MATO GROSSO

(Para domingo) Obras de construção da nova sede do Cermac e MT Hemocentro chegam a 78% de conclusão

A nova sede do Centro Estadual de Referência de Média e Alta Complexidades (Cermac) e do MT Hemocentro, que está sendo construída em Cuiabá, chegou a 78% das obras concluídas. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) já investiu R$ 24,5 milhões até o momento. O custo total é estimado em R$ 36,2 milhões em obras.

O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, é responsável por armazenar e distribuir bolsas de sangue para os hospitais da rede pública. A unidade também é referência para o tratamento de patologias no sangue.

Já o Cermac é uma unidade especializada da SES, referência no tratamento de diversas patologias como Diabetes, Hanseníase, HIV/AIDS/Hepatites Virais, além de atuar contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e Dermatologia Sanitária. A unidade também conta com serviços do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) e do Ambulatório Estadual de Atenção à Transexualidade.

“As obras desses espaços ampliarão a capacidade de atendimento, garantirão mais segurança e qualidade nos processos e permitirão que a população receba serviços especializados com mais agilidade. Com unidades modernizadas, fortalecemos a rede estadual e aprimoramos a oferta de cuidados essenciais para todos os cidadãos”, destacou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

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O prédio que receberá as unidades está sendo construído a partir da estrutura do antigo Hospital São Thomé, que terá sua área ampliada em 5.864,61 m² totais. Porém, as unidades continuam funcionando normalmente em suas sedes atuais, localizadas na Rua 13 de Junho, nº 1055, Centro Sul de Cuiabá.

Na área que será destina ao MT Hemocentro, estão sendo realizadas as etapas de instalação elétrica, instalação hidro-sanitária, finalização reboco e assentamento de piso porcelanato. Além da instalação de esquadrias de alumínio e de madeira, instalação de luminárias, assentamento de piso vinílico e finalização de forro.

Já no espaço do Cermac, estão sendo instaladas as bancadas granito, pintura, colocação de ACM na fachada, ajustes em forros e limpeza final.

Na área externa da obra está sendo realizada a execução de muro, terraplanagem estacionamento, execução de meio-fio dos canteiros e estacionamento e preparação terreno para execução da casa das cisternas.

“A equipe de obras da SES trabalha para que as novas estruturas do MT Hemocentro e Cermac sejam entregues o mais breve possível para a população e os trabalhadores da saúde, garantindo ambientes modernos e seguros” concluiu a secretária adjunta de Infraestrutura e Tecnologia da Informação da SES, Mayara Galvão.

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*Sob a supervisão de Ana Lazarini

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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