ESPORTES

Abel recebe o troféu Quinas de Ouro da Federação Portuguesa e o dedica à Família Palmeiras

O técnico Abel Ferreira foi condecorado com o troféu Quinas de Ouro, mais alta distinção concedida pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) a treinadores do país. A cerimônia foi realizada nesta terça-feira (20) na sede da entidade, em Lisboa. O comandante bicampeão da Conmebol Libertadores, que não pôde estar presente devido a compromissos profissionais com o Verdão, recebeu o prêmio das mãos do ex-atacante Helder Postiga, atual diretor da FPF.

Companheiro de Abel nos tempos de Sporting-POR, Postiga viajou a São Paulo exclusivamente para entregar o troféu ao amigo. Ele aproveitou a ocasião para conhecer a Academia de Futebol e, em conversa com o técnico palestrino, afirmou ter se impressionado com a infraestrutura oferecida pelo Alviverde a seus atletas e demais colaboradores. O dirigente português ganhou da presidente Leila Pereira uma camisa personalizada do clube.

Companheiro de Abel nos tempos de Sporting-POR, Postiga viajou a São Paulo exclusivamente para entregar o troféu ao amigo (Foto: Fabio Menotti/Palmeiras)

Além de Abel Ferreira, foram agraciados com Quinas de Ouro outros dois treinadores portugueses que conquistaram títulos internacionais na última temporada: José Mourinho, campeão da Conference League pela Roma, da Itália, e Leonardo Jardim, que ganhou a Liga dos Campeões da Ásia à frente do Al-Hilal, da Arábia Saudita.

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O comandante do Maior Campeão do Brasil dedicou o prêmio à Família Palmeiras. “Quando olho para este troféu, eu penso nos meus jogadores e em todos que me ajudaram a chegar a este nível. Foram eles quem me fizeram ganhar títulos e sabem do respeito e admiração que tenho por cada um deles”, disse Abel. “Gostaria de dividir esta premiação com a torcida palmeirense e com todos que trabalham pelo clube e contribuem com a sua excelência. Deixo também uma palavra de agradecimento à Federação Portuguesa de Futebol por essa distinção. Como já disse várias vezes, a gratidão é a memória do coração.”

Esta não foi a primeira homenagem que Abel recebeu em seu país graças ao trabalho desenvolvido no Alviverde. Em maio, por exemplo, ele foi eleito o melhor técnico português no exterior pela Associação de Jornalistas Esportivos de Portugal. Já em março de 2021, Abel foi condecorado pelo presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Souza, como Comendador da Ordem do Infante D. Henrique – a homenagem ocorreu como forma de reconhecimento aos serviços prestados pelo profissional à imagem do país.

Fonte: Agência Esporte

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Brasil coleciona gols perdidos e dá adeus à Copa do Mundo

O sonho do hexacampeonato terminou de forma melancólica e, sobretudo, patética. Neste domingo, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA), a Seleção Brasileira protagonizou um espetáculo de ineficiência ofensiva, foi castigada pelo faro artilheiro de Erling Haaland e perdeu para a Noruega por 2 a 1. A eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo consolida um vexame histórico: o país atinge agora o seu maior jejum de títulos mundiais desde a primeira conquista.

O roteiro da queda brasileira foi desenhado com requintes de incompetência. A equipe comandada por Carlo Ancelotti flertou com o desastre desde o apito inicial, levando um susto logo aos dois minutos, quando Berg marcou para os europeus — o lance, no entanto, foi anulado por impedimento.

A chance de ouro para assumir o controle e mudar a história do jogo veio aos nove minutos. Após passe de Martinelli, Matheus Cunha foi derrubado na área. O árbitro precisou do VAR para assinalar o pênalti. Na cobrança, o retrato do nervosismo brasileiro: Bruno Guimarães bateu mal e parou nas mãos do goleiro Nyland, dando o tom do que seria a tarde da Seleção.

Mesmo criando boas oportunidades, como uma bomba de Vinicius Júnior aos 40 minutos espalmada por Nyland, o Brasil era vulnerável. Aos 47, Alisson precisou trabalhar em um chute perigoso de Odegaard, que apareceu livre após Haaland ganhar uma disputa com Gabriel Magalhães.

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O castigo no segundo tempo

Na volta do intervalo, Ancelotti tentou dar fôlego ao ataque sacando Matheus Cunha para a entrada de Endrick. Aos 13 minutos, o jovem teve a bola da classificação após um passe genial de trivela de Vini Jr., mas, cara a cara com o goleiro, finalizou para fora. Um gol perdido que custaria muito caro. O Brasil ainda tentou com Rayan, aos 16, esbarrando novamente em Nyland.

A velha máxima do futebol não perdoa: quem não faz, leva. E do outro lado estava um dos atacantes mais letais do planeta. Aos 34 minutos, a defesa brasileira vacilou, Schjelderup cruzou da esquerda e Haaland subiu mais que Gabriel Magalhães para testar para o fundo da rede.

O desespero tomou conta da Seleção. Aos 39, o Brasil quase empatou em um lance bizarro onde Ajer quase marcou contra, mas Nyland salvou em cima da linha. A pá de cal veio aos 44 minutos: Haaland recebeu com liberdade na entrada da área e bateu rasteiro, no canto, sem chances para Alisson, decretando o nocaute.

Já nos acréscimos, Neymar converteu uma penalidade máxima, mas o relógio não permitia mais nada. O gol serviu apenas para maquiar o placar de um fim patético para uma equipe que pecou na pontaria e ruiu diante da frieza norueguesa.

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O caminho da Noruega

Com a vaga assegurada, a Noruega agora aguarda o vencedor do confronto entre México e Inglaterra, que se enfrentam ainda neste domingo, às 21h (de Brasília), no Estádio Azteca. O duelo das quartas de final está agendado para o próximo sábado, dia 11 de julho, às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami. Ao Brasil, resta o aeroporto e a amarga reflexão sobre mais uma queda precoce.

FICHA TÉCNICA
Placar

Brasil 1 x 2 Noruega

Competição Copa do Mundo (oitavas de final)
Local MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA)
Data 5 de julho de 2026 (domingo)
Horário 17h (de Brasília)
Cartões amarelos Neymar (Brasil)
Cartões vermelhos Nenhum
Árbitro Ismail Elfath (EUA)
Assistentes Corey Parker e Kyle Atkins (EUA)
VAR Tatiana Guzman (NCA)
Gols Haaland, aos 34′ do 2ºT (Noruega); Haaland, aos 44′ do 2ºT (Noruega); Neymar, aos 54′ do 2ºT (Brasil)
Brasil Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães (Éderson); Gabriel Martinelli (Danilo Santos), Rayan (Neymar), Matheus Cunha (Endrick) e Vinicius Júnior.
Técnico do Brasil Carlo Ancelotti
Noruega Nyland; Ryerson (Aursnes), Ajer, Heggem e David Wolfe (Ostigaard); Berge, Patrick Berg e Odegaard; Nusa (Schjelderup), Sorloth (Bobb) e Haaland.
Técnico da Noruega Stale Solbakken

Fonte: Esportes

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