MATO GROSSO
Politec procura por familiares de vítimas identificadas em diferentes municípios de MT
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) busca familiares de cinco pessoas que foram identificadas recentemente pelo Setor de Papiloscopia, mas que até o momento não tiveram parentes localizados, o que impede a retirada dos corpos e sepultamento. As vítimas são de municípios de Mato Grosso, de outros estados e até de outros países.
Em Cuiabá, a Politec procura familiares de Reginildo Raniere Cordeiro, natural de Natal (RN), nascido em 4/10/1988, filho de Valdenice Cordeiro de Moura, vítima de afogamento no Rio Cuiabá no dia 4 de outubro de 2025.
Também na capital, busca-se contato com parentes de Ramon Rafael Brown Caibe, natural da Venezuela, nascido em 8/6/1981, filho de Aracelys Coromoto Caibe. O homem deu entrada na UPA Sul e veio a óbito no dia 15 de agosto de 2025.
Em Nossa Senhora do Livramento, foi identificado Raimundo da Conceição Dourado, natural de Bacabal (MA), nascido em 28/8/1989, filho de Alzira da Conceição, encontrado em óbito no município no dia 2 de setembro de 2025.
Já em Várzea Grande, a Politec identificou Manoel dos Santos Filho, natural de Ipameri (GO), nascido em 23/11/1952, filho de Joana Gervasio de Avelar, encontrado em óbito dentro de sua residência, no centro da cidade, no dia 4 de outubro de 2025.
Por fim, também em Várzea Grande, foi identificado Antonio Edson de Oliveira, natural de Umuarama (PR), nascido em 13/6/1978, filho de Cândida Maria de Jesus Oliveira. O homem deu entrada no Hospital Metropolitano no dia 4 de setembro e veio a óbito em 12 de outubro de 2025.
A Politec reforça a importância do apoio da população para a localização dos familiares das vítimas, a fim de viabilizar os trâmites legais. Informações podem ser repassadas à Diretoria Metropolitana de Medicina Legal (DMML), em Cuiabá, pelo número (65) 98108-0041.
O atendimento da DMML é realizado na Rua A-1, nº 2.354, bairro Dom Bosco, em Cuiabá (MT).
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius
Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.
De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.
A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.
Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.
Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.
Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.
A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos.
Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.
Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.
A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.
“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.
Relatos sobre outras mulheres
Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.
Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.
A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.
Medo e pedido de Justiça
A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.
Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.
Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!
Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0
Fonte: Denuncia
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