CUIABÁ

Edna denuncia miséria de indígenas e cobra políticas para imigrantes

A situação de miséria que atinge os cerca de 150 indígenas da etnia indígena Warao, originários da Venezuela e que residem na capital, foi tema da tribuna livre na Câmara Municipal nesta terça-feira (18), na qual o padre e&nbsp antropólogo Aloir Pacini denunciou as condições de vida desta população totalmente desamparada pelo poder público.
O religioso&nbsp denunciou a morte de três crianças da etnia, ocorridas em 2022, vítimas de desnutrição e das más condições nas quais vivem atualmente.
“Os Warao têm dito que precisam de espaço para as crianças e que elas ficam doentes devido ao confinamento em que vivem. Venho aqui propor que não falemos em problemas dos Warao, dos haitianos, venezuelanos, mas sim da oportunidade que temos de construir uma aldeia em nossa cidade, criar um espaço bonito para que, quando alguém chegar de fora, possa conhecer uma etnia indígena, sua história, seus artefatos”, disse ele.
O religioso compareceu a convite da vereadora Edna Sampaio (PT) e foi acompanhado do padre&nbsp jesuíta José Miguel Clemente Clavijo, que também presta serviço aos Warao.&nbsp&nbsp
Pacini explicou que os indígenas estão desde 2020 em Cuiabá, e primeiramente, ficaram alojados, em condições precárias, no entorno da rodoviária da capital, de onde foram retirados pela Prefeitura e levados para uma casa no bairro Parque Cuiabá, porém não foi oferecido a eles nenhum tipo de atendimento ou serviço.
Os indígenas reivindicam moradia. No final do mês passado, eles participaram de uma reunião juntamente com a vereadora&nbsp Edna na Superintendência do Patrimônio da União (SPU) para pedir que sejam cedidos imóveis da União para abrigar as famílias.
Pacini destacou também a importância de investir em educação, construindo uma escola onde os indígenas possam ser educados de acordo com a sua cultura, e de valorizar Cuiabá como uma cidade com ancestralidade indígena,&nbsp a da etnia Boe Bororo, que foi dizimada pelos bandeirantes.&nbsp
“Agora temos a oportunidade de refazer nossa história, construir uma aldeia no meio da nossa cidade, onde eles possam mostrar sua qualidade, o que é específico desta etnia. Temos como fazer isso por meio da Prefeitura, Câmara de vereadores e dos órgãos públicos. Pois é feio, humilhante para nós saber que tratamos assim os povos indígenas”, salientou.
A parlamentar cobrou do executivo a implementação da política municipal para imigrantes, aprovada em 2021 na capital, a qual prevê políticas públicas de proteção a esta população.
“Aqui as leis são aprovadas e solenemente ignoradas. Se tivéssemos a preocupação&nbsp com a legislação aprovada nesta Casa, teríamos um centro de atendimento a migrantes,&nbsp um conselho municipal do imigrante e políticas públicas voltadas a esta população, que sofre e produz aqui um verdadeira calamidade humanitária”, disse a vereadora.
“Diante disso, me sinto ainda mais incomodada com a frase que diz que o executivo municipal faz um governo humanitário, que cuida das pessoas, pois são tantas as pessoas abandonadas, sem qualquer apoio, auxílio. Estamos falando de migrantes, mas poderíamos falar também da população em situação de rua, das&nbsp pessoas que dependem do poder público municipal e estadual. É lamentável que nos encontremos nessa situação”.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Mulheres do Projeto Lutadoras iniciam jornada de defesa pessoal e fortalecimento em Cuiabá

O primeiro dia de aulas gratuitas de defesa pessoal para as alunas do Projeto Lutadoras, na Secretaria da Mulher, nesta segunda-feira (20), foi marcado por acolhimento e conscientização. Nesta semana, o projeto inicia atividades em todas as unidades distribuídas por Cuiabá, reunindo 866 mulheres inscritas em uma das maiores edições já realizadas.

Sob as instruções do profissional de educação física e faixa-preta de jiu-jítsu Gilson de Oliveira, as alunas receberam orientações. Ele explicou que o trabalho começa antes mesmo das técnicas. “Hoje fizemos um acolhimento, falando sobre o que é o abuso, quais enfrentamentos existem dentro de casa e na rua e como evitar que a situação aconteça. Esse é o primeiro momento do treinamento”, afirmou.

De acordo com Gilson de Oliveira, nas próximas aulas serão trabalhados condicionamento físico, técnicas de aproximação e afastamento e alguns golpes específicos. “O principal é mostrar como evitar a situação e dar condições para que a mulher saia dela, caso aconteça, e saiba para quem ligar e como pedir ajuda.”

Para Eduarda Butakka, diretora de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria da Mulher de Cuiabá, a preparação também tem efeito preventivo. “Quando o agressor sabe que a mulher está preparada para se defender, ele pensa duas vezes. Uma mulher preparada tem mais meios de se proteger.”

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Entre as participantes, o sentimento é de entusiasmo e fortalecimento. A servidora Roserlene Ciqueira, professora da rede municipal, resume o novo momento: “Agora sou lutadora. Lutando para ter qualidade de vida e equilíbrio no corpo físico e mental.”

Ela convidou as mulheres a participar e destacou que o aprendizado começa na prevenção. “Quando a violência começa, seja psicológica ou física, precisamos evitar o confronto. Mas, se for necessário, precisamos saber nos defender e também pedir ajuda.”

Moradora do bairro Baú e trabalhadora do comércio, Glaucileia Basana afirmou que gostou muito da aula. Segundo ela, mesmo sem experiência, já aprendeu dois golpes. “É uma aula prática, e o professor ensina de uma forma que a gente aprende de primeira. Conheci o projeto pelas redes sociais da Prefeitura e estou aqui. Achei muito interessante, principalmente pela violência que as mulheres sofrem. É uma forma de ter mais segurança para andar pela cidade”, contou.

Para 2026, o projeto foi ampliado com a criação de 32 novas turmas, distribuídas em 16 polos nas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste da capital, com duas turmas por unidade e média de 60 alunas por polo. As participantes frequentarão os polos e horários escolhidos no ato da inscrição. As inscritas na Praça Rachid Jaudy e no Centro de Referência da Mulher terão aulas na Secretaria da Mulher, conforme informado previamente.

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O projeto é realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, liderada pela secretária Hadassah Suzannah. Idealizada pela primeira-dama Samantha Iris, a iniciativa se transformou em uma política pública permanente de fortalecimento e proteção às mulheres da capital.

A instrutora faixa-preta de jiu-jítsu Polyanna Souza de Araújo afirmou que a base de suas aulas é o jiu-jítsu, modalidade que permite imobilizações e técnicas de defesa mesmo contra adversários fisicamente mais fortes. “O foco principal é imobilizar e se defender. A mulher precisa estar preparada para reagir, se for necessário”, ressaltou.

Além de técnicas de jiu-jítsu, nas diferentes unidades as alunas terão aulas de judô, taekwondo, wrestling, capoeira, muay thai, kickboxing e karatê. A iniciativa se consolida como estratégia de prevenção à violência contra a mulher, indo além da prática esportiva ao promover segurança, saúde física, equilíbrio emocional e fortalecimento da autoestima.

A Secretaria Municipal da Mulher informa que, nesta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, não haverá aulas nos polos. Na quarta-feira e na quinta-feira, as atividades seguem normalmente. Clique AQUI e veja onde será sua jornada

https://cuiaba.mt.gov.br/storage/webdisco/2026/04/17/outros/2026-04-17-22-36-planilha-completa-com-todos-os-nomes-das-lutadoras-69e2ee197e092.pdf

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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