ECONOMIA
Norma define diretrizes de sustentabilidade para o programa Selo Verde
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), publicou na terça-feira (27/1) norma com diretrizes gerais de sustentabilidade e base técnica para o Programa Selo Verde Brasil, que permite certificar produtos e serviços nacionais a partir de critérios de sustentabilidade que envolvam as dimensões ambiental, social e econômica.
As diretrizes serão usadas para elaboração de outras normas técnicas de produtos e serviços sustentáveis selecionados para o programa, que depois oferecerá capacitação às cadeias produtivas desses produtos, culminando com a certificação por organismos acreditados pelo INMETRO.
“Esse trabalho nos permite sair da fase de discussão para a implementação do Selo Verde, de modo a visualizar os impactos dessa política pública na ponta, fomentando a sustentabilidade e reconhecendo as empresas que caminham nesse sentido”, afirma a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cruz.
As diretrizes foram construídas em diálogo com a sociedade, a partir de debates técnicos e de uma Consulta Pública Nacional (realizada no final do ano passado), recebendo contribuições de especialistas, representantes da indústria, empresas, pesquisadores e servidores públicos, além de cidadãos comuns.
“Os debates técnicos e a Consulta Pública Nacional conferem legitimidade, transparência e segurança técnica ao processo”, avalia o presidente da ABNT, Mario William Esper.
A norma se estrutura em três eixos: minimizar impactos negativos e maximizar impactos positivos nas dimensões ambiental, social e econômica; oferecer critérios claros e verificáveis de sustentabilidade ao longo do ciclo de vida de produtos; e serviços e fortalecer as compras públicas sustentáveis.
Mais fácil exportar
O Selo Verde Brasil é instituído por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 18 de julho de 2024. Ele busca facilitar a comercialização de produtos e serviços sustentáveis, bem como harmonizar exigências estabelecidas por governos e entes privados de outros países, que limitam o acesso de produtos e serviços brasileiros no exterior.
Nos próximos meses, comitês técnicos da ABNT devem elaborar normas específicas para os dois produtos que vão encabeçar o lançamento do Selo Verde Brasil: chapas laminadas de alumínio e polímeros de eteno de fonte renovável – esses últimos utilizados para produzir sacolas recicláveis, filmes e outros materiais sustentáveis, em substituição ao fabricados atualmente com plástico convencional de matriz fóssil.
“Está próximo o momento de implementar o Programa integralmente, para que possamos ver os impactos reais dessa política pública que permitirá fomentar cada vez mais produtos e serviços a partir de uma matriz sustentável, e reconhecendo as empresas e empreendimentos que caminham nesse sentido”, afirma a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cruz.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
ECONOMIA
MDIC participa de missão internacional no Reino Unido sobre descarbonização industrial de portos
A secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Julia Cruz, chefiou a delegação brasileira na Missão Técnica Estratégica ao Reino Unido: Descarbonização Industrial de Portos, realizada entre os dias 11 e 15 de maio, no âmbito do projeto Cluster Initiative, promovido pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO).
A iniciativa reuniu representantes do Brasil e do Reino Unido para debater soluções voltadas à transição energética, à redução das emissões industriais e ao desenvolvimento de infraestrutura sustentável em portos e clusters industriais estratégicos.
Durante a missão, foram promovidas apresentações técnicas, workshops e visitas a polos industriais britânicos nas regiões de North West, Pembroke e Londres. A programação abordou temas como hidrogênio verde, logística sustentável, políticas públicas de descarbonização e cooperação internacional para modernização industrial.
A agenda também fortaleceu as plataformas de cooperação ID Hub e H2 Hub Brasil–Reino Unido, voltadas ao intercâmbio de conhecimento e à construção de estratégias conjuntas para acelerar a descarbonização industrial.
Segundo a secretária Julia Cruz, a participação brasileira em iniciativas internacionais amplia o diálogo sobre desenvolvimento sustentável e fortalece a busca por soluções inovadoras para os desafios climáticos.
“A troca de experiências a respeito dos caminhos e políticas de transição energética é fundamental para construirmos estratégias de descarbonização eficientes e adequadas aos contextos dos diferentes países e, principalmente, alinhadas a um projeto de competitividade”, destacou.
A missão técnica integra os esforços do Governo Federal voltados à geração de competitividade para a indústria nacional a partir da redução das emissões de gases de efeito estufa e ao fortalecimento de uma economia de baixo carbono, considerada uma das principais agendas globais para os próximos anos.
Para Julia Cruz, os portos têm papel estratégico nesse processo por concentrarem atividades logísticas, industriais e energéticas, além de serem fundamentais para a implementação de corredores verdes e novas cadeias produtivas sustentáveis.
A participação brasileira no encontro também reforça o compromisso do país com políticas públicas voltadas à transição energética, à inovação industrial e à cooperação internacional para o desenvolvimento sustentável.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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