MATO GROSSO

Primeira-dama do Estado participa de aniversário da Aldeia Central Pakuera com entregas e homenagens

A primeira-dama do Estado de Mato Grosso, Virginia Mendes, prestigiou a celebração do aniversário de 82 anos da aldeia Central Pakuera, da etnia Kurã Bakairi, localizada em Paranatinga, a convite do cacique Genivaldo Gerônimo Poiure.

Também acompanharam a primeira-dama, a secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), coronel Grasi Bugalho, o deputado estadual Fabio Tardin e o superintendente do Estado de Assuntos Indígenas, Agnaldo dos Santos. O evento aconteceu no sábado (17.08).

Para comemorar o aniversário da aldeia, a primeira-dama Virginia Mendes levou os serviços da Setasc por meio da SER Família Solidário e SER Família Indígena com as entregas de 300 cestas de alimentos e kits de higiene e limpeza, 300 cobertores do programa SER Família Aconchego e 15 filtros de barro, além dos serviços do Mutirão Cidadania.

“Cacique, é uma honra estar aqui na sua aldeia e conhecer seu povo carinhoso e amoroso. Como eu sempre digo, eu tenho uma alma indígena, porque adoro vir nas aldeias, ver as apresentações, e estar com todos é motivo de muita alegria. Fiquei emocionada de ver as apresentações com as mulheres, as crianças, adolescentes, a dança especial para os animais, em especial para os peixes e a natureza. Sou muito feliz por ter sido agraciada com o título de madrinha dos povos indígenas”, disse a primeira-dama do Estado Virginia Mendes.

Na oportunidade, ela reafirmou o compromisso de continuar trabalhando pelos povos indígenas. “O que vocês precisarem de mim, do Governo do Estado, da secretária Grasielle ,que tem feito um excelente trabalho no social com os projetos que eu elaborei com muito carinho, do Agnaldo que faz um excelente trabalho. Vamos continuar trabalhando por todos vocês”, ratificou.

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“Geralmente eu não saio de casa aos sábados, porque é um dia que tiro para ficar com minha filha caçula, curtir minha casa, mas quando eu recebi o convite, eu abri mão e vim estar aqui com vocês”, contou Virginia.

Cacique Genivaldo emocionado contou do sonho de ter a presença da primeira-dama de MT na aldeia. “Estou até emocionado, e juro que estou me segurando, porque ter a senhora com a gente era um sonho particular que eu tinha. Como liderança nova, tenho caminhado e aprendido com a dificuldade, mas graças a senhora, nós podemos também contar com pessoas como Agnaldo, uma pessoa responsável e também apaixonado pelas questões indígenas. E hoje só tenho a agradecer ao governador Mauro Mendes pelo diferencial na questão indígena”, disse.

O deputado Fábio Tardin, falou sobre o engajamento da primeira-dama Virginia Mendes com as ações nas aldeias. “A nossa primeira-dama Virginia Mendes vem fazendo um excelente trabalho junto aos povos indígenas. Já trouxemos aqui uma Farinheira para ajudar esta aldeia na produção de farinha. Este Governo está fazendo a diferença em todas as áreas do nosso Estado”, ratificou o parlamentar.

“Em Mato Grosso são 64 municípios com 43 etnias. Este ano essa aldeia plantou 53 hectares de arroz, com o apoio de uma caminhão e uma trator que vieram da Agricultura Familiar indicados pela senhora. Os indígenas Bakairis estão de parabéns, porque estão correndo atrás do seu sustento. Como diz o nosso governador Mauro Mendes, por que o indígena não pode ter um celular, um veículo? Porque as Ongs não querem ver o progresso”, lembrou Agnaldo.

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Alinor Aiakad, um dos líderes da cultura Bakairi explicou o que representa a dança Capa. “Essa dança denominada Capa é a dança da natureza, porque durante os cantos estamos entoando as aves, principalmente o peixe para que tenhamos abundância e também a preservação da natureza. Hoje é um dia único, porque nunca tivemos a presença de uma primeira-dama de Estado aqui, e oferecemos esta dança também para ela”.

Virginia Mendes foi homenageada com presentes produzidos na aldeia, à exemplo de uma rede confeccionada a mão pela mãe do Cacique. “Essa rede foi feita pela minha mãe especialmente para a senhora, ela teceu a mão”, revelou cacique Genivaldo.

O professor indígena Magno Amaldo explicou sobre o material utilizado para produção da rede. “Esse é um algodão arbóreo colorido naturalmente, é uma raridade. Essa rede foi produzida com a cor branca e marrom”.

Na região de Paranatinga 101 famílias já foram contempladas com o cartão SER Família Indígena, e somente na área social com ações e programas idealizadas pela primeira-dama de MT, o Governo do Estado já investiu R$5.542.333,71.

