AGRONEGÓCIO
Senar-RS leva oficina sobre tecnologia de aplicação para a Expodireto Cotrijal
Março chega com a expectativa de uma nova edição da Expodireto Cotrijal, uma das maiores feiras do agronegócio internacional. O evento, que será realizado de 7 a 11 de março, em Não-Me-Toque, deve reunir mais de 500 expositores e atrair milhares de visitantes – tanto presencialmente quanto virtualmente, através da Expodireto Digital, que permitirá a visitação online e participação de eventos ao vivo.
Alinhado ao objetivo de aproximar o produtor do conhecimento, informações e tecnologia, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS) marcará participação no evento.
“A Expodireto Cotrijal, nesses mais de 20 anos, se caracterizou por ser o palco que mostra para o Rio Grande e para o Brasil o que há de mais avançado para o benefício da produção agrícola. E o Senar-RS, por ser uma instituição de ensino e de assistência técnica aos produtores rurais, não poderia deixar de participar”, comenta o superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli.
Nesta edição da feira, a instituição vai oferecer aos visitantes oficinas gratuitas sobre Tecnologia de Aplicação de Defensivos Agrícolas. Realizada em parceria com as empresas Bayer e TeeJet, empresas referência no mercado mundial, a atividade visa informar os produtores rurais sobre conceitos e cuidados no uso de defensivos na agricultura, como isso pode otimizar processos, aumentar a produtividade e garantir a segurança alimentar. Técnicos das empresas parceiras estarão presentes no local para esclarecer dúvidas sobre os produtos.
Deriva Zero
Um exemplo da importância do treinamento adequado para o uso de defensivos agrícolas é o programa Deriva Zero. De acordo com a Secretaria Estadual da Agricultura, o treinamento oferecido pelo Senar-RS colaborou com a redução em 43% das denúncias de deriva do herbicida 2,4-D entre agosto e novembro de 2021, em relação ao mesmo período do ano anterior. Ano passado, houve 74 denúncias de deriva. Em 2020, foram 129. Nos últimos três anos, o treinamento chegou a mais de 10 mil pessoas, e este ano, mais 5 mil devem passar pelo curso.
O estande do Senar-RS no Parque de Exposições ainda vai abrigar um espaço da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). No local, os visitantes receberão informações sobre o programa, público-alvo e metodologia. Atualmente, a iniciativa atende a mais de 4,7 mil produtores nas seguintes cadeias produtivas: Agricultura, Agroindústria, Apicultura, Aquicultura, Bovinocultura de Corte, Bovinocultura de Leite, Fruticultura, Olericultura e Ovinocultura, além de Avicultura e Suinocultura, ainda em mobilização. A expectativa é que este ano a ATeG beneficie 15 mil pessoas.
Reprodução permitida desde que atribuídos os créditos à ASCOM/Padrinho Conteúdo
AGRONEGÓCIO
Mapa e FAO reforçam cooperação em segurança alimentar, defesa agropecuária e ação climática
Nesta segunda-feira (15), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Meza, para discutir o fortalecimento da cooperação entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a organização em temas estratégicos para a agricultura, a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável.
Durante o encontro, o ministro ressaltou a relevância da parceria entre o Brasil e a FAO e destacou a contribuição brasileira para o avanço de iniciativas voltadas à produção sustentável de alimentos, à adaptação às mudanças climáticas e ao fortalecimento da defesa agropecuária.
Entre os temas abordados, esteve a cooperação entre a FAO e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Mapa. Em março de 2026, as instituições assinaram um novo Memorando de Entendimento para ampliar a atuação conjunta em ciência, inovação e políticas públicas voltadas à transformação sustentável dos sistemas agroalimentares. O acordo contempla áreas como segurança alimentar e nutricional, desenvolvimento agrícola sustentável, ação climática, biodiversidade, bioeconomia, economia circular e capacitação técnica.
Também foi destacado o reconhecimento internacional da Embrapa como referência em agricultura tropical. Por meio da instituição, o Brasil compartilha tecnologias e experiências em recuperação de áreas degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), agricultura de baixo carbono e adaptação às mudanças climáticas, contribuindo para o aumento da produtividade e da sustentabilidade da agricultura em diferentes regiões do mundo.
Outro ponto tratado na reunião foi a cooperação histórica entre a FAO e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As instituições atuam conjuntamente em iniciativas relacionadas à agrometeorologia, ao monitoramento climático, aos sistemas de alerta precoce para secas e eventos extremos e ao fortalecimento da resiliência dos sistemas produtivos.
DEFESA AGROPECUÁRIA
A defesa agropecuária esteve entre os temas centrais do encontro. Nesse contexto, foi destacada a participação do Brasil na prevenção, no monitoramento e no controle de doenças animais transfronteiriças. Como autoridade veterinária nacional, o Mapa desempenha papel estratégico no monitoramento internacional de enfermidades, no fortalecimento dos mecanismos de prevenção e resposta a emergências sanitárias e na disseminação de boas práticas de biosseguridade e gestão de riscos.
O ministro André de Paula também ressaltou o reconhecimento internacional alcançado pelo Brasil em razão da robustez do sistema de defesa agropecuária. A atuação coordenada do Mapa e dos órgãos estaduais no enfrentamento da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), em 2025, demonstrou a capacidade técnica e operacional do país para detectar, conter e erradicar rapidamente emergências sanitárias, preservando a integridade do plantel avícola nacional e a credibilidade dos controles sanitários brasileiros.
No âmbito da sanidade vegetal, o encontro abordou as ações relacionadas à vassoura-de-bruxa da mandioca, praga quarentenária causada pelo fungo Rhizoctonia theobromae e identificada pela primeira vez no Brasil em 2024. A atuação integrada entre o Mapa, a Embrapa e organismos internacionais tem contribuído para o fortalecimento da vigilância fitossanitária, o desenvolvimento de protocolos de monitoramento e contenção e a ampliação das pesquisas voltadas ao controle da doença.
O secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, destacou a importância da cooperação internacional para o enfrentamento do problema. “Neste momento, é fundamental ampliar os esforços voltados ao controle da praga e ao desenvolvimento de soluções tecnológicas. A Embrapa já recebeu recursos destinados ao desenvolvimento de cultivares com maior resistência à doença”, afirmou.
COOPERAÇÃO REGIONAL PARA AÇÃO CLIMÁTICA
Outro tema discutido foi a atuação do Brasil na Plataforma da América Latina e do Caribe para Ação Climática na Agricultura (PLACA), da qual o país exerce a copresidência no biênio 2025-2026, ao lado do Peru. Com a FAO como secretaria técnica, a iniciativa promove a cooperação regional em adaptação às mudanças climáticas, mitigação de emissões, desenvolvimento de políticas públicas e capacitação técnica.
O secretário substituto de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi, destacou a proximidade da relação institucional entre o Brasil e a FAO. “O Mapa mantém uma posição permanente de adido agrícola junto à representação brasileira na FAO, sediada em Roma. O Brasil trabalha lado a lado com a organização na construção de soluções para os desafios da agricultura mundial”, afirmou.
Também participaram da reunião o representante adjunto da FAO no Brasil, Gustavo Chianca; o coordenador da Área Técnica de Melhor Meio Ambiente da FAO no Brasil, Felipe Stock Vieira; e a chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social do Mapa, Carla Madeira.
A parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária e a FAO reforça o papel do Brasil como referência internacional em segurança alimentar, defesa agropecuária, inovação e sustentabilidade.
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