AGRONEGÓCIO

Março deve superar a realização de mil ações educacionais


O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), em parceria com os Sindicatos Rurais do estado, prevê mais de mil ações educacionais para o mês de março. O terceiro mês do ano contará com a realização de programas de ação social e treinamentos em parceria com os 93 Sindicatos Rurais do estado.

Para a próxima semana estão previstos os cursos de manutenção e regulagem de colheitadeira de grãos em Guiratinga; doma racional de muares em Brasnorte; agente sanitário em saúde animal em Paranaíta, entre outros. Para verificar as vagas disponíveis é necessário entrar em contato com o Sindicato Rural do município.

Além dos treinamentos, os programas também estão a todo vapor. O Cine Senar, que leva entretenimento a comunidades rurais do estado, está previsto para acontecer em 22 municípios. Dentre eles estão São José do Povo, Tesouro, Primavera do Leste, Araguainha e Acorizal.

O Mutirão Rural segue neste mês de março para a segunda etapa de 2022. Após levar serviços de ação social à Jauru, Araputanga e Vila Bela da Santíssima Trindade, agora o programa segue ao Médio Norte e beneficiará comunidades de Nova Ubiratã, Nova Mutum e região, a partir desta sexta-feira (04.03).

Leia Também:  Mapa participa de workshop sobre Sistemas de Referência para a Restauração Ecológica e Produtiva na Amazônia

As atividades seguirão todos os protocolos recomendados devido a pandemia de covid-19. Porém, existe a possibilidade da programação ser alterada caso precise atender a decretos municipais ou estaduais para a contenção de casos de gripe e Covid-19.

Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia Também:  Secretário do Mapa minimiza moratória da soja e diz que Brasil tem outros mercados

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia Também:  Encontro analisa mercado da borracha natural e importância do Índice de Preço de Importação

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA