ECONOMIA
Novo marco do Portal Único impulsiona a modernização do comércio exterior
Dezembro se consolidou como um mês de virada para o comércio exterior brasileiro. O Portal Único deu mais um passo relevante ao avançar na transição para um modelo mais simples, integrado e eficiente de controle das operações de importação e exportação no país.
Nessa etapa, foram migrados para o Portal Único, por meio da Declaração Única de Importação (Duimp), novos tipos de operações que antes eram realizados pelo antigo módulo de Licença de Importação e Declaração de Importação (LI/DI), instrumentos utilizados no modelo anterior, conforme o cronograma oficial divulgado no Siscomex, o Sistema Integrado de Comércio Exterior do governo federal.
Ao mesmo tempo, todos os modelos de LPCOs, que abrangem licenças, permissões, certificados e outros documentos exigidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), foram integrados ao Novo Portal Único. Com isso, o Tratamento Administrativo conduzido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) passa a ser realizado de forma praticamente integral dentro da nova plataforma.
O vice-presidente da República e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, destacou que as iniciativas modernizam a forma como o Brasil importa e refletem o compromisso do governo federal com a execução do cronograma de transição para o novo modelo do comércio exterior, de forma segura, gradual e planejada.
“É mais um marco na transformação do comércio exterior brasileiro, com benefícios para o setor público, para as empresas e para a sociedade. O Portal Único se consolida como o guichê único do comércio exterior brasileiro, trazendo mais segurança e agilidade e menos burocracia para todos os operadores”, afirmou Alckmin.
Na prática, a mudança significa menos sistemas distintos, maior integração entre os órgãos públicos e regras mais padronizadas para quem opera no comércio exterior. A centralização das autorizações, a troca automática de informações e a uniformização dos procedimentos geram ganhos diretos de eficiência, reduzem incertezas e custos e tornam os processos mais previsíveis para empresas e operadores logísticos.
O avanço também melhora a comunicação entre os sistemas governamentais, diminui retrabalhos e contribui para um ambiente de negócios mais transparente, moderno e alinhado às boas práticas internacionais de facilitação do comércio.
A etapa, observadas as exceções estabelecidas, incluiu ainda o desligamento de operações específicas do modelo antigo. Entre elas estão aquelas relacionadas ao regime de Drawback Suspensão, que permite a suspensão de tributos para insumos usados na produção de bens exportados, quando realizadas no modal de transporte marítimo. Da mesma forma, as operações dos regimes Recof e Repetro, utilizados por setores industriais e de petróleo e gás, foram descontinuadas no modal de transporte aéreo. Também foram desativadas as operações sob controle do Decex que envolvem importação de material usado e exame de similaridade, tanto no transporte marítimo quanto no aéreo.
Maior integração
O Portal Único de Comércio Exterior é uma iniciativa do governo federal voltada à redução da burocracia, do tempo e dos custos nas exportações e importações brasileiras. Implementado de forma modular desde 2014, o sistema substitui gradualmente o antigo Siscomex, já processa 100 por cento das exportações e passa a contemplar também as importações.
A adoção da Duimp e de novas tecnologias desenvolvidas com o apoio do Serpro amplia a integração entre órgãos públicos e privados, permite o preenchimento único de informações, agiliza fiscalizações e pagamentos e reduz em até 99 por cento o uso de papel, tornando os processos mais rápidos, transparentes e previsíveis, com ganhos diretos de eficiência e competitividade para o comércio exterior brasileiro.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
ECONOMIA
MDIC firma parceria com Governo do Paraná e Caixa para fortalecer economia de impacto
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV), assinou dois Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) com o Governo do Paraná e a Caixa Econômica Federal para fortalecer o Sistema Nacional de Economia de Impacto (Simpacto). As assinaturas ocorreram durante o evento Impacta Mais 2026, em São Paulo.
O Simpacto é uma iniciativa ligada à Estratégia Nacional de Economia de Impacto (Enimpacto) e busca integrar políticas públicas, instrumentos financeiros e ações de apoio a empreendimentos que geram impacto social e ambiental positivo aliado ao desenvolvimento econômico.
Com a adesão do Paraná, o estado passa a ser a sétima unidade federativa a integrar o sistema e a primeira da região Sul a participar da rede.
O acordo com o governo do Paraná foi assinado na quarta-feira (20) pela secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cruz, e pelo secretário em exercício da Indústria, Comércio e Serviços do Paraná, Marlos Wilton de Andrade.
Segundo Julia, a cooperação interfederativa contribui para a consolidação da economia verde e do desenvolvimento sustentável em todo o país. “O Simpacto foi concebido dentro do MDIC demonstrando a importância de integrar a economia de impacto a linhas de financiamento, às cadeias de produção estratégicas e aos diferentes entes federativos. A economia de impacto é por natureza territorializada, específica de cada território. Não fazia sentido trabalharmos a política pública sozinhos em Brasília. O Simpacto é um sistema que precisa dos estados para que, juntos, possamos promover uma economia cada vez mais positiva do ponto de vista social, ambiental e econômico”.
Já o ACT com a Caixa Econômica Federal foi firmado hoje (21) pelo secretário-adjunto da SEV, Lucas Ramalho, e pela gerente nacional de Inovação e Negócios de Impacto da Caixa, Thayssa Gelenske.
A parceria com a Caixa prevê o desenvolvimento de linhas de crédito, instrumentos financeiros e ações de apoio a negócios de impacto em todo o país. A instituição também passará a integrar iniciativas de mentoria, aceleração e fortalecimento do ecossistema nacional de impacto.
“Ao fortalecer a economia de impacto, contribuímos para a construção de um ambiente de negócios que alia inovação e desenvolvimento econômico à geração de inclusão, renda e soluções concretas para os desafios sociais e ambientais do país”, destacou Lucas Ramalho.
As iniciativas propostas no documento estão alinhadas às diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB), da Estratégia Nacional de Economia de Impacto (Enimpacto) e da Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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