AGRONEGÓCIO

Polos dos Cursos da Rede e-Tec Brasil iniciam novas turmas a partir deste mês em SC


Os polos dos Cursos Técnicos da Rede e-Tec Brasil iniciam novas turmas a partir deste mês em Santa Catarina.  A iniciativa é do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc). Reconhecida pelo MEC e pelo Conselho Federal dos Técnicos Agrícolas (CFTA), a formação conta com carga horária de 1.230 horas e está dividida da seguinte forma: 80% a distância e 20% com aulas presenciais.

Neste sábado (12), às 8 horas, começa nova turma do Curso Técnico em Agronegócio no município de Seara, oeste do Estado. A abertura contará com a presença do superintendente do Senar/SC Gilmar Zanluchi e do presidente do Sindicato Rural de Seara Valdemar Zanluchi. Nas próximas semanas também iniciarão novas turmas da mesma formação nos polos de São Joaquim, Araranguá e Canoinhas, Fraiburgo. Em Campos Novos começará uma turma do Curso Técnico em Zootecnia.

A coordenadora regional do Curso Técnico em Agronegócio, Kátia Zanella, explica que as atividades educacionais dos cursos são semipresenciais, com os conteúdos a distância disponibilizados na Internet, no material impresso e nas videoaulas, além daqueles executados nos encontros presenciais, nos polos de apoio.

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Gilmar Zanluchi complementa que ao longo das atividades, os alunos conhecem técnicas de gestão, de comercialização e como atuar na execução de procedimentos para planejar e auxiliar na organização e controle das atividades de gestão do negócio rural. Além disso, os encontros presenciais oportunizam acesso a visitas técnicas em propriedades rurais para conhecer a realidade do agronegócio catarinense.

Os novos técnicos receberão diploma com a marca do Sistema Faesc/Senar-SC e saem preparados para atuar na gestão de propriedades rurais e empresas do setor. O presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo, ressalta a satisfação por contribuir com a qualificação técnica destinada, prioritariamente, a quem atua no campo. Pelo histórico bem-sucedido das diversas turmas já formadas e pelo crescente desenvolvimento do agronegócio no Estado temos a certeza de que os alunos que estão iniciando agora terão grandes oportunidades de crescimento na carreira, além de contribuírem também para o desenvolvimento do setor”. 

Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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