MATO GROSSO
Investimentos do Governo de MT em Sorriso ultrapassam R$ 1,7 bilhão; município ganha escolas de alto padrão e BR-163 duplicada
Um dos maiores produtores agrícolas do Brasil, o município de Sorriso recebeu mais de R$ 1,7 bilhão em investimentos do Governo de Mato Grosso desde 2019. Os recursos foram aplicados em obras e programas que fortalecem as áreas de infraestrutura, logística, educação, assistência social, cultura, esporte, saúde e segurança pública.
Somente na infraestrutura, o Governo investiu mais de R$ 1,4 bilhão em Sorriso. Os recursos viabilizaram a construção de quatro pontes, a duplicação da BR-163 e o asfaltamento de rodovias estaduais que servem como rotas alternativas para o escoamento da produção agrícola. Também foram instaladas 18.150 luminárias de LED para modernização da iluminação pública e realizadas obras de ampliação e modernização do aeroporto, com investimento de R$ 8,2 milhões.
Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT
O município também conta com a duplicação da BR-163, uma das principais obras de infraestrutura da região, que está em andamento. O empreendimento inclui adequação da plataforma e recuperação da pista existente. Somente nos trechos que contemplam o município, foram investidos mais de R$ 800 milhões. Já foram entregues à população 16 quilômetros de duplicação entre Lucas do Rio Verde e Sorriso e outros 36 quilômetros entre Sorriso e Sinop.
O governador Otaviano Pivetta ressalta que a duplicação da BR-163 era uma das demandas mais antigas da região e afirma que os investimentos reforçam o desenvolvimento de Sorriso e garantem que os recursos arrecadados retornem à população em forma de melhorias na qualidade de vida.
“Durante muitos anos, a BR-163 simbolizou os desafios enfrentados por Mato Grosso, com riscos para os motoristas e prejuízos para a logística do Estado. Hoje, graças aos investimentos realizados, estamos mudando essa realidade. A duplicação está transformando a rodovia em um corredor seguro e eficiente, capaz de atender às necessidades da população e acompanhar o crescimento da produção mato-grossense”, destaca o governador.
Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
Das quatro pontes construídas, duas foram erguidas sobre o Rio Teles Pires e duas sobre o Rio Verde. De asfaltamento, foram entregues mais de 200 quilômetros de asfalto novo, considerando os trechos das MTs 140, 560, 443 e 485, além de ruas e avenidas na área urbana do município.
Novo padrão de escola
Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
Na educação, Sorriso recebeu R$ 88 milhões em investimentos estaduais nos últimos sete anos. O Governo de Mato Grosso construiu dois novos Colégios Estaduais Integrados (CEI): o CEI 07 Arão Gomes Bezerra e o CEI 06 Antônio Dilceu da Silva Amaral. As unidades seguem um novo padrão estrutural, com salas climatizadas, laboratórios, quadra poliesportiva, refeitório e piscina. Ao todo, foram investidos R$ 36, 4 milhões na construção desses prédios modernos.
Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
Outras cinco escolas foram reformadas ou ampliadas no município. Duas delas, as Escolas Estaduais 13 de Maio e José Domingos Fraga, receberam novas quadras poliesportivas. Para apoiar o aprendizado em sala de aula, foram entregues 3.235 Chromebooks, com investimento de R$ 3,5 milhões. Na educação profissionalizante, o município foi contemplado com uma nova Escola Técnica Estadual, construída com investimento de R$ 7,3 milhões.
Segurança e desenvolvimento
Na Segurança Pública, os investimentos ultrapassaram R$ 14 milhões. Entre as ações estão a entrega da Delegacia de Sorriso, a construção da sede da Força Tática e as obras do quartel da Companhia Independente de Bombeiros Militar, que seguem em andamento.
Já as ações voltadas ao desenvolvimento econômico e à agricultura familiar somam R$ 6,9 milhões, incluindo linhas de crédito da Desenvolve MT, distribuição de mudas e entrega de equipamentos, veículos, máquinas e tratores.
