MATO GROSSO
Operação Sicários cumpre 26 mandados judiciais contra o crime organizado em Peixoto de Azevedo
A Delegacia da Polícia Civil de Peixoto de Azevedo deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29.08), a Operação Sicários para cumprir 14 ordens de prisão temporária de integrantes de uma organização criminosa, investigados por delitos como homicídios e tráfico de drogas no município. Também foram cumpridos outros 12 mandados de busca e apreensão.
Três dos alvos da operação estão detidos por outros crimes. O grupo é investigado por homicídios dolosos tentados e consumados, tráfico de drogas e por integrar organização criminosa.
Entre os homicídios praticados pelo grupo criminoso está o de Jaderson Henrique Barbosa Morais, de 21 anos, ocorrido em 26 de janeiro deste ano. A vítima foi morta com disparos na cabeça por um grupo armado, que invadiu a residência no momento em que Jaderson e outras três pessoas comiam uma pizza.
De acordo com a delegada Layssa Crisóstomo de Paula Leal, a investigação apurou que os crimes contra a vida tentados e consumados ocorridos no município, no primeiro semestre deste ano, estão, em sua grande maioria, relacionados a uma briga entre duas facções criminosas por espaço no comércio de drogas.
Durante o cumprimento das buscas, em endereços na cidade de Peixoto de Azevedo, foram apreendidos com um dos alvos munições de arma de fogo e porções de maconha. Ele foi em flagrante pelos crimes de posse ilegal de munição de uso restrito e posse ilegal de munição de uso permitido. Com outro alvo de prisão temporária, os policiais civis apreenderam um simulacro de arma de fogo.
A operação contou com um efetivo de 40 policiais das delegacias que compõem a Regional de Guarantã do Norte.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Polícia Civil deflagra operação e desmantela grupo criminoso ligado a facção em Cuiabá
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (23.4), a Operação Gerente Fantasma para desarticular um grupo criminoso com atuação em diversos crimes na capital mato-grossense.
Equipes da Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos (Denarc) cumprem 27 ordens judiciais em Cuiabá e Várzea Grande, sendo nove mandados de prisão preventiva, 10 mandados de busca e apreensão domiciliar com caráter itinerante e oito bloqueios de ativos financeiros no montante de R$ 200 mil.
A investigação identificou a existência de um grupo criminoso estruturado, com vínculos com uma facção criminosa e atuação simultânea nos crimes de tráfico de drogas, estelionatos digitais por meio de plataformas de compra e venda online e na lavagem do produto das atividades criminosas.
Um dos aspectos mais reveladores do caso é o papel exercido pelo principal investigado, apontado como líder do grupo, que, mesmo recolhido em unidade prisional, atuava como gestor financeiro do grupo criminoso, coordenando semanalmente a arrecadação e a distribuição dos lucros entre os integrantes do grupo.
Apenas na primeira semana de novembro de 2023, o lucro apurado com os golpes digitais alcançou R$ 105.900. A investigação revelou ainda o comércio de diversas substâncias entorpecentes, incluindo pasta base de cocaína, skunk (conhecido como supermaconha) e cocaína refinada, além do controle territorial sobre pontos de venda em múltiplos bairros de Cuiabá.
“Para dissimular a origem ilícita dos valores, o grupo criminoso empregava técnicas sofisticadas de ocultação patrimonial, fragmentação de transferências entre múltiplas contas bancárias, utilização de contas de terceiros como pessoas interpostas e uso de empresas registradas em nome de familiares dos principais investigados”, afirmou o delegado Eduardo Ribeiro, responsável pela investigação da Operação Gerente Fantasma.
Foram identificadas movimentações financeiras expressivas em contas de integrantes do grupo. Somente em novembro de 2023, o grupo movimentou mais de R$ 200 mil, valores incompatíveis com qualquer atividade econômica lícita declarada.
As investigações apontaram, ainda, que o grupo criminoso promovia distribuição de cestas básicas à comunidade e organizava eventos esportivos, extraindo lucros adicionais da comercialização de bebidas alcoólicas nos eventos — mecanismos utilizados para construir influência local e dificultar denúncias.
Operação Pharus
A Operação Gerente Fantasma integra a Operação Pharus, iniciativa que integra o programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento de facções criminosas em Mato Grosso.
O nome “Pharus” faz referência ao termo latino para farol, estrutura associada à emissão contínua de luz e à orientação em meio à escuridão. A escolha do nome busca simbolizar a atuação do Estado na identificação e no enfrentamento de práticas criminosas.
Renorcrim
A operação também faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores públicos dos 26 estados e do Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência de combate de forma duradoura à criminalidade.
Fonte: Governo MT – MT
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