AGRONEGÓCIO
Ministro Carlos Fávaro lança projeto e realiza entregas para a agricultura familiar em Mato Grosso
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anuncia novos investimentos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para o desenvolvimento da agricultura familiar em Mato Grosso visando a redução das desigualdades no setor. O lançamento do projeto Rota da Banana, entrega de máquinas e implementos para assentamentos rurais e do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq) serão realizados no fim desta semana em Cáceres e Várzea Grande.
Por meio da parceria entre o Mapa e a organização Lírios, o projeto “Rota da Banana: Sustentabilidade na bananicultura em Mato Grosso” desenvolve atividades de planejamento agrícola em comunidades rurais visando o avanço na produção e comercialização da fruta.
O lançamento do projeto será realizado na Comunidade Facão, em Cáceres, na próxima sexta-feira (13), a partir das 9h.
No sábado (14), o ministro Carlos Fávaro realiza cerimônia no assentamento Dorcelina Folador, em Várzea Grande, às 10h, para entregas de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas. Na ocasião, também será inaugurada a usina de energia fotovoltaica do Centro de Capacitação do MST. O empreendimento é resultado do Programa Estratégico de Fortalecimento Estrutural de Assentamentos Rurais e Sustentabilidade da Agricultura Familiar em Mato Grosso desenvolvido pelo Mapa em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Por meio do programa, serão beneficiadas, neste ato de entrega, além do Dorcelina Folador, as famílias de produtores do assentamento Zé da Paz, localizado no município de Acorizal.
Durante o evento, também será feita a entrega de maquinário do Promaq municípios mato-grossenses.
Serviço:
Lançamento da Rota da Banana
Sexta-feira (13), às 9h
Comunidade Facão
Cáceres
Entrega de Máquinas e Equipamentos
Sábado (14), às 10h
Assentamento Dorcelina Folador
Várzea Grande
Informação à imprensa
[email protected]
AGRONEGÓCIO
Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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