica, as peças no tabuleiro. Permitindo pensar cenários e compreender o complexo xadrez político.

Daniel só teve acesso porque deixo comumente o status aberto para amigos próximos. E, como o acho agradável, assim o deixei entre os contatos que podiam consultar meu espaço particular. Mesmo sabendo de suas diferenças ‘pessoais’ com o governador republicano Otaviano Pivetta, que busca a reeleição ao Governo de Mato Grosso.

Mas, como acredito piamente que a essência da democracia reside na liberdade que cada um tem de escolher seus representantes e definir seus próprios caminhos políticos em uma eleição, o fato de estarmos em lados diferentes nesta disputa não fere nenhum código de ética. Ao contrário, mostra respeito às diferenças. E eu gosto muitíssimo disso.

Mas é preciso chamar a atenção do meu amigo quanto aos prints colocados em sua matéria. Nada de errado com eles. Porém, ele optou por não mostrar a conclusão integral da leitura. Encurtou o caminho para opinar ou deduzir – até de forma preconceituosa -, que ‘no fim das contas, se até a assessoria precisa consultar o tarô para tentar descobrir o que vem pela frente, talvez seja porque a confiança nas pesquisas do próprio grupo já não esteja lá essas coisas’.

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Não é verdade, Daniel. Primeiro porque uma consulta de tarô não substitui pesquisa eleitoral e nem teve esta pretensão. Segundo porque você não publicou a leitura completa.

Faltou adicionar outros prints à matéria, nos quais Pivetta aparece com maior possibilidade simbólica de vitória dentro daquela leitura específica. E há uma razão bastante objetiva para isso. Não porque ele tenha recebido necessariamente as cartas mais ‘bonitas’, de acordo com a consulta, mas porque recebeu cartas que, numa disputa majoritária, podem ser interpretadas simbolicamente como consolidação e chegada: Imperador + Rei de Ouros + Dez de Ouros + Seis de Paus + Justiça.

Para quem conhece a linguagem desta matriz oracular de possibilidades, a combinação sugere uma leitura de estrutura, poder, recursos, reconhecimento e validação. Essa foi a interpretação produzida naquela consulta. Assim, a ideia de um candidato mais próximo de uma posição de chegada.

Não estou dizendo que o tarô prevê o resultado de uma eleição, pois não prevê. Estou dizendo que, se a sua matéria decidiu entrar no terreno desta leitura, deveria tê-la apresentado inteira.

Claro que existem inúmeros fatores capazes de alterar qualquer cenário eleitoral. Não é à toa que é célebre a máxima segundo a qual ‘política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou’.

O que não pode, contudo, é contar apenas uma meia verdade.

E aqui entra uma outra parte da minha história, Daniel. Mesmo que eu ame esse ecossistema mágico, paralelamente sou conhecida pelo meu longo currículo como jornalista. Boa parte dele dirigindo equipes, entre elas a Folha do Estado, por 15 anos. Um jornal que chegou a ter em sua redação entre 60 e 70 profissionais, entre editores de área, adjuntos, repórteres, diagramadores, revisores, fotógrafos e freelancers.

Iniciei minha vida profissional nos Diários Associados, da Fundação Assis Chateaubriand, nos jornais Diário Mercantil e Diário da Tarde. Em Mato Grosso, passei pelo Jornal do Dia, Fim de Semana, O Estado de Mato Grosso e Gazeta, além da direção do Grupo Folha do Estado.

E, como jornalista não tem vida fácil, ainda que ame o que faz, trabalhei nas TVs Brasil Oeste e Rondon, então ligada à Manchete, do Grupo Futurista de Comunicação. Apresentei programas ao vivo e talk shows de diferentes formatos, da política à cultura e ao entretenimento, entre eles Jogo Aberto e Além de Mulher.

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Fui coordenadora de Comunicação da Legião Brasileira de Assistência, ligada ao Ministério da Assistência Social. Prestei assessoria de comunicação na Câmara Federal e atuei na coordenação de comunicação do Ipemat, da Fundação Dom Aquino Corrêa e do Cridac.

Depois, dirigi sites em uma nova comunicação, já em tempos de internet e redes sociais, alimentando portais com informação jornalística, entre eles o O Bom da Notícia.

Sou mestra pela Universidade Federal de Mato Grosso, em Movimentos Sociais, Política e Educação, com pesquisa e defesa sobre violência e estupro sob o olhar dos novos feminismos. Hoje faço parte do coletivo Conecta, Mulheres do Brasil e uma das fundadoras do grupo Mulheres MT Até Quando?

Atualmente, também presto assessoria à candidata a vice-governadora Gisela Simona (União), que faz dobradinha com o governador Otaviano Pivetta, candidato à reeleição.

Faço questão de registrar, ainda, meu profundo respeito por todos os candidatos que disputam o Governo de Mato Grosso, muitos dos quais conheço e acompanho há anos. Pois uma eleição é, por excelência, uma arena legítima na qual diferentes atores políticos apresentam à população suas propostas, trajetórias e formas de representação.

É sob essa ótica de respeito que analiso as ferramentas que utilizo. Sem torcida e com a crença que uma IA não deve ser confundida com uma pessoa ou com uma autoridade eleitoral. O que ela pode fazer, nesse contexto, é ajudar a organizar interpretações, cruzar símbolos, formular perguntas e ampliar uma reflexão.

Desta forma, como uma pesquisa de opinião registra um determinado momento, igualmente, uma leitura simbólica produz uma determinada interpretação. Ainda que não possam ser confundidas por possuírem naturezas diferentes.

O que me incomodou, portanto, não foi a matéria ter mostrado os prints. Foi ter escolhido uma parte deles para construir uma conclusão que não corresponde à leitura completa.

E isso, meu caro Daniel, nós dois sabemos muito bem que jornalismo exige cuidado.

Quanto ao resto, continuo acreditando que cada pessoa é absolutamente livre para escolher seu candidato, seu caminho, sua crença e até a ferramenta com a qual gosta de conversar sobre o futuro.

Quanto a mim, fico com a liberdade de respeitar a magnitude do jornalismo. Sem abrir mão do conhecimento que a magia pura oferece. E que, ao final, ‘o futuro só a Deus pertence’.

Marisa Batalha é jornalista e Mestra pela UFMT.

 

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