AGRONEGÓCIO

Mapa apreende 7,28 milhões de litros de cachaça e aguardente no interior de SP

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu, na quinta-feira (5), 7,28 milhões de litros de aguardente de cana e cachaça em um estabelecimento localizado na região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

A fiscalização foi realizada por auditores fiscais federais agropecuários das unidades do Mapa em Ribeirão Preto e em São José do Rio Preto. Durante a ação, foi constatado que o estabelecimento atuava como padronizador e atacadista dessas bebidas sem o devido registro no Ministério, exigido pela legislação.

Como medida cautelar, o Mapa determinou a suspensão temporária das atividades de padronização e do comércio atacadista de cachaça e aguardente. A decisão foi tomada com base no artigo 198, inciso III, do Decreto nº 12.709/2025, em razão da ausência de registro do estabelecimento junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

Também foi lavrado auto de infração pelo exercício das atividades de padronização e comércio atacadista de bebidas sem registro no Mapa. A empresa terá prazo de 20 dias para apresentar defesa administrativa referente às irregularidades constatadas durante a fiscalização.

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Os 7,28 milhões de litros de bebidas apreendidos permaneceram armazenados nas instalações da própria empresa, que foi nomeada fiel depositária do produto até a conclusão do processo administrativo.

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Nova plataforma acelera seleção de trigo resistente a doenças

Uma nova plataforma de genotipagem incorporada pela Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) reduziu para cerca de 12 horas uma etapa da análise de DNA do trigo que antes levava dias. A automação diminui custos e permite selecionar com mais rapidez plantas associadas à produtividade, à adaptação ao ambiente e à resistência a doenças.

Na prática, a tecnologia deve encurtar parte do trabalho necessário para desenvolver cultivares. Segundo pesquisadores da Embrapa, procedimentos que poderiam consumir um ano agora têm potencial para ser realizados em uma semana, dependendo do volume e do tipo de análise.

O avanço é relevante porque o trigo possui um genoma cinco vezes maior que o humano. Depois do sequenciamento completo da espécie, concluído por um consórcio internacional em 2018, a pesquisa passou a contar com informações mais precisas para localizar variações genéticas de interesse agronômico.

A plataforma permite analisar simultaneamente 384 amostras e 202 marcadores, gerando aproximadamente 80 mil pontos de informação. A equipe dispõe de dados de cerca de 5 mil marcadores moleculares de trigo e 3,5 mil de cevada compatíveis com o sistema.

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Esses marcadores funcionam como referências dentro do DNA. Eles ajudam a identificar linhagens que podem carregar características desejáveis e, assim, orientar os cruzamentos realizados pelos programas de melhoramento genético.

Uma das aplicações já em andamento é a busca por maior resistência à brusone, doença capaz de provocar perdas importantes nas lavouras de trigo. Quando um marcador associado à resistência é encontrado em determinada planta, essa linhagem pode ser selecionada para novos cruzamentos.

A análise genética, contudo, não substitui os testes agronômicos. A presença do marcador indica potencial, mas não garante que a planta será resistente. As linhagens ainda precisam ser expostas ao fungo e avaliadas no campo para confirmar seu desempenho.

A plataforma também poderá ser usada para estudar o DNA de microrganismos presentes no solo e relacioná-los ao desenvolvimento da cultura. Outra frente é a identificação de genes ligados às proteínas do glúten, conhecimento que pode apoiar pesquisas de trigo voltadas a pessoas com doença celíaca.

Com a geração mais rápida de dados, os pesquisadores conseguem descartar materiais pouco promissores e concentrar os ensaios nas linhagens com maior potencial. Para o produtor, o resultado esperado é a chegada mais eficiente de cultivares adaptadas, produtivas e menos vulneráveis a doenças.

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Fonte: Pensar Agro

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