CUIABÁ
Campanha de vacinação passará a exigir laudo ou receita médica dos imunossuprimidos para aplicação da quarta dose
Tendo em vista as particularidades que envolvem a campanha de vacinação contra o coronavírus, a equipe da coordenação decidiu que para receber a quarta dose, exclusiva para imunossuprimidos, será necessário a apresentação do laudo médico constatando a imunossupressão ou a receita médica de um dos medicamentos que o Ministério da Saúde autorizou.
A coordenadora da campanha, Valéria de Oliveira, explica o porquê desta decisão. “Atualmente temos várias unidades de saúde realizando a vacinação dos adultos e adolescentes, desde a primeira até a quarta dose e muitas dúvidas têm vindo à tona durante este processo. Decidimos solicitar que os imunossuprimidos que precisam tomar a quarta dose apresentem o laudo ou a receita médica para que possamos padronizar o atendimento em todas as nossas unidades e para que não haja mais dúvidas em relação a este grupo”, disse Valéria.
Ela explicou que entre situações que estão ocorrendo estão pessoas com comorbidades, mas que não são imunossuprimidos tentando tomar a quarta dose. Outro problema são pessoas que tomaram as vacinas dentro de faixa etária, sem mencionar a imunossupressão, mas que por serem imunossuprimidos têm direito de receber a quarta dose. A mesma situação ocorre para pessoas que foram vacinadas dentro de grupos por profissão, como por exemplo, profissionais da Saúde, da Educação, mas que são imunossuprimidos. Além disso existem aqueles que se tornaram imunossuprimidos ao longo do ano, por terem adquirido alguma imunodeficiência, por terem começado tratamento contra câncer, entre outras situações.
“Por serem muitos casos diferentes e muitas dúvidas, optamos por solicitar o laudo. Gostaríamos de pedir às pessoas que entendam a nossa decisão e colaborem com as equipes de vacinação, pois procuramos seguir à risca as determinações do Ministério da Saúde para darmos prosseguimento à campanha de vacinação da maneira mais clara possível e sempre com muita responsabilidade”, concluiu.
Segue abaixo a lista dos imunossuprimidos, que têm direito a tomar a quarta dose e a lista dos medicamentos autorizados:
ALTO GRAU DE IMUNOSSUPRESSÃO
• IMUNODEFICIÊNCIA GRAVE
• QUIMIOTERAPIA PARA CÂNCER
• TRANSPLANTADOS DE ORGÃO SÓLIDO OU DE CÉLULAS TRONCO HEMATOPOÉTICAS 9TCTH) EM USO DE DORGAS IMUNOSSUPRESSORAS
• PESSOAS VIVENDO COM HIV/AIDS COM CD4
• USO DE CORTICÓIDES EM DOSES ≥20 MG/DIA DE PREDNISONA, OU EQUIVALENTE, POR ≥14 DIAS.
• USO DE DROGAS MODIFICADORAS DA RESPOSTA IMUNE
• PACIENTES EM HEMODIÁLISE
• PACIENTES COM DOENÇAS IMUNOMEDIADAS INFLAMATÓRIAS CRÔNICAS (REUMATÓLICAS, AUTO INFLAMATÓRIAS, DOENÇAS INTESTINAIS INFLAMATÓRIAS).
TABELA DE DROGAS MODIFICADORAS DA RESPOSTA IMUNE E DOSES CONSIDERADAS IMUNOSSUPRESSORAS
• METOTREXATO
• LEFLUNOMIDA
• MICOFENOLATO DE MOFETILA
• AZATIPRINA
• CICLOFOSFAMIDA
• CICLOSPORINA
• TACROLIMUS
• 6-MERCAPTOPURINA
• BIOLÓGICOS EM GERAL (INFLIXIMABE, ETANERCEPT, HUMIRA, ADALIMUMABE, TOCILIZUMABE, CANAKINUMABE, GOLIMUMABE, CERTOLIZUMABE, ABATACEPTE, SECUKINUMABE, USTEKINUMABE)
• INIBIDORES DA JAK (TOFACITINIBE, BARACITINIBE E UPADACITINIBE)
CUIABÁ
Além da Sala de Aula: Projetos de contraturno transformam a rotina de alunos em Cuiabá
Projetos desenvolvidos no contraturno escolar estão contribuindo para o desenvolvimento de crianças da rede municipal de Cuiabá, com atividades que estimulam habilidades, aprendizado, convivência e disciplina. Em 2026, 22 unidades educacionais integram o Programa Educação Integral em Tempo Integral, com ações de cultura e arte, teatro, música, capoeira, artes marciais, horta, acompanhamento pedagógico, entre outras, conforme a realidade de cada escola. Em alguns casos, os participantes também inspiram os demais colegas.
