MATO GROSSO

FCO injetará R$ 289 milhões em Mato Grosso e deve gerar 2 mil empregos


As linhas de crédito do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro Oeste (FCO) vão gerar 1.972 empregos diretos e indiretos nos setores rural e empresarial de Mato Grosso. Os financiamentos no valor de 289,7 milhões foram aprovados nesta quinta-feira (10.03), durante a 12ª reunião extraordinária do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Codem), formado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec-MT) e parceiros.

Ao todo, o Conselho deferiu 70 cartas-consulta nas duas modalidades. O FCO Empresarial teve 18 projetos autorizados e terá R$ 122,1 milhões de recursos liberados, o que vai gerar 1.611 empregos diretos e indiretos no Estado. Entre as beneficiadas pelo programa estão 4 empresas de pequeno porte, 2 de pequeno-médio, 10 empresas médias e 2 empresas de grande porte.

No FCO Rural, foram aprovados 52 projetos que somaram R$ 167,6 milhões em crédito, montante que vai promover 361 empregos diretos e indiretos. Nesta modalidade, foram habilitados 25 projetos para pequenos produtores, 17 para pequenos-médios produtores, 7 médios produtores e 3 para grandes produtores.

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O secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso e presidente do Codem, César Miranda, pontua que os recursos do Fundo têm contribuído com a expansão das atividades rural e empresarial no Estado.

“Esse crédito disponibilizado aos produtores rurais e empresários tem garantido o desenvolvimento dos setores, pois com os recursos em mãos é possível ampliar os investimentos nos negócios. O resultado é a geração de novos empregos e na renda, tanto no campo como na cidade, fator de fortalecimento da economia mato-grossense”, reforça Miranda.

Abrangência

Na primeira reunião do ano, em fevereiro, o Conselho Estadual aprovou R$ 217 milhões em créditos do FCO. Todas as regiões de Mato Grosso já obtiveram recursos advindos do Fundo. Conforme dados do caderno de informações gerenciais do Condel/Sudeco, até dezembro de 2021, um total de 140 municípios foi atendido, o que representa que as contratações do FCO atingiram 99,3% das cidades do Estado.

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Missão empresarial liderada pela Cônsul da Indonésia inicia aproximação com mineradores de Mato Grosso

Empresas que já atuam na compra de ouro, cobre e manganês brasileiros buscam ampliar sua rede de fornecedores em Mato Grosso por meio de relações comerciais de longo prazo.

Mato Grosso recebeu nesta semana uma missão empresarial internacional voltada à ampliação das relações comerciais entre produtores brasileiros e empresas que atuam no mercado internacional de minerais. A agenda foi liderada por Isadora Coimbra, empresária e Cônsul da Indonésia, que representa empresas de Dubai interessadas em ampliar sua rede de fornecedores no Estado e fortalecer relações comerciais de longo prazo.

A programação reuniu representantes do setor mineral, empresários, autoridades e instituições públicas em um ambiente voltado à aproximação entre o mercado brasileiro e investidores internacionais. Participaram da agenda, entre outras lideranças, a advogada empresarial Athena Campos, com atuação em relações e negócios internacionais, Taís Costa, diretora de Assuntos Internacionais da Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, e Bruna Moraes, assessora internacional do Governo do Estado.

O evento também marcou o lançamento da unidade do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) em Mato Grosso, fortalecendo a organização institucional da cadeia mineral e ampliando o diálogo entre iniciativa privada, entidades representativas e poder público.

Após as agendas institucionais, Athena Campos passou a atuar na aproximação entre a missão empresarial e mineradores mato-grossenses, iniciando as tratativas para estruturar futuras oportunidades comerciais entre produtores locais e as empresas representadas pela missão.

Segundo Athena, o interesse demonstrado pelas empresas internacionais representa uma oportunidade importante para ampliar a inserção de Mato Grosso no mercado global de minerais.

Na avaliação da advogada, o interesse internacional não está relacionado apenas ao potencial produtivo do Estado, mas também à evolução da mineração mato-grossense nos últimos anos, com operações que já trabalham dentro de padrões exigidos pelo mercado internacional.

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“As empresas já possuem uma atuação consolidada na aquisição de minerais brasileiros. O interesse agora é ampliar essa atuação em Mato Grosso, aproximando novos fornecedores e construindo uma presença cada vez mais forte no Estado. O que desperta esse interesse não é apenas o volume de produção, mas a existência de produtores que já operam com rastreabilidade, documentação, certificações e padrões compatíveis com as exigências do mercado internacional.”

Segundo Athena, o objetivo vai além da prospecção de fornecedores. A proposta é ampliar o número de produtores mato-grossenses preparados para acessar o mercado internacional, criando uma estrutura jurídica e operacional que permita novas oportunidades de exportação.

“Nossa proposta vai além de aproximar empresas estrangeiras de produtores que já exportam. Queremos também contribuir para estruturar jurídica e operacionalmente mineradores que ainda não acessam o mercado internacional, criando condições para que possam exportar diretamente, seja para Dubai ou para outros mercados.”

Ela explica que esse processo envolve uma estrutura técnica ampla, capaz de oferecer segurança, previsibilidade e conformidade para todas as partes envolvidas.

“Toda operação internacional exige uma estrutura jurídica consistente. Estamos falando de due diligence, análise documental, estruturação contratual, avaliação regulatória, compliance e de todos os mecanismos necessários para que essas operações sejam realizadas dentro dos padrões exigidos pelo mercado internacional.”

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Outro aspecto observado durante as conversas com produtores foi a importância das relações de longo prazo já existentes no setor mineral brasileiro. Segundo Athena, esse mercado é tradicionalmente construído sobre confiança, histórico de relacionamento e conhecimento da realidade operacional de cada região.

“O mercado mineral não funciona apenas pela lógica de quem paga mais. Existem relações construídas ao longo de muitos anos entre produtores e compradores, que envolvem confiança, apoio ao desenvolvimento da produção e presença constante junto ao setor. Qualquer empresa que queira construir uma atuação sólida no Brasil precisa compreender essa dinâmica e desenvolver esse relacionamento ao longo do tempo.”

Na avaliação da advogada, o movimento iniciado pela missão empresarial representa uma oportunidade de fortalecer não apenas negócios específicos, mas todo o ambiente de internacionalização da mineração mato-grossense.

“O objetivo não é apenas criar novas rotas de comercialização. É ampliar a presença da mineração mato-grossense no mercado internacional, permitindo que um número cada vez maior de produtores tenha acesso direto às oportunidades globais. Quando conseguimos estruturar esse caminho com segurança jurídica e previsibilidade, fortalecemos toda a cadeia mineral do Estado.”

As tratativas iniciadas durante a missão deverão continuar nas próximas semanas, com novas reuniões entre representantes das empresas internacionais e mineradores mato-grossenses, dando sequência à estruturação das futuras parcerias e à ampliação da presença de Mato Grosso no mercado internacional de minerais.

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