AGRONEGÓCIO

Mercado de açúcar registra recorde na Bolsa de Atlanta: 1 milhão de toneladas

O mercado de açúcar bruto na bolsa Intercontinental Exchange, uma das principais bolsas de commodities do mundo, com sede em Atlanta, nos Estados Unidos,  viu um volume significativo de entregas no vencimento do contrato de julho, totalizando aproximadamente 21.277 contratos, o equivalente a quase 1,1 milhão de toneladas.

Especialistas do setor observaram que este é o maior volume de entregas para o contrato de julho desde 2019. Três traders de açúcar, estimaram inicialmente as entregas em cerca de 21,2 mil lotes, equivalente a quase 1,1 milhão de toneladas, com a corretora de commodities Wilmar International, sediada em Singapura, destacando-se como a maior fornecedora com 13,27 mil lotes, cerca de 675 mil toneladas.

Por outro lado, a trader Alvean foi apontada como a principal recebedora, com 15,74 mil lotes, totalizando aproximadamente 800 mil toneladas, conforme informações fornecidas pelas traders. Apesar das grandes entregas, que normalmente são vistas como indicativas de pressão de baixa no mercado, alguns especialistas destacam sinais positivos de demanda robusta.

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Segundo estes especialistas e empresas do setor, o açúcar bruto do Centro-Sul do Brasil está sendo cotado com um prêmio elevado em relação aos futuros, uma anomalia para esta época do ano quando geralmente estaria em desconto devido à colheita em andamento. Esta situação levanta especulações sobre um possível retorno do prêmio de risco climático no mercado, em meio a condições de seca prolongada em muitas áreas do Brasil central, o que poderia impactar o fim da safra deste ano.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Estado amplia produção de grãos em 61% e consolida nova força do agro

Tradicionalmente reconhecida pela força na produção de café, leite, frutas e hortaliças, Minas Gerais vive uma transformação silenciosa no campo e avança também como potência nacional na produção de grãos. Em dez anos, o estado elevou sua produção de soja, milho, feijão e sorgo de 11,8 milhões para 18,9 milhões de toneladas, crescimento de 61% que colocou Minas na sexta posição entre os maiores produtores do país.

Os dados fazem parte de estudo da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e mostram uma mudança importante no perfil do agro mineiro, historicamente mais associado à cafeicultura e à pecuária leiteira.

O avanço foi puxado principalmente pela expansão da soja e pelo crescimento do milho segunda safra, a chamada safrinha, movimento que aumentou a produtividade das áreas agrícolas sem necessidade proporcional de abertura de novas fronteiras de cultivo.

A produção de soja praticamente dobrou na última década, passando de 4,7 milhões para 9,2 milhões de toneladas, consolidando o grão como o segundo principal item da pauta exportadora mineira, atrás apenas do café.

Segundo o secretário estadual de Agricultura, Thales Fernandes, a intensificação tecnológica nas lavouras foi decisiva para o avanço da produção. “Muitos produtores passaram a trabalhar com duas safras na mesma área, utilizando soja no verão e milho na segunda safra. Isso trouxe ganho de eficiência e aumento significativo da produção estadual”, afirmou.

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O crescimento também reflete a expansão da agricultura de precisão, o avanço da irrigação e o desenvolvimento de cultivares mais adaptadas às mudanças climáticas, especialmente nas regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, hoje entre os principais polos de grãos do estado.

As pesquisas vêm sendo conduzidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, que trabalha no desenvolvimento de variedades mais resistentes ao clima e com maior produtividade.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, Minas deverá colher na safra 2025/26 cerca de 9,1 milhões de toneladas de soja, 7 milhões de toneladas de milho, 1,6 milhão de toneladas de sorgo e quase 500 mil toneladas de feijão.

Apesar do avanço, o cenário para a próxima safra ainda inspira cautela. O setor monitora os impactos climáticos do avanço do El Niño, além das incertezas provocadas pelos juros elevados e pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, que podem afetar os custos dos fertilizantes importados pelo Brasil.

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“A questão climática preocupa muito. Existe risco de atraso nas chuvas e o mercado acompanha também os impactos logísticos da guerra na região do Estreito de Ormuz, importante rota mundial para fertilizantes”, disse Thales Fernandes.

Mesmo diante das incertezas, Minas Gerais segue ampliando seu protagonismo no agronegócio nacional. Além da expansão nos grãos, o estado lidera a produção brasileira de café, leite, alho, batata e equinos, além de ocupar posições de destaque em culturas como cana-de-açúcar, feijão, banana, tomate, cebola e tilápia.

A diversificação produtiva transformou Minas em um dos estados mais equilibrados do agro brasileiro, combinando tradição em culturas históricas com avanço acelerado em segmentos ligados à segurança alimentar e às exportações de commodities agrícolas.

Fonte: Pensar Agro

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