AGRONEGÓCIO

Ministro Carlos Fávaro participa de encontro de empresários com o presidente da Bolívia

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participará, nesta terça-feira (17), do Fórum Empresarial Brasil–Bolívia, que será aberto pelo presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Rodrigo Paz. O evento ocorre na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (SP) e integra a agenda oficial do líder boliviano no Brasil.

Organizado pela ApexBrasil, Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a Fiesp, o evento visa promover a interação entre empresários bolivianos e brasileiros para ampliar oportunidades de comércio em setores estratégicos e a discussão de temas como agronegócios e biotecnologia, energia e indústria.

O encontro ocorre após a visita de Rodrigo Paz a Brasília, nessa segunda-feira (16), quando se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde 2023, foram abertos cinco mercados para produtos brasileiros com a Bolívia, como farinha e óleo de pescado, hemoderivados técnicos e material genético de aves.

Serviço:

Fórum Empresarial Brasil-Bolívia

Data: 17/03/2026 (terça-feira)
Horário: 9h
Local: Sede da Fiesp – Avenida Paulista, 1313, São Paulo – SP

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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