AGRONEGÓCIO

SENAR/SC promove mais de 300 cursos gratuitos no mês de março


MB Comunicação

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc), divulgou a lista de capacitações gratuitas para o mês de março. Serão mais de 300 cursos realizados em parceria com os Sindicatos Rurais. A programação está disponível no site www.senar.com.br, com especificação de carga horária, local e data.

As qualificações fazem parte dos programas de Formação Profissional Rural (FPR) e da Promoção Social (PS), realizados mensalmente em todas as regiões do Estado. Serão beneficiados produtores e trabalhadores rurais que buscam aprimorar o conhecimento para aumentar a produtividade e promover inovações nas propriedades.

A programação do mês de março inclui capacitações como, por exemplo: inseminação artificial em bovinos; conservas de frutas, hortaliças e temperos; artesanato com pintura; produção caseira de massas para congelamento; processamento de carne ovina; artesanato de crochê e tricô; ensilagem; produção de frangos e ovos caipiras; emissão de guias de trânsito animal (e-GTA) e de origem de produtos vegetais (e-origem); entre outras.

O presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo, ressalta que essa iniciativa histórica deu tão certo que a entidade segue firme no compromisso de oferecer capacitação gratuita e de qualidade para a população rural. “Oferecemos cursos em várias áreas e percebemos expressivos resultados no aumento do desempenho no dia a dia no campo, na melhoria da qualidade de vida e da renda dos produtores”.

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O superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, enfatiza a satisfação em contribuir com o desenvolvimento das propriedades, das famílias e toda a cadeia produtiva com cursos que acompanham as inovações do mercado. Segundo ele, toda a programação atende as demandas levantadas pelos Sindicatos Rurais, cooperativas e parceiros do setor de cada região.

Interessados devem procurar o Sindicato Rural do seu município para inscrições. Confira programação completa: http://www2.senar.com.br/Evento.

Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Embrapa investe quase R$ 60 milhões em nova unidade para o Matopiba

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai investir R$ 58,9 milhões na reestruturação da sua unidade no Maranhão, em um movimento que reforça a presença da instituição no Matopiba — região que se consolidou como a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O aporte inclui R$ 43,9 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), além de R$ 10 milhões do Governo do Maranhão e R$ 5 milhões da bancada federal do estado.

A nova sede será instalada no campus Maracanã do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), em São Luís, e integra o processo de reorganização da Embrapa no estado, que também prevê a contratação de 50 novos empregados aprovados em concurso público.

O projeto está inserido em uma estratégia mais ampla de fortalecimento da pesquisa aplicada ao Cerrado e à Amazônia Legal, com foco especial no Matopiba — que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

A região representa hoje cerca de 33% do território maranhense e se consolidou como uma das áreas mais dinâmicas da expansão agrícola brasileira, com forte avanço de soja, milho e algodão nas últimas duas décadas.

Embora o Brasil já seja o maior produtor mundial de soja, com produção próxima de 180 milhões de toneladas por safra, o crescimento recente da oferta tem sido puxado justamente por novas áreas do Cerrado, com destaque para o Matopiba.

No Maranhão, esse processo convive com forte dualidade: de um lado, o avanço da agricultura moderna e mecanizada; de outro, indicadores sociais ainda baixos, com o estado entre os menores Índices de Desenvolvimento Humano do país e elevada concentração de pobreza rural.

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A nova estrutura da Embrapa será equipada com laboratórios de alta complexidade, incluindo centrais analíticas, unidades de bioinsumos, agroindústria piloto e um laboratório voltado à redução de emissões de metano na pecuária — o primeiro do tipo na Amazônia e no Nordeste.

O Matopiba — formado por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — é hoje uma das áreas de maior expansão agrícola do Brasil e já reúne uma produção estimada em cerca de 32 a 35 milhões de toneladas de grãos por safra, segundo levantamentos setoriais recentes, com forte concentração em soja, milho e algodão.

Na soja, principal cultura da região, a participação do Matopiba já gira em torno de 10% a 14% da produção brasileira, dependendo da safra e da metodologia de cálculo, com crescimento acelerado sobre áreas de Cerrado antes consideradas de baixa aptidão agrícola.

O Brasil, maior produtor global de soja, colheu cerca de 180 milhões de toneladas na safra mais recente, segundo dados consolidados da Conab. Nesse contexto, o avanço do Matopiba tem sido um dos principais vetores de aumento de oferta, especialmente nas últimas duas décadas.

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Além da soja, a região tem ganhado relevância na produção de milho segunda safra e algodão, com destaque para áreas do oeste da Bahia e sul do Maranhão, onde a agricultura altamente mecanizada se consolidou com uso intensivo de tecnologia, correção de solo e integração de sistemas produtivos.

Apesar do avanço, o Matopiba ainda concentra gargalos estruturais importantes. Logística de escoamento, dependência de corredores como Norte-Sul e Arco Norte, e limitações de armazenagem seguem como pontos críticos que impactam o custo final da produção e a competitividade em relação a regiões tradicionais como Centro-Oeste e Sul.

É nesse cenário que a ampliação da presença da Embrapa ganha peso estratégico. A instituição é responsável por desenvolver tecnologias adaptadas ao Cerrado, como cultivares mais tolerantes a solos ácidos, sistemas de plantio direto e manejo de baixa emissão de carbono, fundamentais para sustentar a expansão agrícola na região.

A nova estrutura no Maranhão deve reforçar esse eixo de pesquisa aplicada, aproximando o desenvolvimento tecnológico das áreas de expansão produtiva, onde o crescimento da agricultura ocorre em ritmo mais acelerado do país.

Na prática, o Matopiba já se consolidou como uma das últimas grandes fronteiras agrícolas ainda em expansão no território nacional, com papel direto na ampliação da oferta de grãos e na sustentação do crescimento das exportações do agronegócio brasileiro.


Fonte: Pensar Agro

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