AGRONEGÓCIO

Presidente do Instituto Agronegócio, Isan Rezende, homenageia as mulheres

Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o presidente do Instituto Agronegócio (IA), Isan Rezende, fez uma declaração reconhecendo a inestimável contribuição das mulheres na sociedade e no setor do agronegócio. Rezende ressaltou a força, a resiliência e as conquistas das mulheres diante de adversidades e desafios contínuos.

“A presença feminina, seja em contextos rurais ou urbanos, tem o poder de impulsionar qualquer empreendimento. Dotadas de destreza, estratégia e atenção aos detalhes, as mulheres são capazes de antecipar situações e perceber oportunidades ao seu redor. É fundamental aproveitar essas habilidades para continuar avançando em todos os setores. Elas possuem um talento natural para os negócios e para identificar oportunidades”.

O presidente do IA enfatizou a importância da igualdade de gênero e do reconhecimento das contribuições femininas como pilares para o desenvolvimento sustentável e inclusivo no setor do agronegócio. E disse que, com sua mensagem, buscava não apenas homenagear, mas também inspirar ações contínuas que promovam a igualdade e o respeito dentro e fora do setor agrícola, destacando o papel vital das mulheres na construção de uma sociedade mais justa e equitativa.

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“O Dia Internacional da Mulher é uma ocasião especial para destacarmos a extraordinária contribuição das mulheres para a nossa sociedade e para reconhecermos a resiliência delas diante de desafios e adversidades. É um momento para homenagearmos as conquistas das mulheres ao longo da história e reforçarmos nosso compromisso com a defesa da igualdade de gênero em todas as esferas”, completou Rezende.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Regularização ambiental vira fator determinante para viabilidade financeira

Com mais de 7 milhões de registros ativos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Brasil enfrenta um desafio estrutural que impacta diretamente a competitividade do produtor rural: a incidência de pendências no sistema. Atualmente, a conformidade ambiental de uma propriedade não é mais apenas uma questão burocrática, mas um critério decisivo na análise de risco das instituições financeiras.

O rigor do crédito bancário Ao solicitar financiamento — seja para custeio, investimento ou linhas de crédito sustentável —, o histórico de pagamento do cliente deixou de ser o único indicador de risco. O setor financeiro, operando sob diretrizes rigorosas do Manual de Crédito Rural (MCR) e normas do Banco Central, utiliza o CAR como um filtro automático.

Sistemas bancários realizam consultas em tempo real para detectar inconformidades. Caso o CAR apresente sobreposição com terras indígenas, unidades de conservação ou indícios de desmatamento irregular, o crédito é negado automaticamente. Segundo especialistas, quando um órgão ambiental aponta uma pendência, a propriedade passa para o status de “análise” ou “pendente”, o que é interpretado pelas instituições financeiras como um risco inaceitável, gerando uma “trava” imediata na operação.

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Impacto financeiro e exclusão do crédito verde A ausência de regularidade ambiental impõe um custo financeiro direto e relevante. Produtores com o CAR validado acessam o chamado “Crédito Verde” ou linhas de crédito sustentáveis, que oferecem taxas de juros subsidiadas. A presença de divergências no cadastro exclui o produtor dessas condições vantajosas, forçando o acesso ao crédito convencional, cujas taxas de mercado são significativamente mais elevadas.

Além da restrição ao crédito, a falta de regularidade compromete o ciclo produtivo em três frentes críticas:

  • Acesso ao Plano Safra: Bloqueio de recursos oficiais essenciais para a safra.

  • Risco comercial: Tradings e indústrias, sob pressão de cadeias de custódia e auditorias internacionais, têm recusado produtos oriundos de áreas com passivos ambientais para evitar sanções e embargos.

  • Liquidez dos ativos: Imóveis com pendências jurídicas ou ambientais sofrem depreciação de valor, uma vez que o passivo desencoraja novos investimentos ou aquisições.

Estratégias para a conformidade Embora não haja um prazo fatal para o encerramento do sistema, a urgência da regularização é crescente. A recomendação técnica é que o produtor antecipe a análise de sua propriedade antes que ocorram negativas bancárias ou notificações de órgãos ambientais.

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O roteiro de regularização envolve:

  1. Diagnóstico Georreferenciado: Realização de levantamento técnico para cruzar a base do CAR com a realidade física da propriedade. Muitas pendências são decorrentes de erros de desenho (sobreposições digitais), passíveis de correção via retificação.

  2. Adesão ao PRA: Em casos de necessidade de recomposição de Reserva Legal ou Áreas de Preservação Permanente (APP), a formalização da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) suspende sanções administrativas durante o período de recuperação.

  3. Certificação: A busca pela Certidão de Regularidade Ambiental atua, hoje, como a principal ferramenta para a negociação de taxas de juros competitivas.

Em um mercado global que exige rastreabilidade total, a conformidade ambiental consolidou-se como o principal pilar para a longevidade da exploração rural, garantindo que a propriedade permaneça como um ativo produtivo e comercializável a longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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