CUIABÁ

Presidente da Câmara prospecta projeto de inovação em parceria com o Instituto Senai de Tecnologia


Walfredo Rafael- Secom Câmara

&nbspJuca elogiou a estrutura do Instituto e destacou que pretende continuar as tratativas para futuros projetos.

Nesta quarta-feira (9) o presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Juca do Guaraná Filho (MDB) esteve no Instituto Senai de Tecnologia em Mato Grosso. O objetivo do encontro foi conhecer a estrutura local e prospectar uma parceria para a instauração de projetos que beneficiem a população cuiabana.

Durante a visita, os representantes do Senai apresentaram todo espaço ao presidente, começando pela triagem e recepção de amostras, laboratórios de: microbiologia físico químico construção civil e cerâmica norma de desempenho e Tech Hub.

O parlamentar elogiou a estrutura do Instituto e destacou que pretende continuar as tratativas para projetos que integrem a Casa de Leis e o Senai.

“Fiquei bastante impressionado com tudo o que vi aqui, com a organização e com a forma que eles trabalham. Tudo que vier para melhorar a vida das pessoas, dos empresários, a Câmara tem que estar presente. Agradeço o convite da equipe do Instituto e quero dizer que podem contar com a Câmara Municipal de Cuiabá”, afirmou Juca.

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O Instituto está selecionando propostas para o apoio financeiro a Centros de Inovação. O objetivo propiciar a concessão de recursos financeiros não reembolsáveis destinados aos centros. Conforme o edital, “órgão ou entidades da Administração Pública direta ou indireta de qualquer esfera de governo responsável pela execução gerencial e financeira do projeto”, são elegíveis para participar da seleção.

A gerente do Instituto, Layla Texeira, explicou de que forma o Legislativo poderia ser beneficiado com essa parceria.

“A nossa intenção foi mostrar o que nós temos de potencialidade para toda a sociedade, para as empresas de Cuiabá e Mato Grosso e, principalmente, nos aproximar para que possamos fazer o desenvolvimento de um Centro de Inovação, que será submetido a um edital, mostrando que é possível ter uma área de inovação e tecnologia para atender a comunidade”, explicou a gerente.

A coordenadora de inovação, Elena Paiva, comentou sobre a importância do projeto. “O Centro de Inovação no Instituto Senai de Tecnologia tem como pilar desenvolver novos negócios, startups e fomentar a inovação em nosso Estado”, comentou a coordenadora.

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Também esteve presente, durante a visita, o consultor de Tecnologia e Inovação, Luiz Augusto Oliveira.

Secom Câmara

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CUIABÁ

Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça

Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.

O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.

Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.

A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.

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“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.

Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.

“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.

Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.

Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.

“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.

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O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.

Ação na Justiça

A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.

Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.

Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.

No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.

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