MATO GROSSO

Documentário selecionado em edital da Secel revisita cenas de fotógrafo de Rosário Oeste

O documentário O Olhar de Antonio estreia no cinema municipal de Rosário Oeste, neste sábado (22.11), às 18h. Selecionada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) no edital Documentário Temático, edição Lei Paulo Gustavo, a obra é um convite para revisitar as cenas cotidianas da cidade e seus personagens através das lentes do fotógrafo rosariense Antonio Siqueira.

Fotógrafo autodidata desde os anos 1980, Antonio registrou o dia a dia da cidade com uma sensibilidade característica de quem conhecia bem cada ambiente fotografado e cada personalidade retratada. A vida ribeirinha e as festas de santo ocupam um espaço central em sua produção, bem como as pessoas que se fazem presentes nestes contextos: pescadores, cozinheiras, cururueiros, artesãos e fieis. Nenhum deles passava despercebido pelo olhar de Antonio, falecido em 2021.

Em seus mais de 40 anos de fotografia, Antonio produziu um rico acervo que, além de Rosário Oeste, traz imagens do modo de vida e das tradições de outras cidades e comunidades da baixada cuiabana, registradas na exposição Santos da Baixada, realizada em 2020, em parceria com o fotógrafo Luzo Reis.

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O documentário exibe imagens produzidas pelo artista, acompanhadas por relatos das personalidades fotografadas. Por meio dos registros e dos testemunhos, é possível compreender o olhar de quem estava por trás da câmera: o fotógrafo rosariense que observava com curiosidade, orgulho e admiração a vida da cidade e de seus moradores.

“O documentário é, acima de tudo, uma homenagem à fotografia de Antonio que retratou de forma única Rosário Oeste e outras cidades e comunidades da baixada cuiabana, suas rotinas, seus costumes e as pessoas retratadas com profunda admiração e respeito”, afirma a diretora do filme, Glória Albuês.

Serviço
Exibição do documentário O Olhar de Antonio
Quando: sábado (22.11), às 18h.
Local: Cinema Municipal de Rosário Oeste
Entrada franca, retirar ingressos na bilheteria a partir das 16h do dia 22/11.

Observação: Serão realizadas sessões extras no mesmo dia, a depender da demanda do público e da capacidade do local.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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