AGRONEGÓCIO

Mapa reforça monitoramento climático com novas estações meteorológicas em Mato Grosso

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), segue avançando na modernização da rede de monitoramento climático no país, com atenção especial ao estado de Mato Grosso, um dos principais polos agropecuários do Brasil. Ao longo de 2025, novas estações meteorológicas automáticas foram instaladas ou atualizadas no estado, ampliando a precisão das previsões e fortalecendo a capacidade de produtores e gestores públicos no enfrentamento de eventos extremos, como secas prolongadas e episódios de chuvas intensas.

Sob a gestão do ministro Carlos Fávaro, o Inmet recebeu investimentos estratégicos, incluindo R$ 150 milhões para modernizar mais de 600 estações em todo o território nacional e expandir a cobertura de novas unidades. Em Mato Grosso, esse esforço se traduz na ampliação do monitoramento em regiões essenciais à agropecuária, como o Médio-Norte e o Araguaia, garantindo maior suporte técnico às cadeias produtivas.

Como parte desse movimento, novas estações automáticas entraram em operação em municípios estratégicos. Em Lucas do Rio Verde, foi instalada a primeira unidade do tipo, fruto de parceria com a Prefeitura, passando a fornecer dados precisos para a Defesa Civil e para o agronegócio, superando a dependência de medições de municípios vizinhos. Em Novo Santo Antônio, a nova estação integra o monitoramento das bacias hidrográficas do Araguaia. Em Nova Xavantina, a modernização reforça a cobertura do leste do estado e permite registrar com maior precisão eventos extremos, como a precipitação recente de 98,0 mm. Já em Cocalinho, a nova unidade amplia a rede na região do Araguaia e assegura informações fundamentais para o zoneamento agrícola e previsões regionais mais assertivas.

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Essas estações contam com tecnologias de última geração, incluindo sensores digitais para a coleta em tempo real de variáveis como temperatura, umidade relativa do ar, precipitação, velocidade e direção do vento, pressão atmosférica e dados de solo. Os equipamentos substituem sistemas analógicos por dispositivos automáticos que transmitem informações a cada hora ou, em situações de emergência, a cada 15 minutos, diretamente ao portal do Inmet, onde os dados são disponibilizados de forma pública e gratuita.

Além das novas instalações, unidades já existentes também passaram por modernização. Em Querência, estação em operação desde 2007, e em Serra Nova Dourada, ativada em 2019, foram realizadas manutenções preventivas e substituição de componentes essenciais, como transmissores digitais, que agora permitem o envio de dados meteorológicos em tempo real, reduzindo significativamente o intervalo de transmissão e aprimorando a qualidade das informações disponibilizadas.

Com essas ações, o Mapa e o Inmet reforçam o compromisso com a expansão da infraestrutura meteorológica brasileira, ampliando a resiliência climática, apoiando o planejamento do setor produtivo e promovendo políticas públicas mais eficazes para o desenvolvimento sustentável do país.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Investigação expõe disputa com China e acende alerta no mercado brasileiro

A abertura de investigação pelo governo brasileiro sobre possível dumping nas importações de proteína de soja chinesa ocorre em paralelo a um cenário mais amplo de tensão comercial envolvendo o principal produto do agronegócio nacional: a soja em grão. Embora o foco formal da apuração seja um derivado específico, o movimento expõe o grau de sensibilidade da relação comercial entre Brasil e China, destino de mais de 70% das exportações brasileiras do complexo soja.

O Brasil embarca anualmente entre 95 milhões e 105 milhões de toneladas de soja em grão, dependendo da safra, consolidando-se como o maior exportador global. Desse total, a China absorve a maior parte, com compras que frequentemente superam 70 milhões de toneladas por ano. Trata-se de uma relação de alta dependência: para o Brasil, a China é o principal comprador; para os chineses, o Brasil é o principal fornecedor.

O problema é que esse fluxo não é livre de mecanismos de controle. A China opera com um sistema indireto de regulação das importações, baseado principalmente em licenças, controle de esmagamento e gestão de estoques estratégicos. Na prática, isso funciona como uma espécie de “cota informal”. O governo chinês pode reduzir ou ampliar o ritmo de compras ao liberar menos ou mais permissões para importadores e indústrias locais.

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Esse mecanismo ficou evidente nos últimos ciclos. Em momentos de margens apertadas na indústria chinesa de esmagamento, quando o farelo e o óleo não compensam o custo da soja importada, o país desacelera as compras. O resultado é imediato: pressão sobre os prêmios nos portos brasileiros e maior volatilidade de preços.

Além disso, há um fator estrutural. A China vem buscando diversificar fornecedores e reduzir riscos geopolíticos. Mesmo com a forte dependência do Brasil, o país mantém canais ativos com os Estados Unidos e outros exportadores, utilizando o volume de compras como ferramenta de negociação comercial.

No caso específico da proteína de soja, produto industrializado voltado principalmente à alimentação humana, o impacto direto sobre o produtor rural tende a ser limitado. Ainda assim, a investigação conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sinaliza um endurecimento na política comercial brasileira em relação à China, ainda que pontual.

O processo analisa indícios de venda a preços abaixo do custo de produção, prática conhecida como dumping, no período entre julho de 2024 e junho de 2025. Caso seja confirmada, o Brasil pode aplicar tarifas adicionais por até cinco anos.

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O ponto de atenção é que, embora tecnicamente restrita, qualquer medida nessa direção exige calibragem. A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira e um dos principais destinos de produtos do agronegócio como carne bovina e de frango. Movimentos comerciais, mesmo que setoriais, são acompanhados de perto pelo mercado.

Para o produtor, o cenário reforça um ponto central: o preço da soja no Brasil não depende apenas de oferta e demanda internas, mas de decisões estratégicas tomadas em Pequim. Ritmo de compras, gestão de estoques e margens da indústria chinesa seguem sendo os principais determinantes de curto prazo.

Na prática, a investigação atual não muda o fluxo da soja em grão, mas escancara a dependência brasileira de um único mercado e o grau de exposição a decisões comerciais externas.

Fonte: Pensar Agro

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