AGRONEGÓCIO

Rota da Banana estimula cadeia produtiva e sustentabilidade na produção da fruta

Considerada um símbolo da culinária e da cultura mato-grossense, a banana da terra vai contar com uma rota própria em Mato Grosso. Integrada por 24 municípios da região Oeste do estado, a Rota da Banana vai fortalecer as cadeias produtivas locais integrando quem produz à agroindústria, a quem vende e a quem compra.

Desenvolvido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) com investimento de R$ 1,3 milhão e executado pela Organização da Sociedade Civil (OSC) Lírios, o projeto “Rota da Banana: Sustentabilidade na Bananicultura em Mato Grosso” foi lançado nesta sexta-feira (13) no cinturão verde Facão, no município de Cáceres.

“Estamos ligando quem produz a quem consome, trabalhando em toda a cadeia produtiva, enfrentando as dificuldades logísticas e ajudando a superar os desafios para alavancar a produção”, explicou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacando que em apenas um hectare de produção de banana é possível alcançar uma renda bruta de aproximadamente R$ 120 mil por ano. Com o projeto, a proposta é multiplicar essa oportunidade e aumentar as chances de ganho com a capacitação técnica e trabalho conjunto dos produtores.

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De acordo com a coordenadora do projeto, Maria Fernanda Figueiredo, a Rota da Banana demonstra a sensibilidade e o compromisso do governo federal com a produção de alimentos saudáveis e desenvolvimento da agricultura familiar de forma efetiva, beneficiando de quem colhe até quem come.

A prefeita de Cáceres, Eliene Liberato, se emocionou com a realização do projeto, ao lembrar que o produtor Ciro Cercino dos Santos já pensava em desistir de produzir no município e sonhava com esse apoio do poder público para seguir produzindo.

Ciro Cercino foi homenageado pelo ministro Carlos Fávaro durante o evento em reconhecimento ao trabalho desenvolvido como pesquisador que contribui para a validação da banana BRS Terra Anã.

Atualmente, ele conta com cerca de 6 mil bananeiras em sua propriedade de três hectares. A fruta sai do sítio para a agroindústria e se transforma em banana chips comercializada em toda a região.

Com potencial para beneficiar mais de 600 mil pessoas, a rota da banana inclui os municípios de Campos de Júlio, Comodoro, Nova Lacerda, Conquista do Oeste, Pontes e Lacerda, Vila Bela da Santíssima Trindade, Vale do São Domingos, Jauru, Figueirópolis do Oeste, Indiavaí, Araputanga, Reserva do Cabaçal, Porto Esperidião, Glória do Oeste, São José dos Quatro Marcos, Mirassol D’Oeste, Curvelândia, Lambari do Oeste, Rio Branco, Salto do Céu, Cáceres, Poconé, Nossa Senhora do Livramento e Várzea Grande.

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Dia de Campo

Cerca de 500 produtores, estudantes e técnicos agropecuários se inscreveram para o Dia de Campo da Rota da Banana, realizado durante o evento.

Após a cerimônia, foi realizada uma visita guiada às cinco estações técnicas da produção da Banana, abordando temas como mecanização, irrigação, técnicas de cultivo e cuidados fitossanitários.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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