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Mato Grosso vai receber mais uma grande usina de etanol de milho

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Campeão nacional em produção de etanol de milho, Mato Grosso deve receber mais uma usina, que será instalada no município de Alto Araguaia, com investimentos que ultrapassam a casa de R$ 1,3 bilhão.

No projeto para a instalação da fábrica, a previsão é que a usina deverá produzir mais de 1 milhão de m³ de etanol de milho ao ano, além de 727 mil toneladas de farelo de milho seco.

O governador Mauro Mendes afirmou que esse novo investimento comprova que “Mato Grosso é o melhor lugar do país para se investir”.

“Nenhuma empresa faz um investimento desse tamanho em uma região que não seja próspera. E hoje a região do Araguaia, antigo Vale dos Esquecidos, é conhecida agora como Vale da Prosperidade. Com uma gestão séria e muitas obras, conseguimos fazer esse local atrativo para grandes investimentos e indústrias. Ações como essas levam desenvolvimento para as cidades, trazem empregos e melhoram a vida dos mato-grossenses”, disse ele.

Conforme o projeto da Bioverde, a usina contará com 250 funcionários na fase de operação, em tempo integral. A fábrica ficará às margens da BR-364, possuindo conexão com a ferrovia, o que vai facilitar o escoamento do farelo e do etanol.

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Recordista

Mato Grosso é o maior produtor nacional de etanol de milho. O estado tem 11 indústrias que, juntas, produziram 4,43 bilhões de litros em 2023, representando 73% da produção brasileira do biocombustível desta fonte.

As indústrias estão localizadas em Nova Marilândia, Poconé, São José do Rio Claro, Lucas do Rio Verde, duas em Sorriso, Sinop, Nova Mutum, Jaciara, Campos de Julio e Primavera do Leste. As informações são da União Nacional do Etanol de Milho (Unem).

Há outras 9 em construção, além da planta da 3tentos, nas cidades de Sorriso, Ipiranga do Norte, Campo Novo do Parecis, Tabaporã e Vera. Também há outras plantas programadas ou projetadas para serem construídas em Porto Alegre do Norte, Sorriso, Campo Novo do Parecis e Canarana.

E neste ano, pela primeira vez, o estado também alcançou a vice-liderança na produção total de etanol (cana e milho), ficando atrás apenas de São Paulo.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Filhote de onça-pintada é flagrada por câmeras enquanto explora área de preservação em MT

Maya, de cerca de quatro meses, foi registrada em Poconé durante momentos de exploração e interação com o ambiente

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Um filhote de onça-pintada chamado Maya foi registrado por câmeras de monitoramento do Instituto Impacto na Pousada Rio Mutum, em Poconé, a cerca de 104 quilômetros de Cuiabá. As imagens mostram o animal, com aproximadamente quatro meses de idade, explorando a área e interagindo com elementos da natureza.

Os primeiros registros de Maya foram feitos quando ela tinha cerca de três meses. Segundo o médico-veterinário Paul Raad, responsável pelo acompanhamento, a fase é marcada pelo desenvolvimento da autonomia e pelo aprendizado de comportamentos que serão importantes na vida adulta.

Em um dos registros, a filhote aparece brincando e explorando um tronco. De acordo com o veterinário, esse tipo de comportamento faz parte do processo de desenvolvimento do animal.

“Ela está naquela fase de começar a brincar, explorar o mundo e desenvolver as habilidades que vai precisar no futuro como predador. A gente tem registros bem detalhados dela brincando com a mãe e também explorando o ambiente. Como ela nasceu sem irmãos, ela acaba encontrando outros elementos para brincar, como um tronco, por exemplo”, explicou Paul.

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A identificação de Maya também foi possível graças ao acompanhamento de sua família. A filhote foi vista semanas antes ao lado da mãe, Baía, uma onça-pintada conhecida por pesquisadores, biólogos, fotógrafos e guias que frequentam a região.

Além da relação entre mãe e filha, os pesquisadores utilizam o padrão de manchas da pelagem para identificar individualmente cada animal. As rosetas presentes no corpo das onças possuem características únicas e funcionam como uma espécie de identificação natural.

“A gente consegue identificar as onças pelo padrão de manchas, que é único para cada indivíduo, como se fosse uma impressão digital. Então, a Nina tem um padrão, a Baía tem outro e a Maia tem o dela. O fato de a gente ter registrado a Maia junto com a Baía foi fundamental para confirmar essa relação”, detalhou o veterinário.

O monitoramento permite acompanhar de perto o crescimento e o desenvolvimento da filhote, além de registrar comportamentos naturais durante os primeiros meses de vida. Como nasceu sem irmãos, Maya utiliza o próprio ambiente ao redor para desenvolver habilidades por meio das brincadeiras e da exploração.

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Os registros também contribuem para o acompanhamento da fauna da região e para a identificação de indivíduos que circulam pela área monitorada.

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