AGRONEGÓCIO

SOJA/CEPEA: Procura elevada e greve na Argentina impulsionam cotações do óleo de soja


Cepea, 18/4/2022 – O preço do óleo de soja subiu significativamente na última semana, tanto no mercado externo quanto no doméstico. Segundo pesquisadores do Cepea, a valorização esteve atrelada a preocupações quanto ao escoamento do derivado na Argentina, devido à greve dos caminhoneiros no país. A demanda internacional pelo produto também está firme, o que ajudou a impulsionar os valores. Além disso, a recente valorização do petróleo, que incentiva a mistura de biodiesel ao óleo diesel, também influenciou o aumento dos preços. No spot nacional, as cotações do óleo de soja (São Paulo, com 12% de ICMS) subiram 4,4% entre 7 e 13 de abril, para a média de R$ 9.074,10/tonelada na quarta-feira, 13. Para a soja em grão, a liquidez aumentou um pouco nos últimos dias, com a presença mais ativa de indústrias brasileiras e de importadores no mercado. No entanto, a desvalorização cambial e a retração vendedora limitaram as negociações. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

Fonte: CEPEA

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AGRONEGÓCIO

Marrocos suspende tarifas de importação sobre ovinos vivos e carnes bovina, ovina, caprina e camelídea até dezembro de 2026

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que o Governo do Reino do Marrocos publicou, em 27 de julho de 2026, o Decreto nº 2.26.584 e a Circular nº 6762/211, da Administração das Alfândegas e Impostos Indiretos, suspendendo a cobrança do direito de importação sobre:

  • ovinos domésticos vivos (posição tarifária 0104.10.90.10); e
  • carnes das espécies bovina, ovina, caprina e camelídea (posições tarifárias 02.01, 02.02, 02.04 e 0208.60).

A medida está em vigor desde 27 de julho e permanecerá válida até 31 de dezembro de 2026. Ela se aplica às importações originárias de todos os países.

Para as miudezas de animais das espécies bovina, ovina, caprina e camelídea (posição tarifária Ex 02.06), permanece o direito de importação de 30%.

Segundo o governo marroquino, a decisão busca ampliar o abastecimento interno de carnes vermelhas. O censo pecuário de 2025 apontou uma redução de aproximadamente 30% do rebanho bovino do país, cenário atribuído aos períodos de seca e ao aumento dos custos com alimentação animal.

No comércio entre Brasil e Marrocos, as importações marroquinas de bovinos vivos destinados ao abate já são realizadas sob regime semelhante. Desde o fim de 2022, esses animais têm a cobrança do direito de importação suspensa quando importados dentro de contingentes tarifários anuais definidos pelo governo marroquino, fixados em 300 mil cabeças para 2026.

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Em 2025, as exportações brasileiras de bovinos vivos para o Marrocos somaram US$ 213,5 milhões, frente aos US$ 41 milhões registrados em 2024. No período, o Brasil respondeu por 46,7% das importações marroquinas desse produto. Já no primeiro quadrimestre de 2026, o Marrocos foi o segundo principal destino das exportações brasileiras de bovinos vivos.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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