EDUCAÇÃO
Chapada dos Guimarães recebe estreia da 5ª temporada de Sankofa
Espetáculo protagonizado por André D’Lucca inicia circulação gratuita com apresentações sobre letramento racial
Por Beatriz Saturnino – Da Assessoria de Imprensa
A Escola Estadual Coronel Rafael de Siqueira, em Chapada dos Guimarães, recebe nos dias 22 e 23 de junho a estreia da 5ª temporada do espetáculo Sankofa – Resgate da Ancestralidade, protagonizado pelo ator, diretor e dramaturgo André D’Lucca. A nova circulação levará gratuitamente o teatro para escolas de Chapada dos Guimarães e Cuiabá, promovendo o letramento racial por meio da arte e da valorização da história afro-brasileira.

Ao todo, serão seis apresentações gratuitas, entre os dias 22 e 25 de junho, com expectativa de reunir 1.800 estudantes, professores e integrantes da comunidade escolar. Com esta etapa, o projeto deverá alcançar quase 12 mil pessoas desde sua criação, em 2024, consolidando-se como uma das principais ações de arte-educação voltadas ao combate ao racismo e à valorização da ancestralidade negra em Mato Grosso.

Em uma verdadeira aula viva, o espetáculo reúne música, performance, narrativas ancestrais e referências à cultura africana, transformando o palco em um espaço de reflexão sobre identidade, pertencimento e respeito à diversidade.

