MATO GROSSO
Corpo de Bombeiros de Mato Grosso integra missão humanitária no Canadá
“Devido aos investimentos realizados pelo Governo de Estado, Mato Grosso se tornou referência no combate aos incêndios florestais no Brasil. Com esses recursos, compramos viaturas e equipamentos, e capacitamos nossos bombeiros, garantindo a preservação do meio-ambiente. Enviamos bombeiros para o Canadá porque sabemos que nosso efetivo atual é mais do que suficiente para o combate aos incêndios em Mato Grosso”, disse o comandante-geral dos Bombeiros, Alessandro Borges.
O soldado Wender Ferreira Marques, de Cuiabá, é dos bombeiros de Mato Grosso que embarcaram nesta sexta-feira e foi escolhido pelo Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (Ligabom) para integrar a missão. Ele trabalha na corporação há oito anos e possui diversos cursos de especialização em incêndios florestais, além de ter também atuado no combate ao fogo no Pantanal em 2020.
“Representar Mato Grosso nesta missão é uma honra. Ao longo de quase 10 anos a corporação me proporcionou experiências que foram fundamentais para combater o fogo no Estado e que agora serão essenciais para ajudar o Canadá. A situação por lá é crítica e é meu dever como bombeiro militar ajudar todos que precisam”, afirmou o soltado.
Além de Ferreira, outros dois bombeiros militares também foram indicados pela Força Nacional de Segurança Pública (FNSP): o subtenente Jairo Demori, de Sorriso, e o segundo sargento Rivanei Alves de Araújo, de Barra do Garças.
Ação nacional
A mobilização foi determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última quarta-feira (19) e é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores, com apoio dos Ministérios da Defesa, dos Transportes e da Fazenda, e Ligabom.
Mais de 100 especialistas de todo território brasileiro participam da missão. São profissionais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional e Ministério da Justiça e Segurança Pública, além de 20 bombeiros militares de 18 Corpos de Bombeiros no Brasil.
A missão ocorrerá nos estados de Alberta, British Columbia, Quebec e Saskatchewan. Os bombeiros militares e demais profissionais permanecem no país até o 24 de agosto.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Filhote de onça-pintada é flagrada por câmeras enquanto explora área de preservação em MT
Maya, de cerca de quatro meses, foi registrada em Poconé durante momentos de exploração e interação com o ambiente
Um filhote de onça-pintada chamado Maya foi registrado por câmeras de monitoramento do Instituto Impacto na Pousada Rio Mutum, em Poconé, a cerca de 104 quilômetros de Cuiabá. As imagens mostram o animal, com aproximadamente quatro meses de idade, explorando a área e interagindo com elementos da natureza.
Os primeiros registros de Maya foram feitos quando ela tinha cerca de três meses. Segundo o médico-veterinário Paul Raad, responsável pelo acompanhamento, a fase é marcada pelo desenvolvimento da autonomia e pelo aprendizado de comportamentos que serão importantes na vida adulta.
Em um dos registros, a filhote aparece brincando e explorando um tronco. De acordo com o veterinário, esse tipo de comportamento faz parte do processo de desenvolvimento do animal.
“Ela está naquela fase de começar a brincar, explorar o mundo e desenvolver as habilidades que vai precisar no futuro como predador. A gente tem registros bem detalhados dela brincando com a mãe e também explorando o ambiente. Como ela nasceu sem irmãos, ela acaba encontrando outros elementos para brincar, como um tronco, por exemplo”, explicou Paul.
A identificação de Maya também foi possível graças ao acompanhamento de sua família. A filhote foi vista semanas antes ao lado da mãe, Baía, uma onça-pintada conhecida por pesquisadores, biólogos, fotógrafos e guias que frequentam a região.
Além da relação entre mãe e filha, os pesquisadores utilizam o padrão de manchas da pelagem para identificar individualmente cada animal. As rosetas presentes no corpo das onças possuem características únicas e funcionam como uma espécie de identificação natural.
“A gente consegue identificar as onças pelo padrão de manchas, que é único para cada indivíduo, como se fosse uma impressão digital. Então, a Nina tem um padrão, a Baía tem outro e a Maia tem o dela. O fato de a gente ter registrado a Maia junto com a Baía foi fundamental para confirmar essa relação”, detalhou o veterinário.
O monitoramento permite acompanhar de perto o crescimento e o desenvolvimento da filhote, além de registrar comportamentos naturais durante os primeiros meses de vida. Como nasceu sem irmãos, Maya utiliza o próprio ambiente ao redor para desenvolver habilidades por meio das brincadeiras e da exploração.
Os registros também contribuem para o acompanhamento da fauna da região e para a identificação de indivíduos que circulam pela área monitorada.
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