AGRONEGÓCIO

Senar auxilia produtor no acesso ao financiamento do Terra Brasil


Brasília (25/02/2022) – O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) criou um curso online e gratuito para explicar o financiamento de imóveis rurais por meio do Programa Nacional de Crédito Fundiário – Terra Brasil. As matrículas estão abertas e podem ser feitas aqui: https://bit.ly/w-credito-fundiario

O Terra Brasil é um programa governamental de reordenação fundiária e de assentamento rural para promover o acesso à terra para a produção agropecuária, geração de renda, autonomia do produtor e a sucessão rural.

Na capacitação de 54 horas os participantes terão informações detalhadas sobre a lógica de funcionamento do programa; quais imóveis podem ser adquiridos pelo Terra Brasil; o que deve ter na proposta de solicitação do financiamento e informações sobre as linhas de crédito.

Para participar é necessário ter idade a partir de 18 anos. O conteúdo é disponibilizado em linguagem clara e objetiva, além de vídeos, áudios e recursos interativos. Os participantes ainda contam com o suporte de monitores e tutores para facilitar o aprendizado durante a capacitação.

Após passar por todas as aulas de cada módulo e responder às atividades de aprendizagem e a pesquisa de satisfação, o participante terá direito ao certificado de participação.

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Outros cursos – Ao todo são mais de 100 cursos online e gratuitos em diversas áreas do setor agropecuário disponíveis no portal de educação a distância do Senar. Confira aqui

Estante virtual – Coleção Senar disponibiliza mais de 170 cartilhas virtuais também com acesso gratuito para aperfeiçoamento no meio rural. Para visualizar as cartilhas, clique: https://www.cnabrasil.org.br/senar/colecao-senar

Na palma da mão – O aplicativo “Estante Virtual Coleção Senar” disponibiliza cartilhas e vídeos que auxiliam na rotina do campo. Para baixar o app, acesse a loja Play Store ou Apple Store e busque pelo nome do aplicativo.

Assessoria de Comunicação CNA

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Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Inverno começa com instabilidade e exige cautela redobrada do agronegócio

O inverno brasileiro começou oficialmente neste domingo, 21, às 5h24 (horário de Brasília), e deve ter um padrão climático atípico. Com a confirmação da atuação de um forte episódio de El Niño, as projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam uma estação marcada por extremos, que exigirá do produtor rural um manejo cirúrgico para mitigar riscos fitossanitários e garantir a produtividade da safra.

A presença do fenômeno no Pacífico Equatorial, com probabilidade superior a 99% de se consolidar em patamares “fortes” até setembro, redefine o mapa de risco no campo. Ao contrário de anos de neutralidade, o cenário para 2026 aponta para uma disparidade hídrica acentuada entre as regiões produtoras.

Sul: Excesso de umidade e alerta fitossanitário

A região Sul, historicamente impactada por frentes frias, enfrentará um inverno com volumes de chuva acima da média histórica. De acordo com boletins agrometeorológicos recentes, o encharcamento recorrente do solo deve dificultar a entrada de maquinário em áreas de colheita tardia.

O risco operacional é elevado: a alta umidade favorece a proliferação de doenças fúngicas em culturas de inverno, como o trigo. Por outro lado, o aumento da nebulosidade, embora traga desafios ao desenvolvimento das plantas, deve atuar como um “escudo” parcial contra geadas severas, reduzindo o risco de queima em lavouras perenes.

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Centro-Oeste e Matopiba: Ameaça de déficit hídrico

No coração do agronegócio, o padrão é de seca. O Centro-Oeste, o Matopiba e o Norte conviverão com uma irregularidade consistente na distribuição de chuvas. Com a umidade retida no Sul, o Centro-Oeste enfrenta o risco de uma queda acelerada da umidade do solo imediatamente após a colheita do milho segunda safra.

“A janela de plantio e a recuperação das pastagens dependem diretamente da regularidade dessas chuvas escassas”, apontam especialistas. Para o algodão e o milho tardio, o estresse hídrico é a principal ameaça, exigindo ajustes imediatos no manejo de palhada e no planejamento da safra subsequente.

Sudeste: O risco da oscilação térmica

No Sudeste, o inverno de 2026 será definido pela imprevisibilidade. Períodos de frio pontual serão interrompidos por ondas de calor atípicas. Essa alternância térmica impõe um desafio de gestão: o estresse das plantas em resposta às mudanças bruscas de temperatura aumenta a vulnerabilidade a pragas, demandando monitoramento constante nas lavouras de café e hortifrúti.

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Reflexos na cadeia produtiva

A instabilidade não se restringe ao campo. Analistas do setor agroindustrial alertam que a quebra de expectativa de recordes produtivos, somada às dificuldades logísticas impostas pelo clima, pode pressionar os custos de produção e, consequentemente, os preços ao consumidor final.

“O produtor que não se antecipar na reserva de forragem e na proteção sanitária estará mais exposto aos efeitos deste ‘super El Niño’”, destaca o relatório do INMET. A recomendação técnica é de monitoramento diário dos boletins de curto prazo, dada a volatilidade que ditará o ritmo da colheita e o início da próxima safra.

O rigor do inverno de 2026, portanto, não será medido pelo termômetro, mas pela eficiência na resposta do agronegócio a um sistema climático que, cada vez mais, opera fora das médias históricas.

Fonte: Pensar Agro

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