CUIABÁ

Representantes de órgãos institucionais discutem atribuições relativas ao destino de animais de grande porte nas ruas

Embora permaneça no senso comum a responsabilidade da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), antes denominada Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), sobre a captura, abrigamento, tratamento e destinação de animais de grande porte em vias públicas, isso é coisa do passado. Nesta semana, representantes de órgãos governamentais das esferas Municipal, Estadual e Federal, a convite da Vigilância em Saúde, se reuniram no auditório da UVZ de Cuiabá, para dar encaminhamento aos aspectos necessários para solucionar os problemas decorrentes de tal situação.

Como resultado, foi criado um grupo de trabalho para estabelecer a matriz de atribuições e responsabilidades, de forma a subsidiar a criação da política municipal para essa questão do abandono de cavalos/animais de grande porte no perímetro urbano do município de Cuiabá, lembrando que a criação de animais do tipo, em área urbana é proibida por legislação municipal.

“O objetivo foi ouvir das entidades presentes as ações a serem compartilhadas, em cooperação técnica,  para definir os procedimentos intersetoriais a serem adotados quanto aos animais, mas também aos charreteiros”, explicou o coordenador de Vigilância em Saúde, Benedito Oscar de Campos.

Leia Também:  Semob faz nova interdição na Av. Miguel Sutil para obras no Complexo Viário Leblon

Campos fez um relato das ações atribuídas ao antigo Centro de Controle de Zoonoses, relacionadas à presença de animais de grande porte nas ruas. Com a mudança, em 2014, na Política Nacional de Vigilância de Zoonoses, a questão citada passou a ser transversal envolvendo todas as esferas de governo intersetorialmente.

“Há 30 anos esse local (onde está a UVZ) ficava na zona rural, distante do centro da cidade. Hoje devido ao crescimento urbano, estamos dentro desse perímetro e com as novas diretrizes de vigilância de zoonoses no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), tornou-se necessário chegar a um denominador comum, com o envolvimento dos demais órgãos governamentais, pois todos os envolvidos sofrem com a pressão da população”, pontuou o coordenador de Vigilância em Saúde.

Para Beatriz Del’Isola, diretora de Bem Estar Animal da Secretaria de Meio Ambiente de Cuiabá, foi uma reunião produtiva que trará resultados para a população. “Tivemos informações de coisas que não sabíamos e a diretoria de Bem Estar Animal está disponível para pegar novamente a competência em relação aos cavalos e está à disposição também para ajudar em todas as demandas e fazer um orientativo quando chegar um animal de grande porte”, destacou.

Leia Também:  Expediente na Prefeitura de Cuiabá será suspenso na quinta-feira (02) e sexta-feira (03)

“Tivemos uma reunião marcada pela preocupação sobre um tema que é muito sensível e que precisa ser melhor debatido. Um grupo de trabalho precisa ser instituído, integrando instituições públicas, técnicos de saúde, técnicos de sanidade animal, segurança pública, ONGs, para definir o papel e responsabilidade dos atores envolvidos. Caso necessário poderão sugerir aprimoramento da legislação municipal para resguardar o Bem Estar Animal e a Saúde Única”, disse Aruaque Lotufo Ferraz de Oliveira, gerente de Sanidade Equídea do Indea-MT.

Participaram da reunião no auditório da Unidade de Vigilância de Zoonoses, os representantes da Diretoria do Bem Estar Animal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, da Cavalaria da Polícia Militar, da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, da Secretaria Municipal de Ordem Pública, da Secretaria Municipal de Trabalho, do INDEA- MT, do Conselho Regional de Medicina Veterinária além dos anfitriões da Vigilância em Saúde/ Secretaria Municipal de Saúde.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

Propaganda

CUIABÁ

Prefeitura aplica R$ 37,6 mil em multas e inicia limpeza em condomínio abandonado

A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade, nesta segunda-feira (8), à Operação Escudo Urbano, que interditou preventivamente um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.

Durante a fiscalização, foram lavrados autos de infração que somam R$ 37,6 mil em razão das irregularidades encontradas no imóvel. As equipes também iniciaram os serviços de limpeza e remoção de resíduos acumulados no local. Os custos das intervenções serão cobrados dos proprietários do condomínio.

A Energisa Mato Grosso realizou a retirada de cabos e fiações em desuso, além do desligamento de pontos de energia existentes nas edificações, como medida de segurança e para eliminar riscos decorrentes do abandono do empreendimento.

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, explicou que a ação foi motivada pelas condições críticas encontradas no condomínio e pelos riscos à saúde pública e à segurança da população. “Trata-se de um imóvel cuja estrutura está bastante comprometida. A Defesa Civil já havia elaborado um laudo anterior condenando a edificação e, agora, com o acesso ao condomínio, constatamos que a situação é ainda mais urgente. Encontramos focos e condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, além da presença de morcegos, pombos e escorpiões. Estamos atuando no momento adequado para evitar que o local se transforme em um problema ainda maior para a saúde pública”, afirmou.

Leia Também:  Sugestão de Pauta: Aula inaugural marca o início do Ano Letivo 2022 na rede pública municipal de ensino

A secretária reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa operação. Também vamos encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para avaliação de medidas judiciais, porque ações pontuais não resolvem definitivamente o problema se não houver manutenção contínua”, acrescentou.

O diretor da Defesa Civil, capitão do CBMMT Marcelo Cerqueira, informou que o primeiro relatório técnico sobre o condomínio foi elaborado em dezembro de 2025. Na ocasião, as equipes não conseguiram acessar o interior do imóvel porque o local estava fechado. “Agora conseguimos entrar e verificamos uma situação preocupante. O condomínio possui 30 imóveis, e vários deles apresentam estruturas avariadas, além de grande acúmulo de lixo. A Limpurb já iniciou uma intervenção para melhorar as condições do ambiente, e vamos concluir o relatório técnico para subsidiar as providências necessárias por parte dos órgãos competentes”, explicou.

A Vigilância em Saúde Ambiental também participou da operação para identificar fatores que favorecem a presença de vetores de doenças e animais sinantrópicos. Segundo o biólogo Jesse Martins, a principal medida recomendada para o local é o manejo ambiental. “O controle químico não é indicado para esse tipo de situação. O mais eficaz é a eliminação dos abrigos e focos que favorecem a permanência desses animais. Encontramos vestígios de morcegos e também algumas larvas, que serão encaminhadas para análise laboratorial e identificação”, informou.

Leia Também:  Prefeitura apresenta potencial turístico e cultural de Cuiabá em amplo estande na FIT Pantanal 2023

Durante a vistoria, a Secretaria Municipal de Ordem Pública lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado por lote não limpo, existência de criadouros de vetores e abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. Já o segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido em razão da existência de criadouros de vetores, abandono do imóvel, risco estrutural grave e utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.

Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA