AGRONEGÓCIO
Senar realiza curso de manutenção de pulverizador auto propelido em Lagoa do Tocantins
O agronegócio no Tocantins está se mantendo aquecido mesmo diante das oscilações do mercado. E com a difusão de novas tecnologias a todo instante, o setor está mais competitivo e exigente. Para fazer frente a essa nova realidade, os produtores estão sentindo muitas dificuldades para encontrar mão de obra qualificada e com capacidade para operar máquinas e implementos agrícolas de ultima geração que chegam ao mercado.
Por isso, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), está respondendo a esse clamor do segmento rural com cursos e treinamentos que qualificam a mão de obra local. A iniciativa valoriza os trabalhadores rurais que já atuam no Tocantins e são um alento às necessidades do produtor rural que não tem tempo a perder. Um exemplo disso foi o Curso de “Trabalhador na Operação e Manutenção de Pulverizador Autopropelido”, realizado no município de Lagoa do Tocantins.
INOVAÇÃO:
Jonatas Rodrigues fez o curso do Senar e está motivado para buscar oportunidades no mercado de trabalho. Ele acredita que terá sucesso por conta da capacitação que fez. “O curso chegou no momento que eu estava precisando; me sinto preparado porque se você não atualiza seus conhecimentos pode chegar uma hora em que não terá mais chance de trabalho”, destacou.
Para alunos como Jonatas, o treinamento também representa a oportunidade de conseguir uma chance de entrar no segmento que mais cresce no estado e que também vem oferecendo remunerações mais expressivas do que outros setores.
O instrutor do Senar, Gibson Neres Rufo, explicou que o curso foi realizado pela primeira vez no município de Lagoa do Tocantins e que os alunos ficaram satisfeitos com a oportunidade de participar da capacitação. Para ele, o grupo estava comprometido e atento aos ensinamentos, dá a entender que não será surpresa se todos se encaixarem logo em trabalhos no município e em outras regiões.
Além do funcionamento do maquinário usado na pulverização, os alunos conheceram as melhores práticas para o manuseio dos defensivos agrícolas a serem usados na atividade e também receberam orientações relativas à segurança no trabalho. “Não basta dominar o equipamento, o profissional precisa ter pleno conhecimento das medidas de segurança para executar o serviço bem feito, sem riscos para a plantação como também para ele e outros trabalhadores que estejam por perto”, destacou.
AGRONEGÓCIO
Investigação expõe disputa com China e acende alerta no mercado brasileiro
A abertura de investigação pelo governo brasileiro sobre possível dumping nas importações de proteína de soja chinesa ocorre em paralelo a um cenário mais amplo de tensão comercial envolvendo o principal produto do agronegócio nacional: a soja em grão. Embora o foco formal da apuração seja um derivado específico, o movimento expõe o grau de sensibilidade da relação comercial entre Brasil e China, destino de mais de 70% das exportações brasileiras do complexo soja.
O Brasil embarca anualmente entre 95 milhões e 105 milhões de toneladas de soja em grão, dependendo da safra, consolidando-se como o maior exportador global. Desse total, a China absorve a maior parte, com compras que frequentemente superam 70 milhões de toneladas por ano. Trata-se de uma relação de alta dependência: para o Brasil, a China é o principal comprador; para os chineses, o Brasil é o principal fornecedor.
O problema é que esse fluxo não é livre de mecanismos de controle. A China opera com um sistema indireto de regulação das importações, baseado principalmente em licenças, controle de esmagamento e gestão de estoques estratégicos. Na prática, isso funciona como uma espécie de “cota informal”. O governo chinês pode reduzir ou ampliar o ritmo de compras ao liberar menos ou mais permissões para importadores e indústrias locais.
Esse mecanismo ficou evidente nos últimos ciclos. Em momentos de margens apertadas na indústria chinesa de esmagamento, quando o farelo e o óleo não compensam o custo da soja importada, o país desacelera as compras. O resultado é imediato: pressão sobre os prêmios nos portos brasileiros e maior volatilidade de preços.
Além disso, há um fator estrutural. A China vem buscando diversificar fornecedores e reduzir riscos geopolíticos. Mesmo com a forte dependência do Brasil, o país mantém canais ativos com os Estados Unidos e outros exportadores, utilizando o volume de compras como ferramenta de negociação comercial.
No caso específico da proteína de soja, produto industrializado voltado principalmente à alimentação humana, o impacto direto sobre o produtor rural tende a ser limitado. Ainda assim, a investigação conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sinaliza um endurecimento na política comercial brasileira em relação à China, ainda que pontual.
O processo analisa indícios de venda a preços abaixo do custo de produção, prática conhecida como dumping, no período entre julho de 2024 e junho de 2025. Caso seja confirmada, o Brasil pode aplicar tarifas adicionais por até cinco anos.
O ponto de atenção é que, embora tecnicamente restrita, qualquer medida nessa direção exige calibragem. A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira e um dos principais destinos de produtos do agronegócio como carne bovina e de frango. Movimentos comerciais, mesmo que setoriais, são acompanhados de perto pelo mercado.
Para o produtor, o cenário reforça um ponto central: o preço da soja no Brasil não depende apenas de oferta e demanda internas, mas de decisões estratégicas tomadas em Pequim. Ritmo de compras, gestão de estoques e margens da indústria chinesa seguem sendo os principais determinantes de curto prazo.
Na prática, a investigação atual não muda o fluxo da soja em grão, mas escancara a dependência brasileira de um único mercado e o grau de exposição a decisões comerciais externas.
Fonte: Pensar Agro
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