ESPORTES
Empate no Barradão freia Cruzeiro na busca pela liderança
Em um jogo sem grandes emoções e que terminou com um sabor amargo para ambos os lados, Cruzeiro e Vitória empataram em 0 a 0 na noite desta quinta-feira (13.06), no Barradão, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado impediu que a Raposa assumisse a liderança da competição antes da parada para a Copa do Mundo de Clubes, enquanto o Leão da Barra viu a zona de rebaixamento se aproximar perigosamente.
O Cruzeiro, que chegou a vice-liderança do Brasileirão, alcançou 24 pontos, empatando com o Flamengo na pontuação. No entanto, o rubro-negro carioca, que só entrará em campo após o Mundial, mantém uma vantagem considerável no saldo de gols (20 a 9), dificultando a ultrapassagem. Por sua vez, o Vitória, com apenas 11 pontos, permanece na 16ª posição e agora aguarda o resultado do confronto entre Vasco e São Paulo para saber se encerrará a rodada fora do Z4.
Jogo travado e incidente no final
A partida foi marcada por poucas oportunidades claras de gol para ambos os lados, com as defesas prevalecendo sobre os ataques. O lance mais dramático e de maior impacto ocorreu nos acréscimos do segundo tempo, aos 45 minutos. Em uma arrancada perigosa do Vitória, o lateral Jamerson sofreu uma entrada duríssima de Eduardo, do Cruzeiro.
A gravidade da jogada foi imediatamente percebida, com Jamerson caindo e sendo substituído devido a uma fratura no tornozelo direito. O meio-campista cruzeirense, por sua vez, recebeu cartão vermelho direto do árbitro, deixando o gramado mais cedo.
Pausa para o Mundial e retorno em julho
O Campeonato Brasileiro agora fará uma pausa para a disputa da Copa do Mundo de Clubes da Fifa. As equipes só retornarão aos gramados em julho, pela 13ª rodada. O Cruzeiro terá o Grêmio como adversário no Mineirão, em jogo marcado para o dia 12 de julho. No mesmo dia, o Vitória viajará até Porto Alegre para enfrentar o Internacional no Beira-Rio. Os horários dos confrontos ainda serão definidos pela CBF.
Local: Barradão, em Salvador (BA)
Data: 12/06/2026
Horário: às 19h (de Brasília)
Árbitro: Alex Gomes Stefano
Assistentes: Luiz Claudio Regazone e Thiago Henrique Neto Correa Farinha
VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral
Cartões amarelos: Carlinhos (Vitória); Matheus Pereira e Lucas Romero (Cruzeiro)
Cartões vermelhos: Eduardo
VITÓRIA: Lucas Arcanjo; Claudinho, Edu, Zé Marcos e Jamerson (Maykon Jesus); Ronald (William Oliveira), Baralhas e Matheusinho; Osvaldo (Gustavo Silva), Lucas Braga (Carlinhos) e Renato Kayzer (Léo Pereira). Técnico: Thiago Carpini
CRUZEIRO: Cássio, William, Fabrício Bruno, Villalba e Kaiki; Lucas Romero, Lucas Silva, Eduardo e Matheus Pereira (Marquinhos); Wanderson e Kaio Jorge (Bolasie). Técnico: Leonardo Jardim
Fonte: Esportes
ESPORTES
Espanha conquista bicampeonato mundial e frustra sonho argentino
Após 16 anos de espera, a Espanha voltou a erguer a taça de campeã do mundo. Neste domingo, a Fúria derrotou a Argentina por 1 a 0, na grande final da Copa do Mundo de 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol do título saiu dos pés de Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação, coroando uma partida em que os europeus dominaram de ponta a ponta.
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O triunfo espanhol guardou semelhanças impressionantes com a primeira conquista mundial do país, em 2010. Assim como naquela ocasião, quando Andrés Iniesta, então jogador do Barcelona, decidiu a final contra a Holanda na prorrogação, desta vez foi um atleta do mesmo clube — Ferrán Torres — quem apareceu no momento decisivo para balançar as redes e garantir o bicampeonato.
