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Estado registra crescimento robusto nas exportações de soja em 2025

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As exportações de soja em Goiás cresceram 7,8% no  primeiro semestre de 2025, consolidando o estado como um dos principais players no comércio internacional de grãos e seus derivados. Os dados são da edição de agosto do informativo “Agro em Dados”, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de soja 2024/2025 em Goiás alcançou 20,4 milhões de toneladas, representando um aumento de 21,4% em relação ao ciclo anterior.
No comércio exterior, o Brasil embarcou 64,9 milhões de toneladas de soja em grão no primeiro semestre de 2025, alta de 1,2% em relação ao mesmo período de 2024. Goiás contribuiu com 8,3 milhões de toneladas, crescimento de 7,8%, evidenciando a competitividade do estado no comércio internacional.

O perfil exportador de Goiás também se diversificou, com destaque para o farelo de soja. No primeiro semestre de 2025, o Brasil exportou 11,5 milhões de toneladas do subproduto, aumento de 1,1% frente ao ano anterior. Goiás participou com 1,2 milhão de toneladas, atendendo principalmente países da União Europeia e do Sudeste Asiático.

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A infraestrutura logística de Goiás tem sido um diferencial competitivo para o escoamento da produção. O estado é atendido pela Ferrovia Norte-Sul, que facilita o transporte da soja até o Porto de Santos, principal ponto de exportação do país. Além disso, municípios como Rio Verde se destacam como polos exportadores. Em 2021, Rio Verde respondeu por 30,95% do total das exportações goianas, com produtos como soja, milho e farelos.

O cenário para o segundo semestre de 2025 é promissor. O crescimento na produção e nas exportações de soja posiciona Goiás como fornecedor estratégico de proteína vegetal para nutrição animal, agregando valor à cadeia produtiva local e fortalecendo a industrialização da soja no estado.

Com planejamento estratégico e investimentos contínuos em infraestrutura, Goiás se consolida como um protagonista no agronegócio brasileiro, com perspectivas de expansão e fortalecimento no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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