Na Emeb Nossa Senhora Aparecida, no bairro Novo Colorado, o Jiu-Jitsu tem feito a diferença na rotina de 52 crianças que participam do projeto.
Segundo o professor de artes marciais Álvaro Marinho, que atua como voluntário no projeto, o Jiu-Jitsu é uma ferramenta que ensina princípios e valores às crianças, ajudando-as a lidar melhor com o dia a dia, com a escola e com a família. “A prática também promove amizade, vínculos e maior capacidade de expressão, especialmente entre crianças que antes tinham dificuldade de se comunicar. A transformação vai acontecendo e tem despertado o interesse de novos alunos”, relatou.
Para a diretora Maristela Ribeiro Neto Conde, o mais importante é que o projeto ocupa o tempo das crianças, tirando-as da rua e oferecendo um espaço de acolhimento. “Elas aprendem sobre luta, valores e princípios que, muitas vezes, não têm em casa. As aulas de Jiu-Jitsu e Artes contribuem para o desenvolvimento da criatividade, da amizade, do relacionamento e do comportamento. Muitas delas têm dificuldades de convivência e até de aprendizagem, como não saber ler ou escrever. Com a participação no projeto, elas começam a desenvolver essas habilidades e também melhoram nos estudos. Para participar das atividades, é necessário ser um bom aluno em sala de aula, o que também incentiva o compromisso com a escola”, explicou a diretora.
Miguel Henrique Fantin, de 11 anos, tem uma história no Jiu-Jitsu que inspira os colegas da equipe. “O projeto é uma oportunidade de aprender a fazer escolhas melhores, manter-se longe de situações negativas e desenvolver valores como disciplina, respeito, responsabilidade e colaboração. Eu melhorei muito na minha forma de agir e de me relacionar com as pessoas. Era bagunceiro, hoje me considero mais colaborativo e responsável e levo esses ensinamentos, aprendidos com o professor, para casa”, contou.
Ele já disputou vários campeonatos e lembra dos desafios e das emoções, entre eles o nervosismo e a forte pressão no peito antes das competições. Mesmo assim, conseguiu superar os desafios e alcançar bons resultados, percebendo que todo o esforço havia valido a pena. Já conquistou o 3º lugar em campeonato brasileiro, o 2º lugar no Estadual, o Cinturão do Sul-Americano, entre outros.
“Ao receber a medalha, foi uma grande emoção porque relembrei de tudo o que passei e aprendi. Mas trouxe alegria e orgulho também para minha família e me fez acreditar que posso desenvolver novas habilidades e ir mais longe no nosso esporte”, relatou.
Ester Valentina de França Conceição, de 10 anos, disse que o projeto a ajudou a desenvolver valores como respeito, organização, convivência e solidariedade.
“Aprendi a respeitar mais as outras pessoas e consegui aplicar esse aprendizado no dia a dia, inclusive na organização da minha rotina. Também contribuiu para que eu crescesse no aprendizado e na dedicação e me fez enxergar que é possível alcançar novos níveis de desenvolvimento e ajudar outras pessoas.”
O Programa de Educação Integral em Tempo Integral é do Governo Federal. O município de Cuiabá aderiu em 2023 e renovou a adesão em 2025 e em 2026.
Artes
Na Emeb Nossa Senhora Aparecida, as 52 crianças também se revezam para participar das aulas de Artes. Enquanto uma está no Jiu-Jitsu, outra participa da atividade artística e vice-versa.
Segundo a professora de Artes e monitora Samara Balduíno, as atividades envolvem mais do que apenas pintar, pois trabalham técnicas, observação e expressão individual. Na ocasião, alguns dos alunos aprendiam a representar uma maçã utilizando luz, sombra e silhueta, enquanto outra aluna desenvolvia pinturas inspiradas nas obras de Romero Britto. Após concluir as propostas, alguns alunos fazem desenhos livres.
“Cada criança desenvolve seu próprio estilo e técnica, mesmo trabalhando a partir de uma mesma proposta. Essa diversidade é justamente uma das características mais interessantes e bonitas do trabalho, pois permite observar como cada aluno interpreta e realiza o desenho de maneira diferente”, avaliou.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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