ECONOMIA

Bahia recebe oficinas da PNCE para promover exportações do estado

O fortalecimento das exportações de micro, pequenas e médias empresas baianas será o foco das oficinas da Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE) programadas para 12 e 13 de março em Salvador (BA). A iniciativa reúne o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o governo estadual e parceiros nacionais e regionais para discutir estratégias voltadas à ampliação da presença de empresas locais no comércio internacional.

A PNCE prevê a elaboração dos Planos Estaduais de Promoção da Cultura Exportadora, instrumentos construídos em parceria com governos estaduais e instituições locais para identificar desafios, definir estratégias e coordenar ações voltadas ao fortalecimento das exportações.

“A construção colaborativa desses planos alinha esforços federais e regionais para responder às necessidades locais e interiorizar o comércio exterior, ampliando a base exportadora e levando os benefícios do comércio exterior a mais locais, empresas e famílias”, afirma a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

As oficinas serão presenciais na sede do Banco do Nordeste (BNB), sob coordenação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), que preside o Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora (CNPCE), em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) da Bahia.

Os participantes irão analisar o contexto local, definir estratégias e detalhar informações para a elaboração do Plano Estadual de Promoção da Cultura Exportadora. Cerca de 30 técnicos de instituições federais e estaduais devem participar.

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“Além de conceder protagonismo aos estados, a construção colaborativa dos planos estaduais da PNCE une exercícios de inteligência comercial da Secex ao conhecimento estratégico dos atores locais, elemento essencial para que o plano reflita as vocações produtivas e necessidades regionais e para que sua posterior implementação pelo estado seja mais efetiva e bem-sucedida”, destacou Janaína Silva, diretora de Promoção das Exportações e Facilitação do Comércio do MDIC.

Em 2025, a Bahia exportou US$ 11,6 bilhões e registrou recorde no número de empresas exportadoras, com 583 empresas vendendo para o exterior. Desse total, 189 eram micro e pequenas empresas. Entre os principais produtos exportados estão soja, óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, celulose, ouro não monetário, algodão, café e cacau. Os principais destinos foram China, Canadá, Estados Unidos, Singapura, Argentina e Panamá.

PNCE

Instituída em 2023 pelo governo federal, a Política Nacional de Cultura Exportadora conta com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e busca promover a cultura exportadora no Brasil de forma coordenada e estruturada, estimulando a participação de governos estaduais e de instituições públicas e privadas ligadas ao comércio exterior.

A construção dos planos estaduais começou em 2023 com projeto-piloto no Pará. Em 2024, avançou para Pernambuco e Rondônia. Em 2025, os trabalhos ocorreram em Mato Grosso, Tocantins, Amapá e Espírito Santo. Para o primeiro semestre de 2026, está prevista a elaboração dos planos estaduais da Bahia, Piauí e Roraima.

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A Política conta tem um Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora presidido pelo MDIC e integrado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA); Ministério das Relações Exteriores (MRE); Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA); Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). 

colegiado conta, ainda, com a participação de todos os estados da federação e do Distrito Federal, além doMinistério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco do Brasil (BB), da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios), da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), da Confederação Nacional de Serviços (CNS), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP)..

Saiba mais em PNCE.

 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

MDIC participa de missão internacional no Reino Unido sobre descarbonização industrial de portos

A secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Julia Cruz, chefiou a delegação brasileira na Missão Técnica Estratégica ao Reino Unido: Descarbonização Industrial de Portos, realizada entre os dias 11 e 15 de maio, no âmbito do projeto Cluster Initiative, promovido pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO).

A iniciativa reuniu representantes do Brasil e do Reino Unido para debater soluções voltadas à transição energética, à redução das emissões industriais e ao desenvolvimento de infraestrutura sustentável em portos e clusters industriais estratégicos.

Durante a missão, foram promovidas apresentações técnicas, workshops e visitas a polos industriais britânicos nas regiões de North West, Pembroke e Londres. A programação abordou temas como hidrogênio verde, logística sustentável, políticas públicas de descarbonização e cooperação internacional para modernização industrial.

A agenda também fortaleceu as plataformas de cooperação ID Hub e H2 Hub Brasil–Reino Unido, voltadas ao intercâmbio de conhecimento e à construção de estratégias conjuntas para acelerar a descarbonização industrial.

Segundo a secretária Julia Cruz, a participação brasileira em iniciativas internacionais amplia o diálogo sobre desenvolvimento sustentável e fortalece a busca por soluções inovadoras para os desafios climáticos.

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“A troca de experiências a respeito dos caminhos e políticas de transição energética é fundamental para construirmos estratégias de descarbonização eficientes e adequadas aos contextos dos diferentes países e, principalmente, alinhadas a um projeto de competitividade”, destacou.

A missão técnica integra os esforços do Governo Federal voltados à geração de competitividade para a indústria nacional a partir da redução das emissões de gases de efeito estufa e ao fortalecimento de uma economia de baixo carbono, considerada uma das principais agendas globais para os próximos anos.

Para Julia Cruz, os portos têm papel estratégico nesse processo por concentrarem atividades logísticas, industriais e energéticas, além de serem fundamentais para a implementação de corredores verdes e novas cadeias produtivas sustentáveis.

A participação brasileira no encontro também reforça o compromisso do país com políticas públicas voltadas à transição energética, à inovação industrial e à cooperação internacional para o desenvolvimento sustentável.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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