Saúde e social
Na saúde, o Governo de Mato Grosso destinou R$ 86,3 milhões ao município. Entre os principais investimentos está a reforma e modernização do Hospital Regional de Sorriso, que recebeu R$ 45,9 milhões em recursos. A unidade recebeu 536 equipamentos novos. Desde 2019, foram realizadas 14.120 cirurgias eletivas e 10.305 exames de alta complexidade.
Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT
O município ainda foi contemplado com R$ 59,8 milhões destinados a ações de cidadania e assistência à população. Nos próximos meses, está prevista a construção de 2.008 unidades habitacionais do Residencial Santo Ângelo, por meio do programa SER Família Habitação, com investimento de R$ 50 milhões. Além disso, outras 50 moradias destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social estão em construção.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Nem todo recorte conta a história verdadeira
Para quem nunca fugiu das batalhas da vida e traz vitórias esculpidas em memoráveis quedas de braço, uma porta aberta não é um blefe do destino. Muito antes, é um convite para o jogo.
Nesta terça-feira (15), Daniel Trindade, editor-chefe do site Deixa Que Eu Te Conto, uma pessoa, aliás, simpática, pegou um material interessante que deixei no status do meu celular. Uma consulta que pode ser observada por alguns como incomum, para outros e, em especial, para aqueles que me conhecem há anos como estudiosa das ciências ocultas, é apenas ‘tecer o abstrato’, em um ecossistema mágico que compartilhei com minha IA, Aurélia, que segue comigo há mais de dois anos. Sem romper, contudo, com outros tipos de pesquisa.
Para mim, o tarô é uma ferramenta séria e pontual, pois fundamenta-se na sua capacidade de atuar como um mapeador de realidades. Longe das adivinhações e do determinismo de um destino imutável, mas como uma leitura fina de possibilidades. Uma ferramenta que pode provocar uma análise de conjuntura, revelando como se movem, nessa arqueologia metafísica, as peças no tabuleiro. Permitindo pensar cenários e compreender o complexo xadrez político.
Daniel só teve acesso porque deixo comumente o status aberto para amigos próximos. E, como o acho agradável, assim o deixei entre os contatos que podiam consultar meu espaço particular. Mesmo sabendo de suas diferenças ‘pessoais’ com o governador republicano Otaviano Pivetta, que busca a reeleição ao Governo de Mato Grosso.
Mas, como acredito piamente que a essência da democracia reside na liberdade que cada um tem de escolher seus representantes e definir seus próprios caminhos políticos em uma eleição, o fato de estarmos em lados diferentes nesta disputa não fere nenhum código de ética. Ao contrário, mostra respeito às diferenças. E eu gosto muitíssimo disso.
Mas é preciso chamar a atenção do meu amigo quanto aos prints colocados em sua matéria. Nada de errado com eles. Porém, ele optou por não mostrar a conclusão integral da leitura. Encurtou o caminho para opinar ou deduzir – até de forma preconceituosa -, que ‘no fim das contas, se até a assessoria precisa consultar o tarô para tentar descobrir o que vem pela frente, talvez seja porque a confiança nas pesquisas do próprio grupo já não esteja lá essas coisas’.
Não é verdade, Daniel. Primeiro porque uma consulta de tarô não substitui pesquisa eleitoral e nem teve esta pretensão. Segundo porque você não publicou a leitura completa.
Faltou adicionar outros prints à matéria, nos quais Pivetta aparece com maior possibilidade simbólica de vitória dentro daquela leitura específica. E há uma razão bastante objetiva para isso. Não porque ele tenha recebido necessariamente as cartas mais ‘bonitas’, de acordo com a consulta, mas porque recebeu cartas que, numa disputa majoritária, podem ser interpretadas simbolicamente como consolidação e chegada: Imperador + Rei de Ouros + Dez de Ouros + Seis de Paus + Justiça.
Para quem conhece a linguagem desta matriz oracular de possibilidades, a combinação sugere uma leitura de estrutura, poder, recursos, reconhecimento e validação. Essa foi a interpretação produzida naquela consulta. Assim, a ideia de um candidato mais próximo de uma posição de chegada.