Com classificação livre, a montagem tem direção de Ariana Carla, produção de Jeferson Bertoloti e realização da Bemtivi Academia de Arte. A equipe conta ainda com figurino de Jean Guaré, fotografia de Fábio Motta, arte digital de Fernanda Fernandes, iluminação de Loro da Hiald e assessoria de imprensa da Livre Comunicação Coletiva.
Realizado pela Associação de Desenvolvimento da Cultura, Esporte e Lazer (ADECEL-MT), o projeto conta com patrocínio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), via emenda parlamentar do deputado estadual Lúdio Cabral, além do apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, da Audifor Contabilidade e da Bemtivi Academia de Arte.
*PROGRAMAÇÃO*
A estreia acontece nos dias 22 e 23 de junho, na Escola Estadual Coronel Rafael de Siqueira, em Chapada dos Guimarães. A circulação segue no dia 24 de junho, pela manhã, na Faculdade de Comunicação e Artes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e à tarde, na Escola Estadual de Tempo Integral Francisco Alexandre Ferreira Mendes, em Cuiabá. O encerramento será no dia 25 de junho, com apresentações na Escola Estadual Doutor Mário de Castro, no bairro Pedra 90.
*O ESPETÁCULO*
Inspirado nos legados do Teatro Experimental do Negro (TEN) e na filosofia africana de Sankofa, o monólogo tem texto e interpretação de André D’Lucca. Em cena, o artista interpreta o rei africano Fatumbi, conduzindo o público por uma jornada de ancestralidade, pertencimento e resistência.
O espetáculo convida estudantes e educadores a revisitar o passado para compreender o presente, apresentando histórias de importantes personalidades negras que marcaram a construção do Brasil e do mundo e estimulando reflexões sobre identidade, justiça social e valorização da cultura afro-brasileira.
“O espetáculo é fundamental para as pessoas negras despertarem para sua ancestralidade e para as pessoas brancas compreenderem seu papel no combate ao racismo. Nunca é tarde para voltar ao passado e buscar aquilo que realmente importa. É isso que Sankofa propõe”, afirma André D’Lucca.
*REFERÊNCIA NACIONAL*
Além do teatro, André D’Lucca tornou-se uma das principais referências do letramento racial nas redes sociais brasileiras. Com mais de 1 milhão de seguidores no Instagram (@atorandredlucca), o artista produz conteúdos educativos sobre história, ancestralidade, racismo estrutural e identidade negra, levando conhecimento para milhões de pessoas e ampliando o alcance da proposta apresentada no espetáculo.
Desde 2024, Sankofa já percorreu Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento, além dos municípios de Várzea Grande, Cáceres, Alta Floresta, Santa Carmem, Vera, Sorriso, Rondonópolis e Nobres, sempre com apresentações gratuitas voltadas à comunidade escolar e à promoção do diálogo sobre diversidade, pertencimento e respeito.
ENTRETENIMENTO
ATRAÇÃO GIGANTE- Maior roda-gigante da América Latina percorre 17 mil km e chega a Cuiabá
Estrutura de 108 metros instalada no Parque Novo Mato Grosso mobilizou cinco navios, cerca de 80 caminhões e uma operação logística internacional que levou meses entre a China e a Capital
Uma verdadeira operação de guerra logística foi montada para trazer da China até Cuiabá a estrutura da maior roda-gigante da América Latina. Com 108 metros de altura, o equipamento destinado ao Parque Novo Mato Grosso percorreu mais de 17 mil quilômetros, cruzou oceanos em cinco navios e mobilizou aproximadamente 80 caminhões até chegar à capital mato-grossense.
A dimensão do empreendimento exigiu planejamento muito antes de as primeiras peças deixarem a fábrica chinesa. Foram meses de trabalho envolvendo profissionais no Brasil e na China para organizar a produção, definir a sequência dos embarques e garantir que os componentes chegassem a Mato Grosso na ordem necessária para a montagem.
A proposta para instalação da roda-gigante foi apresentada em dezembro de 2024. Desde então, a logística tornou-se um dos pontos mais complexos do projeto.
De acordo com informações divulgadas pelas empresas responsáveis pelo acompanhamento da operação, foram necessários cerca de seis meses de embarques para transportar todos os componentes.
As dimensões impressionaram até mesmo o fabricante chinês. Algumas peças eram tão grandes que não havia espaço suficiente para armazená-las no pátio da fábrica. Dessa forma, parte da estrutura precisava ser despachada logo depois de produzida para liberar espaço para a fabricação dos componentes seguintes.
CINCO NAVIOS E MAIS DE 40 CONTÊINERES
A viagem internacional foi dividida em embarques a partir do porto de Taicang, na região de Xangai, com destino ao Porto de Santos, em São Paulo.
Ao todo, cinco navios foram utilizados no transporte, sendo três preparados para cargas de grandes dimensões e outros dois de carga geral. A operação ainda contou com mais de 40 contêineres especiais.
Somente a travessia marítima consumiu aproximadamente 55 dias.
Depois de desembarcarem no Brasil, os componentes iniciaram outra etapa igualmente complexa: percorrer as rodovias brasileiras até Cuiabá.
Cerca de 80 caminhões participaram do transporte terrestre.
PEÇA DE 70 TONELADAS
Entre os maiores desafios estava o transporte do eixo central da roda-gigante. A peça possui aproximadamente 16 metros de comprimento e pesa cerca de 70 toneladas.
Para deslocá-la foram necessários estudos de engenharia, definição de rotas, caminhões-prancha especiais e autorizações para circulação.
A operação precisou considerar a capacidade de pontes, viadutos e trechos rodoviários ao longo do percurso. Em determinados pontos, também houve necessidade de escolta e controle do tráfego devido às dimensões das cargas.
O objetivo era impedir que o peso ou a altura das estruturas provocassem danos às rodovias ou encontrassem obstáculos durante o trajeto.
LOGÍSTICA MONTADA “DE TRÁS PARA FRENTE”
Outro desafio foi garantir que as peças chegassem a Cuiabá exatamente na sequência necessária.
A logística foi planejada praticamente “de trás para frente”, priorizando o envio dos componentes estruturais que precisariam ser instalados primeiro.
Caso uma peça secundária chegasse antes de determinado eixo ou componente essencial, parte da montagem poderia ficar parada aguardando um novo carregamento.
O trabalho também enfrentou as altas temperaturas do verão chinês. Parte das inspeções e do acompanhamento técnico precisou ser realizada durante a noite. Um engenheiro brasileiro participou do processo para verificar especificações antes dos embarques.
42 CABINES E ATÉ 336 PESSOAS
Quando entrar em funcionamento, a roda-gigante contará com 42 cabines, cada uma com capacidade para receber entre seis e oito passageiros.
Com isso, o equipamento poderá transportar até 336 pessoas simultaneamente.
A previsão é que cada volta dure aproximadamente 30 a 35 minutos, permitindo uma visão panorâmica da região do Parque Novo Mato Grosso e de Cuiabá.
A atração deverá se transformar em um dos principais cartões-postais do complexo e acrescentar uma nova opção de entretenimento e turismo à Capital.
Depois de cruzar mais de 17 mil quilômetros, enfrentar uma viagem marítima de quase dois meses e mobilizar dezenas de veículos e profissionais, a estrutura que começou a ser produzida do outro lado do mundo agora ganha forma no coração de Mato Grosso.
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