AGRONEGÓCIO

Prova de hipismo terá sede na 54° edição da Expoagro

Acontecerá entre os dias 04 e 09 de julho, o festival internacional de agropecuária comercial, a Expoagro. O evento servirá de sede para a realização da competição de hipismo que está incluída na programação desde 2013.

Cavaleiros e amazonas de diversas áreas do estado de Mato Grosso estarão sendo aguardados na 54° Expoagro, no Parque de Exposições de Cuiabá. A prova de hipismo ocorrerá no dia 09 de julho (último dia do evento), sendo uma das mais aguardadas de todo o festival.

A programação da feira conta com o hipismo no cronograma desde 2013. De acordo com Celso Nogueira, o presidente do Sindicato Rural a importância da competição no evento é de extrema relevância, pois, a prova é uma forma de incentivo ao esporte.

Como dito anteriormente, a prova ocorrerá no último dia do evento, dia 09 de julho às 8h, no Parque de Exposições de Cuiabá. Vale ressaltar que as inscrições devem ser enviadas pelas escolas de equitação e as categorias que podem participar são Cavaleiro do Futuro, Escola 0,40cm, Escola 0,60cm, Escola 0,80cm, Escola 0,90cm, GP 105 e Prova Carro Cavalo.

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Caio Paes de Barros, da Hípica Sociedade Cuiabana, o responsável pela organização da disputa na 54° Expoagro, destaca que, “É o único esporte em que homens e mulheres competem por igual”.

A prova de hipismo contará com a participação da Polícia Militar através da Regimento de Policiamento Montado da PM (RPMON) Cuiabá e de Nova mutum. Dos haras Ted Horse, de Sinop, Twin Brothers de Cuiabá e Bankiva, de Várzea Grande.

A competição de hipismo é uma prova onde cavaleiros e amazonas mostram seu trajeto de salto dentro de uma pista fechada, onde é necessário concluir a mesma sem nenhum ponto perdido, assim conta Caio. Troféus e medalhas serão as premiações que serão entregues aos melhores, na edição deste ano

PROGRAMAÇÃO

Além da realização da prova de hipismo, do dia 4 a 6 de julho a 54° edição da Expoagro contará com conteúdos técnicos e palestras, Fórum das Cadeias Produtivas, prova de laço, uma cavalgada, cursos e oficinas gratuitas de capacitação, ministrados pelo Senar-MT. E atrações como rodeio, shows nacionais e um parque de diversão específico para a diversão das crianças.

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O rodeio terá sua abertura no dia 7 de julho, em seguida, será realizado o show do cantor Zé Felipe. No dia 8 de julho, os shows são com o Grupo Sorriso Maroto e Dilsinho, já no dia 9 de julho, o evento se encerrará com a apresentação da dupla sertaneja Henrique e Juliano.

Fonte: AgroPlus

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AGRONEGÓCIO

Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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