A comemoração também contou com as presenças dos Caciques das aldeias: Iahodo; Aturua; Kaiahoalo; Cabeceira do Azul; Kuiakware; Painkum; Akiety e Sawãpa.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Missão empresarial liderada pela Cônsul da Indonésia inicia aproximação com mineradores de Mato Grosso

Empresas que já atuam na compra de ouro, cobre e manganês brasileiros buscam ampliar sua rede de fornecedores em Mato Grosso por meio de relações comerciais de longo prazo.

Mato Grosso recebeu nesta semana uma missão empresarial internacional voltada à ampliação das relações comerciais entre produtores brasileiros e empresas que atuam no mercado internacional de minerais. A agenda foi liderada por Isadora Coimbra, empresária e Cônsul da Indonésia, que representa empresas de Dubai interessadas em ampliar sua rede de fornecedores no Estado e fortalecer relações comerciais de longo prazo.

A programação reuniu representantes do setor mineral, empresários, autoridades e instituições públicas em um ambiente voltado à aproximação entre o mercado brasileiro e investidores internacionais. Participaram da agenda, entre outras lideranças, a advogada empresarial Athena Campos, com atuação em relações e negócios internacionais, Taís Costa, diretora de Assuntos Internacionais da Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e Bruna Moraes, assessora internacional do Governo do Estado.

O evento também marcou o lançamento da unidade do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) em Mato Grosso, fortalecendo a organização institucional da cadeia mineral e ampliando o diálogo entre iniciativa privada, entidades representativas e poder público.

Após as agendas institucionais, Athena Campos passou a atuar na aproximação entre a missão empresarial e mineradores mato-grossenses, iniciando as tratativas para estruturar futuras oportunidades comerciais entre produtores locais e as empresas representadas pela missão.

Segundo Athena, o interesse demonstrado pelas empresas internacionais representa uma oportunidade importante para ampliar a inserção de Mato Grosso no mercado global de minerais.

Na avaliação da advogada, o interesse internacional não está relacionado apenas ao potencial produtivo do Estado, mas também à evolução da mineração mato-grossense nos últimos anos, com operações que já trabalham dentro de padrões exigidos pelo mercado internacional.

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“As empresas já possuem uma atuação consolidada na aquisição de minerais brasileiros. O interesse agora é ampliar essa atuação em Mato Grosso, aproximando novos fornecedores e construindo uma presença cada vez mais forte no Estado. O que desperta esse interesse não é apenas o volume de produção, mas a existência de produtores que já operam com rastreabilidade, documentação, certificações e padrões compatíveis com as exigências do mercado internacional.”

Segundo Athena, o objetivo vai além da prospecção de fornecedores. A proposta é ampliar o número de produtores mato-grossenses preparados para acessar o mercado internacional, criando uma estrutura jurídica e operacional que permita novas oportunidades de exportação.

“Nossa proposta vai além de aproximar empresas estrangeiras de produtores que já exportam. Queremos também contribuir para estruturar jurídica e operacionalmente mineradores que ainda não acessam o mercado internacional, criando condições para que possam exportar diretamente, seja para Dubai ou para outros mercados.”

Ela explica que esse processo envolve uma estrutura técnica ampla, capaz de oferecer segurança, previsibilidade e conformidade para todas as partes envolvidas.

“Toda operação internacional exige uma estrutura jurídica consistente. Estamos falando de due diligence, análise documental, estruturação contratual, avaliação regulatória, compliance e de todos os mecanismos necessários para que essas operações sejam realizadas dentro dos padrões exigidos pelo mercado internacional.”

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Outro aspecto observado durante as conversas com produtores foi a importância das relações de longo prazo já existentes no setor mineral brasileiro. Segundo Athena, esse mercado é tradicionalmente construído sobre confiança, histórico de relacionamento e conhecimento da realidade operacional de cada região.

“O mercado mineral não funciona apenas pela lógica de quem paga mais. Existem relações construídas ao longo de muitos anos entre produtores e compradores, que envolvem confiança, apoio ao desenvolvimento da produção e presença constante junto ao setor. Qualquer empresa que queira construir uma atuação sólida no Brasil precisa compreender essa dinâmica e desenvolver esse relacionamento ao longo do tempo.”

Na avaliação da advogada, o movimento iniciado pela missão empresarial representa uma oportunidade de fortalecer não apenas negócios específicos, mas todo o ambiente de internacionalização da mineração mato-grossense.

“O objetivo não é apenas criar novas rotas de comercialização. É ampliar a presença da mineração mato-grossense no mercado internacional, permitindo que um número cada vez maior de produtores tenha acesso direto às oportunidades globais. Quando conseguimos estruturar esse caminho com segurança jurídica e previsibilidade, fortalecemos toda a cadeia mineral do Estado.”

As tratativas iniciadas durante a missão deverão continuar nas próximas semanas, com novas reuniões entre representantes das empresas internacionais e mineradores mato-grossenses, dando sequência à estruturação das futuras parcerias e à ampliação da presença de Mato Grosso no mercado internacional de minerais.

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