AGRONEGÓCIO
Muita emoção entre os elegidos para contarem um pouco da história dos 29 anos do Senar-MT
Para comemorar os 29 anos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), escolhemos três colaboradores que ajudarão a contar um pouco da história da instituição. A ideia é mostrar, pelos olhos destas pessoas, a pujança deste “GIGANTE” que é o Senar-MT.
Com 10 regionais, mais de 300 cursos em seu portfólio, cerca de 350 instrutores credenciados a instituição, o Senar-MT completa neste sete de abril 29 anos. Para comemorar esta data tão especial, o “time” tem como objetivo realizar 10 mil cursos, capacitar 120 mil pessoas e ter cinco mil propriedades sendo atendidas pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em 2022.
Foram escolhidos colaboradores com 29 anos de casa, outro com 14 e a mais nova de casa, com apenas duas semanas dentro da instituição. As entrevistas foram recheadas de muito brilho nos olhos, emoção e gratidão. Para contar todas as histórias relatadas seria necessário um espaço ilimitado. Diante desta situação resolvemos resumir, o que não foi uma tarefa fácil.

Marcio Antônio Luciano da Silveira, 57 anos, poderia ser considerado o filho mais velho do Senar-MT. Ele tem 29 anos de casa. Junto com outras seis pessoas foram os primeiros funcionários da instituição. Marcinho, como é conhecido, começou fazendo um treinamento do Senar-MT, na Escola Agrotécnica de São Vicente. Isso aconteceu lá no final da década de 1980. “Eu sou o lema do Senar-MT. Aprendi a fazer tudo o que fiz e faço – fazendo”
Marcinho foi instrutor, mobilizador, assistente de campo e trabalhou na logística levando material para execução dos cursos. Ele também foi motorista e chefe de transporte. Emocionado e meio confuso com tantas boas lembranças, Marcinho resumiu: “Dentro da instituição, exerci várias funções. Atualmente, sou assistente e trabalho no setor de arquivo central”.
E sempre com aquele brilho especial no olho e tentando controlar a emoção, ele conta que Deus o colocou numa função onde pode cuidar da história e da herança do Senar-MT. “Vou cuidar de tudo com muita dedicação porque ajudei a construir e sei o valor que tem a história de uma instituição, órgão ou empresa”.
Já Juliano Hilário, de 42 anos, seria o “filho” do meio do Senar-MT. Ele faz parte da história desde 2008. Nos últimos 14 anos, trabalhou no almoxarifado. Com a respiração suspensa em alguns momentos, olhos marejados, ele confirma que tudo o que construiu na vida foi graças à instituição. Juliano faz questão de destacar que a empresa, que atualmente tem mais de 180 colaboradores, é uma grande família.

Ele lembra que quando começou a trabalhar, o almoxarifado era pequeno. Juliano lembra que era bastante trabalho, a equipe era composta apenas por dois integrantes, mas chegavam a encaminhar 300 kits instrucionais por mês. “Ali já percebíamos os sinais do grande potencial desta instituição”.
Quando começou, Juliano era almoxarife, agora com tantas mudanças e a evolução no mundo tecnológico, ele é assistente. Ele faz questão de destacar que na época eram realizadas muitas palestras. “Nestes casos mandávamos envelopes, o que tornava um pouco mais fácil nosso trabalho”.
Em 2022, este número de kits instrucionais aumentou para cerca de mil por mês. E é claro que a rotina de Juliano também mudou. Ele ganhou uma equipe com pelo menos seis pessoas e destacou que agora cada um é responsável por uma área dentro do almoxarifado.
Juliano frisou várias vezes, durante a entrevista, a importância do apoio e da valorização que sempre recebeu da instituição. “O Senar-MT é uma grande família. Me sinto em casa. Gosto do que faço e me sinto uma peça importante neste desafio que é qualificar mão de obra para o campo. Trabalhar no Sistema Famato foi o meu primeiro emprego. Eu aprendi e cresci junto com o Senar-MT”.
Mesmo inconscientemente os entrevistados citaram os valores do Senar-MT como parte de suas vidas. É de brilhar os olhos e emocionar qualquer ser humano vendo, Isabel Nascimento Sérgio Souza, 33 anos, com apenas duas semanas de casa mencionando a paixão e a dedicação que ela percebeu entre os colegas de levar conhecimento, capacitação e inovação para o homem do campo.