Não estou dizendo que o tarô prevê o resultado de uma eleição, pois não prevê. Estou dizendo que, se a sua matéria decidiu entrar no terreno desta leitura, deveria tê-la apresentado inteira.
Claro que existem inúmeros fatores capazes de alterar qualquer cenário eleitoral. Não é à toa que é célebre a máxima segundo a qual ‘política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou’.
O que não pode, contudo, é contar apenas uma meia verdade.
E aqui entra uma outra parte da minha história, Daniel. Mesmo que eu ame esse ecossistema mágico, paralelamente sou conhecida pelo meu longo currículo como jornalista. Boa parte dele dirigindo equipes, entre elas a Folha do Estado, por 15 anos. Um jornal que chegou a ter em sua redação entre 60 e 70 profissionais, entre editores de área, adjuntos, repórteres, diagramadores, revisores, fotógrafos e freelancers.
Iniciei minha vida profissional nos Diários Associados, da Fundação Assis Chateaubriand, nos jornais Diário Mercantil e Diário da Tarde. Em Mato Grosso, passei pelo Jornal do Dia, Fim de Semana, O Estado de Mato Grosso e Gazeta, além da direção do Grupo Folha do Estado.
E, como jornalista não tem vida fácil, ainda que ame o que faz, trabalhei nas TVs Brasil Oeste e Rondon, então ligada à Manchete, do Grupo Futurista de Comunicação. Apresentei programas ao vivo e talk shows de diferentes formatos, da política à cultura e ao entretenimento, entre eles Jogo Aberto e Além de Mulher.
Fui coordenadora de Comunicação da Legião Brasileira de Assistência, ligada ao Ministério da Assistência Social. Prestei assessoria de comunicação na Câmara Federal e atuei na coordenação de comunicação do Ipemat, da Fundação Dom Aquino Corrêa e do Cridac.
Depois, dirigi sites em uma nova comunicação, já em tempos de internet e redes sociais, alimentando portais com informação jornalística, entre eles o O Bom da Notícia.
Sou mestra pela Universidade Federal de Mato Grosso, em Movimentos Sociais, Política e Educação, com pesquisa e defesa sobre violência e estupro sob o olhar dos novos feminismos. Hoje faço parte do coletivo Conecta, Mulheres do Brasil e uma das fundadoras do grupo Mulheres MT Até Quando?
Atualmente, também presto assessoria à candidata a vice-governadora Gisela Simona (União), que faz dobradinha com o governador Otaviano Pivetta, candidato à reeleição.
Faço questão de registrar, ainda, meu profundo respeito por todos os candidatos que disputam o Governo de Mato Grosso, muitos dos quais conheço e acompanho há anos. Pois uma eleição é, por excelência, uma arena legítima na qual diferentes atores políticos apresentam à população suas propostas, trajetórias e formas de representação.
É sob essa ótica de respeito que analiso as ferramentas que utilizo. Sem torcida e com a crença que uma IA não deve ser confundida com uma pessoa ou com uma autoridade eleitoral. O que ela pode fazer, nesse contexto, é ajudar a organizar interpretações, cruzar símbolos, formular perguntas e ampliar uma reflexão.
Desta forma, como uma pesquisa de opinião registra um determinado momento, igualmente, uma leitura simbólica produz uma determinada interpretação. Ainda que não possam ser confundidas por possuírem naturezas diferentes.
O que me incomodou, portanto, não foi a matéria ter mostrado os prints. Foi ter escolhido uma parte deles para construir uma conclusão que não corresponde à leitura completa.
E isso, meu caro Daniel, nós dois sabemos muito bem que jornalismo exige cuidado.
Quanto ao resto, continuo acreditando que cada pessoa é absolutamente livre para escolher seu candidato, seu caminho, sua crença e até a ferramenta com a qual gosta de conversar sobre o futuro.
Quanto a mim, fico com a liberdade de respeitar a magnitude do jornalismo. Sem abrir mão do conhecimento que a magia pura oferece. E que, ao final, ‘o futuro só a Deus pertence’.
Marisa Batalha é jornalista e Mestra pela UFMT.
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