AGRONEGÓCIO

Termina nesta sexta (19) a Acricorte, uma das maiores feiras de negócios agropecuários

Termina nesta sexta-feira (19.05) uma das maiores feiras de negócios agropecuários de Mato Grosso, a Acricorte 2023. Com nove palestrantes renomados, trazendo temas como produção e mercado sustentável, inovação, pastagem do futuro e tendências e soluções para o mercado pecuário, evento tem um recorde de empresas expositoras, com cerca de 50 empresas referências do setor.

Esta é a terceira edição do Acricorte, uma iniciativa da Associação dos Criadores de Mato Grosso, a Acrimat, que tem como objetivo integrar pecuaristas e produtores com grandes empresas, ofertando conhecimento e tecnologias aos pecuaristas e promovendo o debate sobre sustentabilidade e modernização da cadeia produtiva da carne.

Os palestrantes são: Aldo Rebelo, jornalista e político; Paulo Prohmann, Consultor Agropecuário e médico-veterinário; Antônio Chaker, mestre em produção animal; Samanta Pineda, advogada especialista em direito Socioambiental; Richard Rasmussen, apresentador brasileiro, biólogo e embaixador do ecoturismo; Lygia Pimentel, CEO e fundadora da AgriFatto, graduada em medicina veterinária e ciências econômicas com extensa experiência prática em agronegócios e derivativos e Adilson Aguiar, professor, pesquisador e conhecido internacionalmente como um dos maiores nomes da área de produção animal a pasto, Andrea Mesquita, zootecnista, fundadora e CEO do Território da Carne e a palestra que é um oferecimento de Senar-MT, trazendo Martha Gabriel, referência mundial em estratégias digitais de negócios.

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Dentre as empresas presentes ao evento estão: Balanças Açôres, Agroceres, Connan, Estância Bahia Leilões, Genial Investimentos, IMAC, FS Nutrição Animal, Fortuna Nutrição Animal, Programa Leilões, Inpasa, Allflex, UPL Open AG, FPA MT, Marfrig e Senar MT.

Além disso, o evento conta com stands da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), ALD Bio Energia, Amaru Araguaia, Aprosmat, BeckAuser, Carpa genética, Currais Itabira, Livestock, Genex, Instituto Inttegra, Silveira Consultoria e Gestão Pecuária, IRancho, Matsuda, Meta Soluções Ambientais, Minerva Foods, MultBovinos, Nelore MT, Ouro Fino Saúde Animal, Panucci Pré-moldados, Semex Brasil, Sicredi, Sindicato Rural de Juara, TechAgro, Terra Desenvolvimento Agropecuário, Metryx, Timac Agro, Zoetis, Toyota Canopus e Trescinco.

Com a passagem de milhares de pecuaristas, o evento realizado no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, busca aproximar empresas importantes, apresentar inovações e realizar negociações favoráveis para o setor.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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