SAÚDE

Ministério da Saúde investe mais de R$ 22,4 milhões no fortalecimento a saúde indígena em Mato Grosso do Sul

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Para ampliar a assistência à saúde indígena em Mato Grosso do Sul, o Ministério da Saúde destinou mais de R$ 22,4 milhões para a construção de uma Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) na Aldeia Água Branca, no município de Aquidauana, e para a ampliação da frota utilizada pelas equipes de saúde. O investimento contempla a entrega de 98 caminhonetes, sendo 64 disponibilizadas imediatamente e outras 34 nos próximos dias. O anúncio foi feito neste sábado (20), pela secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé.

Do total de recursos, R$ 21,38 milhões serão destinados à locação de 98 veículos e à disponibilização de 185 motoristas. Outros R$ 1,05 milhão serão investidos na ampliação da UBSI da Aldeia Água Branca, beneficiando diretamente 706 indígenas. Além da ampliação da unidade de saúde, Aquidauana e os demais municípios atendidos pelo Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS) serão contemplados com o reforço da frota utilizada pelas equipes de saúde indígena, ampliando a capacidade de atendimento nos territórios.

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O contrato prevê a locação de veículos com motorista, manutenção, limpeza, seguro e franquia livre, garantindo melhores condições para o acesso das comunidades aos serviços de saúde. A iniciativa também contribuirá para agilizar o deslocamento das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI), bem como a realização de vistorias em estruturas de saneamento e o transporte de insumos, medicamentos e equipamentos.

Para a secretária Lucinha, os investimentos são estratégicos e estão alinhados ao compromisso do Governo do Brasil com o fortalecimento da saúde indígena. “Esses investimentos reforçam o compromisso do governo com a ampliação do acesso à saúde, a qualificação da infraestrutura e o fortalecimento da atenção primária nos territórios indígenas. No DSEI Mato Grosso do Sul, as equipes dependem quase integralmente do transporte terrestre para percorrer os cerca de 250 mil quilômetros quadrados de área de atuação. Por isso, a disponibilidade de veículos adequados e em boas condições é fundamental para garantir a continuidade da assistência e evitar a descontinuidade do atendimento nas comunidades mais distantes”, completou.

O DSEI de Mato Grosso do Sul atende mais de 93 mil indígenas pertencentes a oito povos — Guarani, Kaiowá, Terena, Kadiwéu, Kinikinau, Ofaié, Guató e Atikum — distribuídos em 30 municípios do estado. Atualmente, a rede é composta por 81 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI), 53 pontos de apoio e três Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casai).

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Luiz Cláudio Moreira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ministro da Saúde visita ampliação da fábrica da Novamed, do Grupo EMS, em Manaus (AM)

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Nesta quinta-feira (10), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha visitou a fábrica da Novamed, do Grupo EMS, maior conglomerado farmacêutico do Brasil. A unidade inaugurou área que expande em 30% a planta fabril, além do Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), que ampliará a capacidade de oferta de novas opções de tratamento no mercado brasileiro. Como destaque do portfólio, o Grupo conta com nove registros na Anvisa de medicamentos análogos ao GLP-1, as chamadas canetas emagrecedoras, dentre os princípios ativos semaglutida e liraglutida.

“Essa aqui é a primeira caneta emagrecedora 100% desenvolvida no Brasil, de acesso à população. E já é líder do mercado da semaglutida. Quando expirou o prazo da chamada patente, a Anvisa e o Ministério da Saúde convocaram empresas no Brasil inteiro e no mundo, que tinham a tecnologia do desenvolvimento desse tipo de medicamento, para apresentar o pedido de registro, e a primeira foi essa, produzida por vocês. Eu sei o quanto vocês estão investindo nessa produção e tem uma coisa que nós estamos absolutamente convencidos: que a gente fez todo o esforço para que o Brasil assumisse a tecnologia da produção desse tipo de medicação”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

Como destacou o ministro, a produção nacional amplia o acesso e incorpora tecnologia no país. “Não era só para derrubar o preço, que é muito importante. E já está praticando três vezes mais barato. É que isso aumenta a possibilidade de acesso à nossa população. Mas mais do que isso, era absorver essa tecnologia, porque se hoje ela é importante para o diabetes, o combate à obesidade, cada vez mais a gente vê estudos que mostram que ela pode ter impacto ainda maior para outras doenças. Certamente essa tecnologia, essa plataforma tecnológica, vai poder produzir no futuro medicações para outras doenças crônicas, para o câncer. A gente poder se apropriar desde já dessa plataforma tecnológica tem um peso muito grande para o nosso país.”

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Medicamentos análogos ao GLP-1

Desde 2025, o Sistema Único de Saúde estuda os impactos das canetas nos tratamentos de diabetes tipo 2 e obesidade. Ao avaliar seus efeitos, com uma demanda do uso da semaglutida em análise pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), o Ministério também iniciou uma estratégia para fomentar a oferta desses medicamentos no mercado. Antes do vencimento da patente, em setembro de 2025, foi aberta uma convocação para que empresas apresentassem projetos de registro de novas canetas.

Priorizando propostas com produção nacional, a iniciativa buscou ampliar a concorrência, estimular a indústria brasileira, a geração de empregos e a soberania tecnológica. Também foi solicitado à Anvisa uma prioridade na análise das propostas e no registro dos medicamentos com esses princípios ativos, considerando que quanto maior o número de genéricos no mercado, maior a queda dos preços, fator importante para possibilitar a incorporação e aumentar o acesso à população. Essa estratégia já apresentou a entrada de novos produtos no mercado, com preços 70% mais baixos e 14 canetas registradas.

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Estudo do Grupo Hospitalar Conceição

Em paralelo às estratégias para ampliação no mercado e redução de preço, o Ministério também iniciou, em junho deste ano, um protocolo de acompanhamento com uso de semaglutida no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. A iniciativa avaliará cerca de 250 pessoas com obesidade grave ou associada a outras doenças, com indicação para cirurgia bariátrica, para analisar aspectos clínicos, operacionais e econômicos do tratamento e sua possível aplicação na realidade do SUS.

Ana Freitas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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