MATO GROSSO

“Bombeiro de MT é o mais capacitado para atuar no Pantanal porque conhece a realidade do bioma”, afirma deputado Carlos Avallone

Os bombeiros de Mato Grosso são os mais capacitados para atuar no enfrentamento aos incêndios no Pantanal porque conhecem a realidade do bioma. A afirmação foi feita pelo deputado Carlos Avallone, que preside a Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na sessão desta quarta-feira (26.06).

“É preciso ter noção do que é o Pantanal. Esse combate no Pantanal é outra história. O bombeiro de Mato Grosso é o mais capacitado para atuar no Pantanal, porque ele conhece a realidade do Pantanal, que é completamente diferente de tudo que as pessoas já viram”, afirmou o parlamentar.

Avallone destacou que o Governo do Estado adotou todas as medidas necessárias para a prevenção e combate aos incêndios no Pantanal, neste ano. O deputado contou que reuniões e audiências públicas foram realizadas desde o ano passado com Legislativo, Executivos Estadual e Federal, ONGs, e sociedade organizada para tratar das ações a serem realizadas este ano e, com isso, prevenir e minimizar os efeitos do fogo na região.

Ele lembrou das capacitações feitas pelos bombeiros aos funcionários e proprietários das fazendas, indígenas, donos de pousadas e ribeirinhos. Em todo Estado, 1,4 mil pessoas foram capacitadas para o combate aos incêndios, sendo cerca de 800 somente no Pantanal.

“Mato Grosso nunca esteve tão preparado para o combate aos incêndios do Pantanal como está este ano. O governo adotou todas as medidas necessárias. Os incêndios são inevitáveis, mas tudo está sendo feito para minimizar os efeitos”, afirmou ele, reforçando que este ano a atenção de todos deve ser redobrada, uma vez que a seca severa no Estado irá permanecer pelos próximos meses.

Leia Também:  Detran-MT reforça a importância do uso do capacete para motociclistas

O parlamentar citou a perfuração de cinco poços artesianos na Transpantaneira, principal via de acesso ao Pantanal mato-grossense, criando corixos para os animais e para que os bombeiros tenham onde captar água para combater incêndios.

“Além disso, equipes da Sinfra [Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística] estão na região ampliando as pistas de pouso, que vão auxiliar o pouso e decolagem das aeronaves de combate aos incêndios. Os aceiros estão sendo alargados e as estradas vicinais estão passando por limpeza. Tudo isso para conter o fogo e facilitar o acesso dos bombeiros aos locais”, pontuou ele, explicando ainda que na Transpantaneira são 450 km de estradas vicinais sendo limpas e abertas e em Barão de Melgaço mais de 350 km.

Confira abaixo tudo que já foi feito pelo Governo de MT:

– Emissão de decretos antecipando e estendendo o período proibitivo do uso do fogo no Pantanal;
– Elaboração de nota técnica orientativa para os produtores rurais, propondo as estruturas mínimas que devem ser mantidas para evitar o alastramento do fogo na região;
– Reuniões para orientação de ações de prevenção e preparação com proprietários de hotéis e pousadas, além da comunidade;
– Contratação de quatro aviões agrícolas para o trabalho de combate direto às chamas;
– Capacitação de 1.400 brigadistas para reforçar o efetivo;
– Capacitação de bombeiros militares para a realização da queima prescrita (técnica para criar uma barreira natural e evitar o espalhamento do fogo);
– Mapeamento de pistas de pouso, os pontos de captação de água para apoio às ações de resposta aos incêndios;
– Melhoria nas condições de tráfego nas rodovias do Pantanal, com patrolamento e encascalhamento, para garantir o apoio logístico;
– Construção de aceiros em pontos estratégicos;
– Construção de açudes que servem de bebedouros e abrigos para animais;
– Perfuração de poços artesianos;
– Substituição de pontes de madeira por aduelas e concreto, para melhorar a trafegabilidade;
– Monitoramento em tempo real da situação dos incêndios em todo o Estado, via satélites, na Sala de Situação do Batalhão de Emergências Ambientais, em Cuiabá, para auxiliar as equipes em campo.

Leia Também:  Programa de educação fiscal contempla entidades sociais com R$ 180 mil

Planejamento estratégico conjunto

O Governo de Mato Grosso definiu, em reunião nesta terça-feira (25.06), uma série de medidas conjuntas com o Governo de Mato Grosso do Sul e o Governo Federal para agir contra os incêndios na região do Pantanal, que ocupa áreas nos dois Estados.

Serão montadas base em locais estratégicos na Transpantaneira e em Corumbá, além de reforço de aeronaves do Ministério da Defesa, entre elas uma de grande porte de combate a incêndio, que permite o transporte e a utilização de mais de 10 mil litros de água por sobrevoo, e aviões para transportar brigadistas, agilizando a chegada até o local do fogo.

Fonte: Governo MT – MT

Propaganda

MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

Leia Também:  "Mato Grosso realiza trabalho modelo de internacionalização na China", afirma cônsul-geral adjunto do Itamaraty no país

Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

Leia Também:  Detran-MT reforça a importância do uso do capacete para motociclistas

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA