ECONOMIA

Programa Recicla Indústria fortalece cooperativas de catadores no Distrito Federal

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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV), celebrou dois termos de fomento voltados à modernização de cooperativas de catadoras e catadores de materiais recicláveis no Distrito federal. 

As iniciativas são executadas pelo programa Recicla Indústria, coordenado pela SEV/MDIC, e somam R$ 1,5 milhão em investimentos viabilizados por emenda parlamentar. 

A Central Nacional das Cooperativas de Trabalho de Reciclagem (CCO Nacional) definiu a Associação Recicle a Vida como polo estratégico de consolidação de cargas, em razão de sua infraestrutura operacional e de sua localização estratégica.

Nesse contexto, os recursos serão destinados à Associação Recicle a Vida e à Central das Cooperativas de Produção e/ou Serviços de Catadores de Materiais Recicláveis do Distrito Federal e Ride DF (Rede Alternativa). 

O primeiro termo de fomento prevê investimento de R$ 650 mil para fortalecer a capacidade produtiva e a eficiência logística das cooperativas associadas. Entre as ações previstas estão a aquisição e instalação de uma prensa enfardadeira com perfurador de PET, equipamento que permitirá ampliar o beneficiamento de materiais recicláveis e aumentar a competitividade econômica da cadeia da reciclagem. 

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A associação Recicle a Vida atua na coleta seletiva, triagem, beneficiamento e comercialização de materiais recicláveis e reutilizáveis, além de desenvolver ações voltadas à inclusão social, capacitação profissional e fortalecimento comunitário. 

Já o termo de fomento com a Rede Alternativa prevê investimento de R$ 850 mil para aquisição de equipamentos e contratação de serviços técnicos especializados que contribuirão para a modernização das cooperativas integrantes da rede. 

Os recursos serão destinados à elaboração de cinco planos de negócios individualizados, aquisição de empilhadeira, plataforma de triagem, esteiras de alimentação, separação e processamento de materiais recicláveis, ampliando a capacidade operacional das organizações beneficiadas. 

A iniciativa contempla diretamente as cooperativas Coopere e Cooperar Brasil, que receberão investimentos para modernização de suas estruturas produtivas, além de outras cinco cooperativas filiadas que serão apoiadas na elaboração de planos de negócios voltados ao fortalecimento da gestão e da sustentabilidade econômica.

 Para a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV/MDIC), Julia Cruz, as parcerias ampliam a capacidade produtiva, operacional e gerencial destas organizações, melhoram as condições de trabalho dos cooperados e fortalecem a economia circular. 

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“Nosso compromisso é garantir que a renda gerada na reciclagem fique com quem faz esse trabalho na ponta. As catadoras e os catadores sustentam uma atividade de enorme valor social e ambiental, e o nosso papel é criar as condições para que sejam reconhecidos e valorizados por isso”, explica. 

Economia circular

As duas parcerias integram as ações do programa Recicla Indústria, coordenado SEV/MDIC, que busca fortalecer a cadeia da reciclagem e promover a inclusão produtiva dos catadores de materiais recicláveis no contexto da economia circular.

 Os termos de fomento foram anunciados na última sexta-feira (26/9), durante visita da secretária Julia Cruz e equipe da SEV e do autor das emendas parlamentares, deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) às sedes das cooperativas.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

GT reúne setor produtivo para debater competitividade e melhoria do ambiente de negócios

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Mais de 100 representantes do setor produtivo, entidades e sociedade participaram, na quarta-feira (16/9), de reunião para apresentação dos avanços da Agenda para a Redução do Custo Brasil. Uma das novidades anunciadas foi a mudança do nome para Agenda Brasil Mais Competitivo, em norma a ser publicada.

Pela primeira vez desde a instituição do Grupo de Trabalho, a reunião foi aberta à participação do setor produtivo, de entidades representativas e da sociedade em geral. A iniciativa foi promovida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) e pela Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Durante o encontro, representantes dos ministérios responsáveis pelos setores de energia e transportes apresentaram a evolução de políticas e iniciativas relacionadas ao ciclo 2023-2025 e os principais avanços em medidas com potencial de impacto sobre o ambiente de negócios e a competitividade.

Energia, gás e logística em debate

A programação da reunião incluiu apresentações de representantes dos Ministérios de Portos e Aeroportos, dos Transportes e de Minas e Energia.

O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou a Política Nacional Setorial de Identificação Biométrica. Na sequência, o Ministério dos Transportes apresentou o Plano Nacional de Logística 2050. Pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o Departamento de Gás Natural apresentou as ações do governo federal no mercado de gás natural e sua importância para a melhoria da competitividade no Brasil.

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Também foram apresentadas iniciativas relacionadas ao setor de energia elétrica, com destaque para medidas voltadas à melhoria do sinal de preços, incluindo a Consulta Pública MME nº 218/2026, a regulamentação do curtailment e a regulamentação do Encargo de Reserva de Capacidade (Ercap), de modo a considerar o perfil de carga.

Setor produtivo participa do debate

Após as explanações foi aberto espaço para manifestações dos participantes, ampliando o diálogo entre governo, setor produtivo e entidades representativas. As manifestações destacaram gargalos, especialmente quanto a celeridade nos processos de prestação de serviços públicos, de modo a reduzir entraves que impactam diretamente a atividade produtiva.

Nova Agenda

A Agenda Brasil Mais Competitivo foi apresentada como resultado do trabalho desenvolvido nos últimos anos, especialmente na seleção das propostas que integram a carteira. Dentro do processo foram identificadas melhorias e aprimoramentos regulatórios a fim de enfrentar entraves concretos ao ambiente de negócios e que possam contribuir para o aumento da competitividade da economia brasileira.

A construção da nova carteira se deu por meio de consulta pública que contabilizou mais de 270 contribuições, resultando em novas propostas prioritárias, que se somam aos projetos remanescentes do ciclo anterior e devem ser implementadas ao longo do próximo período.

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Assim, a nova Agenda está na etapa de desenho e validação, em conjunto com os ministérios setoriais, dos planos de ação de cada projeto da carteira.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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