Também emocionada, conta que em função da perda de seu pai para a covid-19 parou de trabalhar para dar mais atenção a mãe. Depois de um ano e meio e com as feridas menos doloridas, Isabel resolveu voltar ao mercado de trabalho. “A minha primeira oportunidade foi o processo seletivo do Senar-MT. Passei, estou aqui faz duas semanas e fiquei impressionada com o tamanho, dedicação e foco no trabalho que encontrei aqui dentro”.
Espírito de equipe, ética, companheirismo e parceria também foram citados pelos entrevistados. Inúmeras vezes mencionaram o apoio da empresa em suas vidas pessoais. Família foi outra palavra citada por várias vezes. É fácil perceber que o amor pelo campo está no coração de cada “senariano”, apelido carinhoso dado aos colaboradores que vestem esta camisa. A força e a vontade de cumprir a missão está presente na voz e na determinação com que descrevem as tarefas. Hoje é um dia especial não só para estes entrevistados, mas para toda a equipe do Senar-MT que a cada nascer de sol se empenha mais e mais para levar ao homem do campo dignidade, aprendizagem e soluções para os seus problemas.

AGRONEGÓCIO
Investigação expõe disputa com China e acende alerta no mercado brasileiro
A abertura de investigação pelo governo brasileiro sobre possível dumping nas importações de proteína de soja chinesa ocorre em paralelo a um cenário mais amplo de tensão comercial envolvendo o principal produto do agronegócio nacional: a soja em grão. Embora o foco formal da apuração seja um derivado específico, o movimento expõe o grau de sensibilidade da relação comercial entre Brasil e China, destino de mais de 70% das exportações brasileiras do complexo soja.
O Brasil embarca anualmente entre 95 milhões e 105 milhões de toneladas de soja em grão, dependendo da safra, consolidando-se como o maior exportador global. Desse total, a China absorve a maior parte, com compras que frequentemente superam 70 milhões de toneladas por ano. Trata-se de uma relação de alta dependência: para o Brasil, a China é o principal comprador; para os chineses, o Brasil é o principal fornecedor.
O problema é que esse fluxo não é livre de mecanismos de controle. A China opera com um sistema indireto de regulação das importações, baseado principalmente em licenças, controle de esmagamento e gestão de estoques estratégicos. Na prática, isso funciona como uma espécie de “cota informal”. O governo chinês pode reduzir ou ampliar o ritmo de compras ao liberar menos ou mais permissões para importadores e indústrias locais.
Esse mecanismo ficou evidente nos últimos ciclos. Em momentos de margens apertadas na indústria chinesa de esmagamento, quando o farelo e o óleo não compensam o custo da soja importada, o país desacelera as compras. O resultado é imediato: pressão sobre os prêmios nos portos brasileiros e maior volatilidade de preços.
Além disso, há um fator estrutural. A China vem buscando diversificar fornecedores e reduzir riscos geopolíticos. Mesmo com a forte dependência do Brasil, o país mantém canais ativos com os Estados Unidos e outros exportadores, utilizando o volume de compras como ferramenta de negociação comercial.
No caso específico da proteína de soja, produto industrializado voltado principalmente à alimentação humana, o impacto direto sobre o produtor rural tende a ser limitado. Ainda assim, a investigação conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sinaliza um endurecimento na política comercial brasileira em relação à China, ainda que pontual.
O processo analisa indícios de venda a preços abaixo do custo de produção, prática conhecida como dumping, no período entre julho de 2024 e junho de 2025. Caso seja confirmada, o Brasil pode aplicar tarifas adicionais por até cinco anos.
O ponto de atenção é que, embora tecnicamente restrita, qualquer medida nessa direção exige calibragem. A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira e um dos principais destinos de produtos do agronegócio como carne bovina e de frango. Movimentos comerciais, mesmo que setoriais, são acompanhados de perto pelo mercado.
Para o produtor, o cenário reforça um ponto central: o preço da soja no Brasil não depende apenas de oferta e demanda internas, mas de decisões estratégicas tomadas em Pequim. Ritmo de compras, gestão de estoques e margens da indústria chinesa seguem sendo os principais determinantes de curto prazo.
Na prática, a investigação atual não muda o fluxo da soja em grão, mas escancara a dependência brasileira de um único mercado e o grau de exposição a decisões comerciais externas.
Fonte: Pensar Agro
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