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Senar-MT oferta capacitação técnica de etnoturismo para indígenas no Parque do Xingu

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O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) ofertou dois cursos de capacitação para 20 indígenas do Parque Indígena do Xingu (MT). Indígenas das etnias Ikpeng, Kayabi e Kamayurá realizaram o Curso de Planejamento para Implantação do Turismo Rural e o Curso de Oportunidades de Negócios e Economia Criativa no Turismo Rural na aldeia Ilha Grande, localizada no município de Querência (MT).

Promovidos pela parceria entre Senar-MT e Sindicato Rural de Canarana (MT), os cursos tiveram o apoio da Coordenação Regional Xingu (CR), unidade descentralizada da Funai em Canarana. A iniciativa teve o intuito de preparar os indígenas para a atividade turística em suas aldeias, por meio da aquisição de conhecimento técnico que lhes permitirá não só definir planos de visitação que atendam aos requisitos da normal legal vigente, mas também buscar geração de renda e autonomia.

O coordenador da CR Xingu, Gleiky Jhone da Silva Magalhães, afirma que iniciativas de capacitação técnica são imprescindíveis para atender as demandas por conhecimento nas aldeias das Terras Indígenas Parque do Xingu, Terra Indígena Batovi, Pequizal do Naruvôtu e Wawi, áreas de jurisdição da unidade. “A atividade turística tem trazido grandes benefícios no âmbito da geração de renda, fortalecimento cultural e preservação do meio ambiente. Acredito que seja esse o caminho de um futuro de qualidade para essas comunidades indígenas”, pontua Magalhães.

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Etnodesenvolvimento

Em 2017, a Funai havia aprovado o primeiro plano de visitação na região da Aldeia Naruvôtu, beneficiando as etnias Kalapalo e Naruvôtu. No ano seguinte houve a aprovação dos planos de visitação da aldeia Morena – etnia Kamayurá, da aldeia Ilha Grande – etnia Kayabi, e da aldeia Kamitatuwalo – etnia Waura. Em 2019 foram aprovados os planos em favor das aldeias Tehuhungu – etnia Kalapalo; e Ngahünga – etnia Matipu. Já em 2020 a fundação aprovou o plano de visitação da aldeia Afukuri – etnia Kuikuro. Em 2021 foi a vez da aldeia Tafununo – também da etnia Kuikuro – ter seu plano de visitação aprovado.

Kanawayuri Leandro Marcello Kamayurá, que conduziu a articulação dos órgãos parceiros para a realização dos cursos, disse que a recente capacitação na área de etnoturismo foi a primeira a ser realizada no Xingu. “Avalio a iniciativa como necessária para trazer qualificação profissionalizante para nós indígenas termos oportunidade de aprendizado técnico e desenvolvimento de atividades de geração de renda”, salienta o líder indígena.

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Fonte: CNA Brasil

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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