CUIABÁ
Prefeitura entrega cobertores e filtros a indígenas Warao em Cuiabá
Com a chegada da frente fria em Cuiabá, a Prefeitura intensificou nesta terça-feira (19) o atendimento social às famílias indígenas venezuelanas da etnia Warao que vivem na comunidade Pequizeiro, na região do Nova Esperança. Durante a ação coordenada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, foram entregues 98 cobertores e 25 filtros de barro para cerca de 25 famílias, totalizando aproximadamente 100 pessoas.
A iniciativa foi realizada após pedido da cacique Hernaida Ribeiro Estrela, líder da comunidade, que relatou a preocupação com crianças e idosos expostos às baixas temperaturas dos últimos dias. Segundo ela, a solicitação foi feita diretamente à equipe da assistência social diante da necessidade urgente de proteção contra o frio. “Vendo o frio intenso que faz aqui e olhando para as crianças que estavam sem cobertor, eu senti a dor delas e falei com o assistente social para que nos ajudasse com cobertores, para dar um abrigo tanto para as crianças quanto para os mais velhos”, afirmou a líder indígena. Ela também agradeceu o atendimento realizado pela Prefeitura de Cuiabá e destacou a continuidade do acompanhamento social prestado às famílias Warao.
Hernaida explicou que a comunidade é originária do estado de Delta Amacuro, na Venezuela, e chegou ao Brasil passando por Roraima até se estabelecer em Mato Grosso. Segundo ela, os indígenas vivem há nove anos no estado e há cerca de um ano estão instalados na comunidade Pequizeiro, após passarem por bairros como Tijucal, Coxipó e Nova Esperança.
Além da entrega dos itens, a comunidade também apresentou outras demandas durante a visita. A principal delas foi o pedido de apoio para a realização periódica da coleta de lixo na região, devido ao acúmulo de resíduos nas proximidades das moradias. Em resposta, a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, informou que irá dialogar com a direção da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) para avaliar a possibilidade de instalação de um contêiner no local, medida que deve facilitar o descarte adequado dos resíduos e a posterior coleta do material.
A vice-cacique Malvília também apresentou uma demanda ligada aos costumes tradicionais da comunidade. Segundo ela, muitas famílias mantêm o hábito cultural de dormir em redes, prática preservada desde o período em que viviam na Venezuela. “Nós precisamos muito de redes para cada família, pois as crianças estão acostumadas a dormir em rede”, relatou. Diante da solicitação, a Secretaria Municipal de Assistência Social informou que irá avaliar alternativas e possíveis parcerias para atender a demanda apresentada pela comunidade.
De acordo com a gerente do CRAS Getúlio Vargas, Andrielly Karine Ferreira da Silva Guidini, a ação foi organizada após comunicação feita pela secretária Hélida na noite de segunda-feira (18), diante da mudança brusca de temperatura registrada na capital. Ela explicou que as famílias já são acompanhadas pela rede socioassistencial do município desde 2021. “Todos estão inseridos no Cadastro Único, quase todas as famílias recebem o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de serem assistidos pela Secretaria Municipal de Assistência Social de forma contínua, com entrega de cesta básica, caixas de leite e outros benefícios eventuais”, informou.
A secretária Hélida Vilela ressaltou que o atendimento à comunidade ocorre por meio do CRAS Getúlio Vargas, responsável pela região do Pequizeiro. Segundo ela, além das ações emergenciais, o município desenvolve outras iniciativas voltadas à inclusão social e ao fortalecimento da autonomia das famílias indígenas. “Nós temos outros projetos e ações para fortalecer a inclusão dessas famílias por meio da oferta de emprego e de outros serviços da nossa rede. Os indígenas Warao já foram cadastrados e estão incluídos no sorteio de casas cuiabanas”, afirmou a secretária.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto
Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.
Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.
A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.
“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.
No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.
Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.
Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.
“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.
A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.
A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.
“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.
Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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