MATO GROSSO

Escola de Governo está com inscrições abertas para curso sobre Políticas Públicas

A Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio da Escola de Governo de Mato Grosso, está com inscrições abertas para o curso de Noções Básicas de Políticas Públicas. A capacitação tem como público-alvo servidores públicos estaduais e o prazo de inscrição termina dia 25 de fevereiro.

São ofertadas 300 vagas. O início das aulas está previsto para o dia 04 de março. O curso possui uma jornada de estudo de 45 horas e ocorrerá na modalidade de Ensino a Distância (EaD), com direito a certificação.

Segundo o coordenador de Gestão Educacional, Adriano Sabino Gomes, o curso capacita servidores há três anos e por acessibilidade, ocorre sempre remotamente. “Neste ano ainda contaremos com mais duas turmas”, destacou o coordenador, ressaltando o planejamento do calendário da Escola de Governo para 2024.

Os participantes poderão usar o aprendizado para a elaboração, aplicação e avaliação de políticas públicas, considerando os aspectos legais e sócio-históricos. São conteúdos que estão presentes no arcabouço das ciências políticas.

Desde de 2021, a Escola de Governo já ofertou mais de três mil vagas e certificou cerca de 1.200 servidores somente neste curso. Essa já é a 10ª edição da capacitação. Vale pontuar que a cada nova turma o curso passa por atualizações, para melhor capacitar os servidores.

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Adriano Gomes explicou que o curso nasceu a partir da demanda de levantamento de necessidade de capacitação pelos próprios servidores

“É um curso muito interessante para o servidor para entender esse contexto de construção de políticas públicas, até porque o servidor participa de algum modo de uma portaria, de uma instrução normativa, de um edital, de um decreto, de uma lei, e é interessante ter essa relação e conhecer minimamente como funciona essa organização de diretrizes”.

Para fazer a inscrição, clique AQUI

*Com supervisão de Dayanne Santana

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Gisela defende atualização das leis de proteção ao consumidor com nova economia digital

A explosão das fraudes financeiras, o crescimento das apostas on-line e o avanço dos golpes digitais recolocaram a defesa do consumidor no centro de um debate que vai muito além das relações de compra e venda.

Para a pré-candidata Gisela Simona, esse novo cenário exige mudanças na legislação e maior responsabilização das empresas que operam nesses mercados. Aliás, essa foi a principal reflexão apresentada pela presidente do União Brasil em Cuiabá durante participações nesta semana, nos podcasts Hoje & Sempre e Professor Palomares, ao explicar por que escolheu disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

“Sempre que me perguntam por que fui direto para a Câmara Federal, respondo que a defesa do consumidor nasce de uma legislação federal. Se queremos mudar a vida das pessoas de forma concreta, é no Congresso Nacional que essas mudanças precisam acontecer.”

Conhecida em Mato Grosso pela trajetória construída ao longo de mais de duas décadas no Procon, Gisela afirmou que o Código de Defesa do Consumidor continua sendo um dos instrumentos mais importantes da cidadania brasileira, mas avalia que as transformações tecnológicas e financeiras passaram a exigir novas formas de proteção.

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Segundo ela, idosos, pessoas de baixa renda e consumidores com pouca familiaridade com os meios digitais continuam sendo os grupos mais vulneráveis diante de contratos complexos, publicidade enganosa e golpes cada vez mais sofisticados.

Entre os exemplos citados está o cartão de crédito consignado, modalidade que se tornou alvo de inúmeras reclamações em órgãos de defesa do consumidor e de ações judiciais em diferentes estados.

Durante os 33 meses de mandato parlamentar, Gisela apresentou proposta para extinguir esse modelo de contratação e ampliar a responsabilização das instituições financeiras em casos de fraude.
“Na maioria das vezes, os criminosos utilizam informações que reproduzem com enorme precisão os dados do consumidor. Não considero justo que todo o prejuízo recaia sobre quem foi vítima do golpe. As instituições também precisam responder quando há falhas na proteção dessas informações.”

Outro tema que ganhou espaço nas entrevistas foi a expansão das plataformas de apostas esportivas. Para a dirigente partidária, o crescimento desse mercado trouxe consequências que ultrapassam o entretenimento e passaram a impactar diretamente o orçamento e a saúde emocional de milhares de famílias.

Ela defendeu regras mais rígidas para a publicidade das apostas, mecanismos de prevenção ao jogo compulsivo e responsabilização tanto das empresas quanto de influenciadores que promovem esse tipo de conteúdo sem alertar para seus riscos.

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“Embora o mercado tenha sido regulamentado, isso não significa ausência de responsabilidade. O Congresso precisa continuar aperfeiçoando a legislação para proteger quem hoje enfrenta endividamento, dependência e graves consequências sociais provocadas pelo jogo.”

Ao relembrar sua atuação na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, Gisela afirmou que procurou transformar em propostas legislativas problemas que conheceu durante os anos de atendimento direto à população no Procon.

“Foram mais de vinte anos ouvindo pessoas chegarem com uma cobrança indevida, um contrato que não conseguiam compreender ou um serviço que nunca foi entregue. Ali entendi que proteger o consumidor significa proteger a dignidade das pessoas.”

Ainda para Gisela, a defesa do consumidor deixou de ser uma pauta restrita às relações comerciais e passou a dialogar com temas como tecnologia, inclusão financeira, segurança digital e saúde pública, desafios que tendem a ocupar espaço crescente na agenda do Congresso Nacional nos próximos anos.

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