CUIABÁ

Emanuel se reúne com secretariado para definir entregas e lançamentos no aniversário de Cuiabá

Por meio de reuniões realizadas durante esta semana com todo secretariado, o prefeito Emanuel Pinheiro definiu parte da programação voltada para celebração do aniversário de Cuiabá. Para comemorar os 304 anos de fundação da capital mato-grossense, o gestor determinou a criação de um calendário de entregas e lançamentos, que passa a ser colocado em prática na próxima semana.

Entre as ações, decididas na reunião de terça-feira (21), que já constam na lista de presentes à população cuiabana está a inauguração da 1ª etapa da Avenida Contorno Leste. A previsão é que, durante o mês de abril, aproximadamente 6,5 quilômetros da via sejam liberados para o uso. Neste momento, cerca de cinco quilômetros estão prontos e, ao mesmo tempo, o trabalho avança para o 1,5 quilômetro restante.

Igualmente, está no planejamento montado pelo prefeito, a inauguração da 1ª etapa da obra de ampliação e requalificação do Mercado Varejista Antônio Moisés Nadaf (Mercado do Porto). No início deste mês, mais de 140 permissionários receberam as chaves das novas instalações. Além disso, a área da educação também será beneficiada na programação, com a entrega de cinco novas unidades de ensino.

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“Nesta semana definimos as principais ações que se iniciam já na próxima segunda-feira (27) e se estendem até meados de maio. Vamos nos reunir outras vezes para finalizarmos a programação contando com a contribuição de todas as pastas. Por exemplo, já temos pelo menos mais sete praças para entregar a moradores de diferentes bairros. Nossa gestão é apaixonada por Cuiabá e não poupamos esforços para celebrar essa data tão importante com ações que beneficiam diretamente nosso povo”, comenta o prefeito Emanuel Pinheiro.

Dentro da extensa programação está ainda o lançamento do programa “Cuiabanco”, que disponibilizará linha de crédito para micro e pequenos empreendedores, com juros zero. Outra iniciativa que será lançada é o “Cuiabá de Prato Cheio”, idealizado pela primeira-dama Marcia Pinheiro e que ;subsidia até 80% dos valores das refeições fornecidas pelos restaurantes credenciados às pessoas em vulnerabilidade social.

“Definimos que a área da assistência social e do fomento ao empreendedorismo, que possuem grande participação da primeira-dama Marcia Pinheiro, também será incluída nessa programação. Ou seja, estamos montando um cronograma completo, que irá alcançar todas as áreas e, principalmente, beneficiará a população de todas as regiões da nossa amada Cuiabá”, afirma Emanuel Pinheiro.

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“Por ser uma data tão importante para nossa cidade, decidi pessoalmente organizar o cronograma de entregas e de eventos para o aniversário de Cuiabá. A população cuiabana merece esse presente! Estamos cada dia avançando mais em melhorias em infraestrutura e mobilidade urbana da capital, mas sempre primando pela justiça social, trabalhando sempre para os mais carentes, para os que mais necessitam da nossa gestão”, finaliza. ;

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Prefeito suspende por decreto aprovação de lotes abaixo de 200 m² e medida vai parar na Justiça

Especialista em Direito Imobiliário e Diretor Jurídico do CRECI/MT, afirma que prefeito não pode suspender efeitos de lei municipal por ato do Executivo

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou decreto suspendendo, por tempo indeterminado, a aprovação de novos projetos de loteamento e desmembramento que prevejam lotes com menos de 200 m² e frente inferior a 10 metros. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município que circulou na quinta-feira (25) e já é alvo de uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade proposta pelo MDB, atendendo solicitação o Pré Candidato a Deputado Federal, CLAUDECIR CONTTREIRA.

O Decreto nº 12.169/2026 determina que a Prefeitura deixe de analisar, emitir diretrizes e aprovar projetos que não atendam aos novos parâmetros até que entre em vigor uma nova legislação urbanística municipal. Na prática, ficam suspensas aprovações que hoje são permitidas pela Lei Complementar nº 389/2015, que estabelece área mínima de 180 m² para os lotes.

Embora o decreto afirme que a lei continua em vigor e que a suspensão tem caráter temporário, a medida impede a aplicação prática da legislação vigente aos processos em andamento e aos novos pedidos protocolados no município.

A constitucionalidade do decreto é contestada pelo advogado especialista em Direito Imobiliário e Direito Condominial, Miguel Zaim. Segundo ele, o prefeito não pode, por decreto, restringir a eficácia de uma norma aprovada pelo Poder Legislativo.

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“À primeira vista, eu vejo que esse decreto é inconstitucional. O prefeito não pode legislar por decreto ou suspender a eficácia de uma norma que está em vigor. Para alterar essa regra é necessária outra lei, debatida e aprovada pela Câmara Municipal”, afirmou.

Na avaliação do especialista, a administração municipal extrapolou sua competência administrativa ao editar um ato que, na prática, modifica a aplicação da legislação urbanística.

“O prefeito é chefe do Poder Executivo e exerce função administrativa. Se pretende alterar os parâmetros definidos em lei, deve encaminhar um projeto ao Legislativo. Não pode retirar a eficácia de uma norma em vigor por meio de decreto”, disse.

Miguel Zaim também afirma que a mudança tende a provocar impactos econômicos no mercado imobiliário e no acesso da população à moradia.

Segundo ele, a exigência de terrenos maiores reduz o número de lotes que podem ser implantados em cada empreendimento, aumentando os custos de produção e, consequentemente, o preço final dos imóveis.

“Vai encarecer os terrenos, dificultar o acesso à moradia para as famílias de menor renda e também afastar investimentos. Outras cidades de Mato Grosso adotam lotes mínimos de 180 m² justamente para ampliar o acesso à habitação de forma organizada e urbanizada”, afirmou.

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O advogado acrescenta que o aumento da metragem mínima também pode elevar o valor dos financiamentos habitacionais e reduzir a competitividade de Cuiabá em relação a outros municípios, tendo em vista que as grandes construtoras deverão desistir de investimentos na capital.

Ação na Justiça

A legalidade do decreto também será analisada pelo Judiciário. O MDB ingressou com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade questionando a medida adotada pelo prefeito.

Entre os argumentos apresentados está o de que o Executivo teria “inovado” na ordem jurídica por meio de decreto, criando restrições não previstas na legislação municipal e suspendendo, de forma indireta, os efeitos de uma lei que permanece vigente.

Anteriormente, no início de maio, Abilio chegou a encaminhar o projeto à Câmara de Vereadores, em regime de urgência, para aplicar as novas medições.

No entanto, o Executivo pediu o projeto de volta, suspendendo a tramitação, para novas discussões sobre o assunto. Ainda não há previsão para que a proposta cumpra o rito legal e seja votada pelos vereadores.

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