A Argentina, por sua vez, perdeu a oportunidade de levantar a taça pela quarta vez e de se juntar a Itália e Brasil como as únicas seleções bicampeãs consecutivas do torneio. Os sul-americanos, que haviam vencido em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram repetir o feito.
O jogo
O início da partida foi movimentado. Aos quatro minutos, Lamine Yamal trocou passes com Dani Olmo na entrada da área e arriscou com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martinez reagiu bem e evitou o gol. A Argentina respondeu imediatamente, com Julián Álvarez roubando a bola no meio e servindo Messi nas costas da zaga. O goleiro Unai Simón, no entanto, saiu rápido e cortou o lance.
A partir desse momento, o jogo perdeu intensidade. A Espanha controlou a posse de bola e só voltou a ameaçar aos 37 minutos, quando Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, parando em Dibu Martinez. Cinco minutos depois, Cucurella tentou de longe e também levou perigo. A Argentina, por sua vez, encerrou o primeiro tempo sem nenhuma finalização a gol, demonstrando dificuldade para escapar da marcação espanhola.
Na segunda etapa, a Fúria manteve a postura ofensiva. Com menos de um minuto, Baena avançou pela esquerda e bateu colocado, mas o goleiro argentino agarrou. Aos 18 e aos 21, Dani Olmo e Ferrán Torres obrigaram Dibu Martinez a trabalhar novamente. Aos 31, Pedri carregou a bola e finalizou em cima do arqueiro. Na sequência, Cubarsí arriscou de fora da área e parou em mais uma defesa.
O cenário se complicou ainda mais para a Argentina aos 47 minutos, quando Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Com um jogador a mais, a Espanha quase definiu o jogo aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martinez espalmou e enviou a partida para a prorrogação.
No primeiro tempo da prorrogação, o domínio espanhol continuou. Aos dois minutos, Pedri cruzou para Nico Williams, que cabeceou para grande defesa de Dibu Martinez. Aos cinco, Williams chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi. Aos 12, o próprio Merino cabeceou para o chão e viu a bola raspar na trave.
O gol tantas vezes buscado finalmente saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro avançou pela direita e cruzou na segunda trave. Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área, e Ferrán Torres chegou chutando forte com a perna esquerda, sem chances para o goleiro argentino. O atacante ainda fez o segundo aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento.
A Argentina tentou reagir nos minutos finais. Aos 14, Messi tocou para Simeone, que cruzou rasteiro pela direita. Tagliafico chegou para empurrar, mas a zaga espanhola afastou. Na sequência, Messi cobrou escanteio, a bola sobrou com Simeone, que finalizou por cima do gol.
Para Lionel Messi, a que pode ter sido sua última Copa do Mundo terminou de forma amarga. Marcado de perto pela defesa espanhola, o camisa 10 teve atuação discreta e não conseguiu ultrapassar Kylian Mbappé como maior artilheiro da história da competição. O argentino encerrou o torneio com 21 gols, um a menos que os 22 do francês.
Com 19 finalizações ao longo da partida, a Espanha construiu um desempenho que refletiu a superioridade demonstrada desde o apito inicial. A expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar acabou sendo o detalhe que abriu caminho para o gol decisivo, mas o controle espanhol já era evidente muito antes.
| FICHA TÉCNICA | ||
|---|---|---|
| Placar |
Espanha 1 X 0 Argentina |
|
| Competição | Copa do Mundo — final | |
| Data | 19 de julho de 2026, domingo | |
| Horário | 16h, de Brasília | |
| Local | MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos | |
| Público | 80.663 torcedores | |
| GOL E CARTÕES | ||
| Gol | Ferrán Torres, aos 1 minuto do segundo tempo da prorrogação | — |
| Cartões amarelos | Nenhum | Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni e Mac Allister |
| Cartão vermelho | Nenhum | Enzo Fernández |
| ARBITRAGEM | ||
| Árbitro | Slavko Vincic (ESL) | |
| Assistentes | Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL) | |
| VAR | Bastian Dankert (ALE) | |
| ESCALAÇÕES |
ESPANHA |
ARGENTINA |
| SELEÇÕES | Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). | Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi). |
| Técnicos | Luis de la Fuente | Lionel Scaloni |
Fonte: Esportes
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